Consumidor final

Última modificação em 01 de Outubro de 2020 às 03:17

O que é consumidor final?

Consumidor final é qualquer pessoa física ou jurídica que obtém ou utiliza um produto ou serviço na posição de destinatário final. Em outras palavras: é a pessoa que adquire uma mercadoria ou um recurso para o próprio consumo, o que se dá na última etapa da circulação desse bem.

Você sabe qual é o perfil da maioria dos consumidores brasileiros? A Nielsen Media Research, empresa alemã de dados e informação, questionou mais de 21 mil brasileiros para descobrir isso, em 2019. Foi verificado que 27% dos respondentes apresentaram um perfil equilibrista, que procuram ser inteligentes nas escolhas (sem descartar os vieses, é claro) e pertencem às classes C1 e C2.

Qual a relação entre consumidor final e o Código de Defesa do Consumidor?

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) inclui pessoas jurídicas (PJ) como consumidores finais. Contudo, no Direito do Consumidor, ramo do Direito que se ocupa das relações jurídicas entre os fornecedores de produtos ou serviços e seus consumidores, esse enquadramento leva a dois questionamentos:

  • A pessoa jurídica é vulnerável na relação de consumo travada entre ela e o fornecedor?
  • Essa PJ se encaixa no conceito de consumidor final?

Para responder essas questões, foram criadas duas teorias: a teoria maximalista e a teoria subjetivista ou finalista. Como indica o nome, na teoria maximalista, o CDC deve ser aplicado de forma ampla, sem depender da destinação econômica ou utilização futura daquele bem adquirido.

Mas a teoria subjetivista é mais aceita na prática. Ela diz que o consumidor final, tradicionalmente, não utiliza o produto ou serviço final para produzir algo, nem mesmo de modo indireto, ele apenas o consome. Por isso, para a PJ ser considerada consumidor final ela não deve ter fins lucrativos ou, se possui, sua atividade econômica não deve ter relação com o produto ou serviço final.

Modelo D2C (Direct to Consumer)

B2B2C (Business to Business to Consumer) é o modelo mais comum de negócios, em que indústrias vendem aos varejistas, sendo que estes, por sua vez, vendem aos consumidores. Mas hoje em dia já existe a dinâmica D2C, que é um modelo de negócios em que a venda ocorre da indústria ao consumidor final.

Assim, não há intermediários presentes na rede de distribuição (o que se chama de cutting out the middleman, ou ainda, desintermediação) e também ocorre maior controle da marca por quem produz. É um processo semelhante ao varejo, com uma margem de lucro maior e, logicamente, rentabilidade também superior. Afinal, quem nunca viu propagandas que anunciam “produtos a preço de fábrica”?.

O D2C é largamente adotado por organizações que investem em tecnologias para os canais de distribuição. Elas também enfrentam desafios quanto à metodologia para atender consumidores finais e para entregar produtos em pequenas quantidades.

Além disso, você sabia que o principal agente que permitiu o nascimento do modelo Direct to Consumer foi o e-commerce?

Consumidor final no e-commerce

As lojas virtuais diminuíram a distância entre a fábrica e o consumidor final, o que reduziu custos de implantação e de operação. E o que o consumidor ganha com isso?

  • Mais opções de produtos: se antes você não poderia adquirir algo porque a fábrica não possuía um varejista correspondente na região, agora esse fabricante estará ao seu alcance;
  • Criação de relacionamentos: o público passa a ter a chance de ter um relacionamento com o fabricante, algo que as redes sociais já potencializam;
  • Maior credibilidade: quando o dono da loja virtual é o próprio fabricante, o negócio se mostra muito mais seguro e confiável;
  • Otimização da experiência do usuário: com o fabricante mais próximo do consumidor, se torna mais fácil traçar melhorias e proporcionar uma experiência mais resolutiva e próxima da realidade.

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