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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: acompanhe as movimentações da Bolsa e do dólar nesta quinta-feira, 30 de junho

Neste contexto de aversão ao risco, dólar volta a operar em alta

Data de publicação:30/06/2022 às 11:40 -
Atualizado um mês atrás
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No último dia do primeiro semestre de 2022, a Bolsa de Valores vive mais um daqueles dias que se tornaram comuns nas últimas semanas e opera em queda, acompanhando os mercados internacionais. Nas primeiras horas desta quinta-feira, 30, o Ibovespa recuava puxado pelo maior sentimento de aversão ao risco global e, às 14h48, registrava baixa de 0,79%, aos 98.838 pontos.

Os investidores, em nível global, temem que o mundo esteja entrando em um período de recessão econômica mais acentuada. Os temores foram renovados ontem, após a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos revelar que a principal economia do mundo encolheu a um ritmo anualizado de 1,6% no primeiro trimestre deste ano.

Bolsa
Bolsa cai acompanhando o exterior | Foto: Reprodução

Se as perspectivas se confirmarem, os ativos da renda variável e outros considerados de risco, como as divisas emergentes, pedem a preferência do mercado para aqueles ativos que são considerados mais seguros, como os títulos públicos americanos. Neste contexto, o dólar voltou a subir neste pregão e avançou mais de 1% até o começo da tarde, quando inverteu o sinal e passou a cair. Às 14h54, a moeda americana tinha leve baixa de 0,05, cotada a R$ 5,19.

No cenário interno, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desocupação no Brasil foi de 9,8% no trimestre encerrado em maio. O resultado veio abaixo das projeções dos analistas, que esperavam uma taxa de 10,2%. No mesmo período de 2021, a taxa de desocupação era de 14,7%.

Também na agenda brasileira, mais cedo o Banco Central (BC) divulgou o Relatório Trimestral de Inflação e admitiu oficialmente, pela primeira vez, que a meta de inflação será descumprida pelo segundo ano consecutivo. Para 2022, a meta era de uma inflação de 3,5%.

O dia na Bolsa

Maiores altas da Bolsa

EmpresaCódigoVariação
FleuryFLRY3+15,53%
HapvidaHAPV3+5,12%
TelefônicaVIVT3+3,33%
EquatorialEQTL3+2,72%
TimTIMS3+2,64%
Fonte: B3 | Dados atualizados às 14h48

Maiores altas da Bolsa

EmpresaCódigoVariação
CSN MineraçãoCMIN3-5,83%
CSN CSNA3-5,82%
SLC AgrícolaSLCE3-4,92%
BradesparBRAP4-3,65%
EmbraerEMBR3-3,56%
Fonte: B3 | Dados atualizados às 14h48

Mercados internacionais

O exterior vive mais um dia de queda generalizada, ainda com os temores de que o mundo esteja entrando em um período de recessão tomando conta do mercado. Na véspera, revisão mostrou que o PIB dos EUA encolheu a um ritmo anualizado de 1,6% no primeiro trimestre, um pouco mais do que estimado anteriormente.

O indicador reforçou preocupações sobre os riscos de recessão na maior economia do mundo, num momento em que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) eleva juros em ritmo agressivo para combater a disparada da inflação. Neste contexto, as bolsas globais refletem o mau humor dos investidores com uma maior aversão ao risco.

Inflação nos Estados Unidos

O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) - medida de inflação preferida do Fed - subiu 0,6% em maio ante abril, segundo dados publicados hoje pelo Departamento do Comércio americano. O núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,3% no período, vindo um pouco abaixo das expectativas de analistas, de alta de 0,4%.

Na comparação anual, o PCE subiu 6,3% em maio, repetindo a variação do mês anterior, e seu núcleo aumentou 4,7%, depois de avançar 4,9% em abril.

A pesquisa também mostrou que a renda pessoal nos Estados Unidos cresceu 0,5% em maio ante abril. Neste caso, a projeção do mercado era de acréscimo de 0,4%. Já os gastos com consumo subiram 0,2% no mesmo intervalo, abaixo das expectativas de acréscimo de 0,4%. O dado mensal de gastos com consumo de abril foi revisado para baixo, de alta de 0,9% para ganho de 0,6%. No caso da renda pessoal, houve revisão para cima, de 0,4% para 0,5%.

Números positivos na China

A única exceção foi a China, segunda maior potência econômica global, que viu suas bolsas subirem após novos sinais de crescimento. PMIs oficiais mostraram que tanto a indústria quanto o segmento de serviços do país se expandiram em junho, após três meses seguidos de contração.

O PMI oficial da indústria da China subiu de 49,6 pontos em maio para 50,2 em junho, informou o Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado ficou abaixo da mediana prevista por economistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam o número em 50,5, mas ficou acima do nível de 50 pontos, o que marca expansão. O PMI de serviços também ficou acima da marca de expansão, subindo de 47,8 em maio para 54,7 em junho.

Nas últimas semanas, o governo chinês vem revertendo medidas de restrição em meio a sinais de que os últimos surtos de covid-19 estão sob controle.

Desempenho das bolsas americanas

  • Dow Jones: baixa de 0,38%
  • S&P 500: baixa de 0,27%
  • Nasdaq 100: baixa de 0,48%

Dados atualizados às 14h49

Fechamento das bolsas europeias

  • Stoxx 600 (Europa): baixa de 1,58%
  • FTSE 100 (Inglaterra): baixa de 1,96%
  • DAX (Alemanha): baixa de 1,69%
  • CAC 40 (França): baixa de 1,80%

Fechamento das bolsas asiáticas

  • Xangai Composto (China): alta de 1,10%
  • Shenzhen Composto (China): alta de 1,35%
  • Hang Seng (Hong Kong): queda de 0,62%
  • Nikkei (Japão): queda de 1,54%
  • Kospi (Coréia do Sul): queda de 1,91%
  • Taiex (Taiwan): queda de 2,72%

Com Agência Estado

Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno