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Fundos de Investimentos

SPX mira a propagação da ômicron e as pressões inflacionárias para montar as estratégias de seus fundos

Contaminação pela ômicron é mais veloz, mas provoca sintomas menos graves e desaceleração do crescimento no mundo deve ser pontual

Data de publicação:17/01/2022 às 00:30 -
Atualizado 4 meses atrás
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Para posicionar as carteiras de seus fundos de investimento, a gestora SPX Capital vem considerando especialmente o avanço da variante ômicron e as pressões inflacionárias, no Brasil e no mundo. É o que veio explicado na carta mensal que a SPX enviou a seus clientes.

Os gestores destacam que, se por um lado a contaminação pela ômicron é mais veloz e agressiva, de outro, provoca sintomas menos graves. O número de novos casos cresce de forma alarmante, no País e no exterior, muito acima de níveis observados em surtos anteriores. A diferença é que essa onda mais recente vai encontrar a população mundial já vacinada, em grande parte.

SPX
Nova onda de covid com a ômicron deve causar desaceleração pontual no crescimento global, segundo a SPX

Se é assim, a expectativa dos especialistas da SPX é de uma desaceleração pontual no crescimento global como efeito desse surto da pandemia. Não sem exercer, no entanto, pressões na inflação e agravar problemas nas cadeias globais de suprimento.

Em termos econômicos no Brasil, os analistas apontam que a inflação segue muito pressionada, enquanto a atividade tem se mostrado fraca. Nesse ambiente desafiador, o Banco Central tem adotado um discurso duro de política monetária.

Carteiras de crédito e multimercado da SPX

Em relação às carteiras de crédito, as posições relatadas pelos gestores foram: “No mercado primário observamos de maneira geral que emissões com menor prêmio, precisaram de ajustes nas taxas oferecidas para evitar o exercício da garantia firme dada pelos coordenadores da oferta. Outras ofertas simplesmente foram adiadas, evidenciando uma seletividade dos investidores por papéis com maior retorno”.

O SPX Seahawk, fundo de crédito dedicado ao mercado local, apresentou rentabilidade no mês de 0,83% e uma rentabilidade acumulada de 7,70% no ano, comparado à rentabilidade do CDI de 4,40%.

“Na parte Offshore, os fluxos continuaram positivos em Emerging Markets (EM) e Latam em específico, com destaque para o contínuo fluxo comprador asiático. Ainda, a certa estabilidade das Treasuries ajudou ao retorno da demanda nos bonds.”

SPX Capital

O SPX Seahawk global, um fundo de crédito long biased dedicado ao mercado internacional, completou 6 meses no dia 8 de dezembro e apresentou rentabilidade no mês de 1,57%. Dessa forma, desde seu início, o fundo obteve rentabilidade acumulada de 4,34%, comparado à rentabilidade do CDI de 3,36%. No final do ano, o patrimônio líquido era de R$ 250,5 milhões.

O SPX Crédito Global Prev é um fundo iniciado com menos de 6 meses de histórico, tendo iniciado em novembro. Estratégia com o objetivo de oferecer acesso às melhores alocações nos mercados de dívida corporativa e soberana, local e offshore, beneficiando-se da expansão e diversificação do mercado de crédito e se alavancando na gestão ativa e na sinergia com áreas de pesquisa macro e de ações da SPX.

Na parte local, cerca de 50% do fundo, tem estratégia de crédito corporativo High Grade que busca replicar o SPX Seahawk, respeitando as restrições da regulação previdenciária. Na parte offshore, o risco é dividido entre as estratégias dos nossos times de Crédito Latam e EUA, dentro do limite máximo de investimento no exterior para público geral de 20% do PL do fundo.

De maneira consolidada, o fundo mira uma exposição net long neutra em torno de 80%. Além disso, o fundo tem, de acordo com oportunidades, exposição a instrumentos como índices de crédito, risco soberano, taxas de juros no Brasil e nos EUA, assim como inflação. O fundo terminou o ano com R$ 202,6 milhões.

Moedas e ações

Na composição dos multimercado, a gestora afirma que em relação às moedas, segue com posições compradas no dólar americano contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos e emergentes.

Nas bolsas internacionais, os especialistas afirmam que continuam privilegiando ações de setores mais defensivos, além de iniciar uma posição comprada na bolsa chinesa.

“No Brasil, estamos vendidos em empresas do setor financeiro listadas no exterior, vendidos no setor de mineração e continuamos com nossas posições compradas nos setores de Transporte e Financeiro contra o índice e posições relativas no setor de Consumo”.

No book de juros, a SPX está com alocações favoráveis à alta de juros em alguns países emergentes e desenvolvidos e no Brasil, e mantêm posições compradas em inflação implícita e em desinclinação da curva na parte curta.

Em commodities, as posições são compradas em metais industriais, soja, energia e créditos de carbono. No mercado de crédito americano, houve um pequeno aumento na alocação de risco, e na América Latina, o posicionamento é em bonds com histórias específicas.

Sobre o autor
Regina Pitoscia
Editora do Portal Mais Retorno.