Economia

O Produto Interno Bruto (PIB) recuou -0,1% no segundo trimestre deste ano ante os três primeiros meses de 2021, na série com ajuste sazonal, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira, 1. O número veio bem abaixo das estimativas dos analistas, que esperavam um crescimento de 0,3%.

Foto: Envato
Resultado do PIB do segundo trimestre veio bem abaixo do esperado pelos analistas, que apostavam em um crescimento de 0,3% - Foto: Envato

Frente à mesma base comparativa de 2020, o PIB cresceu 12,4%, e nos primeiros seis meses deste ano acumula alta de 6,4%. No acumulado dos quatro últimos trimestres, finalizado em junho de 2021, o índice cresceu 1,8%.

A queda sensível no PIB do trimestre, segundo o instituto, foi puxada pela baixa nos setores de agropecuária (-2,8%) e indústria (-0,2%). Por outro lado, o índice teve um incremento positivo de 0,7% do setor de serviços.

Atividades

Entre as atividades industriais, o desempenho foi puxado pelas quedas de 2,2% nas indústrias de transformação e de 0,9% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos. Essas quedas compensaram a alta que houve de 5,3% nas indústrias extrativas e 2,7% na construção.

Já em serviços, de acordo com o IBGE, houve resultados positivos em informação e comunicação (5,6%), atividades de serviços (2,1%), comércio (0,5%), atividades imobiliárias (0,4%) e atividades financeiras (0,3%).

No setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram crescimento de 9,4%, enquanto as importações recuaram 0,6% em relação ao primeiro trimestre.

Pela ótica da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou queda de 3,6%, a despesa de consumo das famílias ficou estável e a despesa de consumo do governo subiu 0,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Investimento

A taxa de investimento no segundo trimestre de 2021 foi de 18,2% do PIB, acima do observado no mesmo período do ano anterior – positivo em 15,7%.

A taxa de poupança foi de 20,9% nos meses de abril, maio e junho deste ano, ante 15,7% na mesma base comparativa de 2020.

A capacidade de financiamento alcançou R$ 81,4 bilhões, ante R$ 35,7 bilhões no segundo trimestre de 2020. O aumento é explicado, segundo o IBGE, principalmente pelo aumento no montante de R$ 55,1 bilhões no saldo externo de bens e serviços.

Imagem do autor

Repórter do Portal Mais Retorno.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Veja mais Ver mais