Economia

A XP Investimentos publicou um relatório sobre suas expectativas para os resultados do PIB do segundo trimestre, que serão divulgados nesta quarta-feira, 1, pelo IBGE. Segundo a casa de análises, o índice deve crescer 0,3% ante o trimestre anterior, puxado pela reabertura econômica e impacto disso no setor de serviços.

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
XP prevê um crescimento do PIB de 0,3% no segundo trimestre, puxado pelo avanço no setor de serviços - Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil


“Se nossa estimativa estiver correta, o efeito de carrego estatístico para o crescimento do PIB de 2021 será de 5,2%. Reforçamos nossa expectativa de expansão de 5,5% para este ano”, aponta o economista da XP, Rodrigo Margato, que assina o documento.

Segundo Margato, pela ótica da oferta, o crescimento disseminado do setor de serviços deve ter importante participação nessa elevação do PIB, impulsionado, em grande parte, pelo afrouxamento das restrições de mobilidade por conta do avanço da vacinação contra a covid-19 e pela nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial.

Outros riscos relevantes à atividade doméstica também estão no radar, segundo a casa de análises. 

“Entre eles, destacamos a persistência da pressão inflacionária, que pode implicar em menor massa de renda real disponível às famílias e política monetária mais apertada em relação ao nosso cenário base atual; a crise hídrica e probabilidade crescente de algum tipo de racionamento de energia elétrica nos próximos trimestres; e a disseminação da variante delta do coronavírus , o que pode ocasionar possível desaceleração mais acentuada da economia global”.

Setores

“Esperamos uma elevação de 1,2% para o PIB de serviços no segundo trimestre. Em relação aos subsetores, prevemos taxas de crescimento mais acentuadas para os segmentos de informação e comunicação e comércio”, enfatiza.

Por outro lado, a XP prevê resultados negativos para o PIB da agropecuária. “As quebras nas safras de café – principal contribuição baixista no período – cana-de-açúcar e milho mais do que compensaram a expansão da safra de soja, a qual é parcialmente contabilizada no segundo trimestre”, reforça a casa.

O mesmo viés de baixa deve valer para o PIB industrial, segundo Margato. “O PIB industrial deve apresentar recuo de 1,6% no segundo trimestre devido aos níveis de produção deprimidos da indústria de transformação. De forma geral, o setor manufatureiro segue enfrentando elevação de custos de matérias-primas importantes, como aço, energia elétrica e combustíveis, e algumas cadeias produtivas sofrem com escassez no fornecimento de insumos”.

Próximo ano

Para o PIB de 2022, por sua vez, a XP aposta em um crescimento de 2,3%, o que considera um efeito de carrego estatístico ao redor de 1% deixado pelo PIB de 2021.

“Atribuímos um viés de baixa a esta projeção, principalmente devido à deterioração significativa das condições financeiras nas últimas semanas. Destacamos a maior percepção de risco fiscal e a elevação acentuada das taxas reais de juros”, enfatiza o economista da XP.

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