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Estado Novo

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:19/05/2022 às 16:58 -
Atualizado um mês atrás
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O que foi o Estado Novo?

O Estado Novo é o nome atribuído ao período final da Era Getúlio Vargas, marcado por um golpe que colocou o Brasil em um período ditatorial no ano de 1937.

Desde então, Getúlio Vargas foi o Presidente da República, cargo que ocupou até o ano de 1945, quando foi deposto por militares. O período foi marcado por autoritarismo, mas também desenvolvimento para o Brasil.

Como começou o Estado Novo?

Para dar início ao golpe que o colocaria como líder do país de forma autoritária, Getúlio Vargas e seus aliados usaram fortemente do discurso anticomunista. Segundo ele, havia uma corrente que visava destruir o governo e, consequentemente, prejudicar o crescimento do Brasil.

Assim, em 10 de novembro de 1937, com apoio dos militares, Getúlio Vargas implantou o Estado Novo no país, assumindo a presidência e atacando as entidades democráticas brasileiras. O Congresso Nacional, por exemplo, acabou sendo fechado.

Havia forte presença também de ideias nazifascistas no governo de Vargas. Vale lembrar que, em um período parecido, os regimes ditatoriais vinham ganhando força na Europa.

O Estado Novo e o Plano Cohen

Um detalhe importante no golpe aplicado por Getúlio Vargas que levou à criação do Estado Novo foi o Plano Cohen. Esse foi o nome dado a um documento falso, elaborado pelos militares, que simulava o interesse dos comunistas de promover conflitos para tentar tomar o poder no país.

A possível ameaça de revolucionários comunistas foi, na verdade, um grande plano de fundo para que Getúlio Vargas e os militares pudessem ter maior força na aplicação de um golpe de estado — alegando, claro, que seria com o objetivo de proteção do Brasil.

Apesar de ter sido um documento falso, o Plano Cohen foi justamente o que possibilitou a criação de um Estado Novo. Vale lembrar que, por via democrática, Getúlio Vargas sequer poderia ser reeleito para um novo mandato.

Quais foram as características do Estado Novo?

Além de ser um regime autoritário, o Estado Novo trouxe algumas características particulares que marcam a história política brasileira.

Em primeiro lugar, conforme adiantamos, houve uma forte influência de outras ditaduras que vinham sendo aplicadas na Europa. Entre outras ações, houve censura da mídia, perseguição política (em especial diante dos comunistas) e o nacionalismo.

A implementação das ideias radicais também trouxe a criação de novas entidades como o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), orientadas para a censura da imprensa, propagando apenas ideias favoráveis ao governo.

Outra medida foi limitar a atuação dos sindicatos, que não poderiam existir em pluralidade, nem promover alianças. Isso limitava muito a busca por reivindicações dos trabalhadores.

Por fim, vale mencionar também a busca por uma identidade nacional. Para isso, o governo trabalhou a promoção da sua imagem junto aos artistas e pensadores da época.

O desenvolvimento econômico durante o Estado Novo

Do ponto de vista econômico, o Estado Novo trouxe também uma série de novidades. A começar pela implantação de uma então nova moeda nacional: o Cruzeiro.

Outro foco econômico foi o desenvolvimento da indústria básica brasileira. O projeto trouxe a fundação de uma série de companhias relevantes até os dias atuais — como a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e a Vale, por exemplo.

Internamente, também houve avanço no campo trabalhista como a criação da Justiça de Trabalho e a implantação da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), garantindo uma série de direitos aos trabalhadores. As medidas visavam o populismo, outra marca do Estado Novo.

Por fim, vale destacar o projeto de expansão da população para regiões menos habitadas do país. O objetivo ficou conhecido como "Marcha para o Oeste".

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Autor da Mais Retorno
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