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Depressão Econômica

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:22/08/2019 às 07:29 - Atualizado 2 anos atrás
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O que é uma depressão econômica?

Depressão econômica é, de maneira geral, uma fase da economia caracterizada por uma grande quebra (superior a 10% do PIB) ou um longo período de decadência no mercado financeiro (igual ou superior a 4 anos).

É considerado um período de grandes perdas econômicas por um período prolongado, carregado por consequências como:

  • Altas taxas de desemprego, durante longos períodos;
  • Falências em cadeia;
  • Impacto no mercado mundial;
  • Queda significativa na produção e na renda nacional.
  • Devido a seus grandes impactos, normalmente se torna um gatilho para o desenvolvimento de novos modelos de negócios ou teorias econômicas.
  • Exemplos famosos disso são a implantação do Keynesianismo (a partir de 1929, nos EUA) ou do liberalismo (a partir das décadas de 70 e 80 em diferentes países).

Quais são as diferenças entre depressão, recessão e estagnação econômica?

Apesar de sucintas as diferenças, estes três termos apresentam variações perante sua gravidade e tempo de duração.

Veja bem: como você já aprendeu, a depressão econômica é longo período de queda brusca e consequências graves para a economia nacional e internacional. Seus resultados afetam os lucros, a produção, os investimentos, o índice de desemprego e mais.

Por outro lado, a recessão econômica pode ser considerada a “versão amena" de uma depressão econômica, visto que normalmente dura até um ano e traz um menor número de consequências.

Já a estagnação econômica é a caracterização de um país que apresenta números instáveis no PIB, geralmente inferiores quando comparados a possível capacidade de produção e seu número de habitantes (com estagnação do PIB per capta). Ou seja, o crescimento, embora exista (o que não acontece na depressão ou recessão), é lento e diminuto frente ao potencial do mercado.

Quais são as principais causas para uma depressão econômica?

São diversas as possíveis causas que levam um país a uma situação de depressão econômica, sendo a maioria delas associadas a desorganização estatal sobre a distribuição de renda, gerenciamento do mercado financeiro e setor produtivo dentro do sistema capitalista.

Casos de interdependência econômica, desorganizada produção em massa, rombos em cofres públicos e crescimento das dívidas internas e externas, por exemplo, podem levar a esse status.

O que foi a Grande Depressão?

Para facilitar a compreensão de como a depressão econômica se apresenta na prática (e não enxergá-la apenas como um fenômeno teórico e distante), veja a seguir um resumo da Crise de 1929.

Considerada a maior depressão desse tipo de todos os tempos, é ainda chamada de A Grande Depressão.

Perante o período de pós guerra, os Estados Unidos se encontrou em um cenário favorável para dar um BOOM na economia nacional, apoiando-se na necessidade de reestruturação dos países europeus.

A partir daí, deixou de fornecer armas (como fazia durante a guerra) para fornecer suprimentos a nível global e oferecer empréstimos com taxa de juros reduzida, fomentando ainda as operações na Bolsa de Valores. Além disso, investiu em uma altíssima produção em massa.

Porém, ao longo dos anos, seus aliados passaram a estabilizar sua produção e suas finanças, deixando de buscar recursos no país. Este foi então o gatilho para uma grande queda nos lucros das empresas norte-americanas que afetaram todo o resto do globo.

Com isso iniciou-se uma demissão em massa e uma redução salarial, enquanto bancos e empresas fecharam as portas e a Bolsa de Valores de Nova Iorque se afundou em desolação, já que grande parte das empresas possuíam ações no mercado.

No Brasil, a agroexportação foi gravemente prejudicada. Diante de tamanho desafio econômico, abriu-se espaço para algumas mudanças de cunho político, incluindo a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, que assumiu o cargo de presidente em 1930.

E convenhamos, lidar com uma depressão econômica é um desafio nada simples, não é mesmo?

Mas lembramos: o que apresentamos neste tópico é apenas um resumo. Se te interessa saber mais detalhes acerca da Grande Depressão de 1929, visite o artigo que preparamos exclusivamente sobre o assunto clicando aqui.

Como se solucionam as depressões econômicas?

Como já te contamos lá no início do artigo, as depressões econômicas tendem a fomentar a aplicação de novos modelos econômicos - como o keynesianismo e o liberalismo.

Se você já leu os artigos que preparamos sobre esses temas, sabe que eles apresentam soluções opostas para um mesmo problema - enquanto um incentiva o controle do Estado sobre a economia, o outro dita justamente o contrário, deixando o mercado “livre para voar”.

Aplicadas em épocas diferentes, cada uma teve resultados diferentes. Isso significa que não há uma fórmula única para se combater uma depressão econômica: apenas vertentes que enxergam causas (e soluções) por vezes opostas para a mesma questão.

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