Mercado Financeiro

Mesmo com queda de Vale e siderúrgicas, Bolsa fecha a semana com alta de 0,58%; dólar sobe 1,52%

Apesar da ligeira queda de 0,09% no pregão desta sexta-feira, a Bolsa conseguiu segurar na semana um resultado positivo, de 0,58%, aos 122.592,47 pontos. O mercado…

Data de publicação:21/05/2021 às 01:49 - Atualizado 6 meses atrás
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Apesar da ligeira queda de 0,09% no pregão desta sexta-feira, a Bolsa conseguiu segurar na semana um resultado positivo, de 0,58%, aos 122.592,47 pontos. O mercado ficou com a roda presa em Vale, durante toda a semana, um papel que exerce forte peso na composição do índice e fechou com desvalorização de 1,62% nas negociações de hoje e de 1,04% na semana.

Assim como os da mineradora, os papeis de Siderúrgicas também foram duramente afetados pela queda das cotações do minério de ferro na China. Em uma tentativa para conter a alta do preço da matéria-prima no mercado internacional, o governo Chinês impôs restrições à produção de aço na província de Hebei.

Sede da B3 em São Paulo - Foto: B3/Divulgação

Nesta sexta, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou forte desvalorização de 3,11% em suas ações, enquanto a Gerdau apontou recuo de 0,78%.

Já a Usiminas fechou em queda de 1,77%, tendo como reflexo também o anúncio sobre um novo adiamento da reforma do alto-forno nº 3 de sua usina em Ipatinga (MG), além da elevação em 12% da estimativa de investimentos nesta empreitada.

Na semana, as quedas foram de CSN 2,75%; Gerdau 0,99%; e Usiminas 2,49%.

Os principais bancos, que respondem por quase 17% da carteira teórica da B3 viveram dia de valorização em seus papéis. As ações do Itaú Unibanco avançaram 0,47%, assim como o Bradesco, em alta de 0,63%. Já Santander Brasil, apresentou perdas de 2,76%, nesta sexta.

Dólar sobe mais de 1%

O dólar operou em alta nesta sexta-feira. A moeda ampliou a máxima e fechou com valorização de 1,44%, com preço de venda a R$ 5,353. Na semana, o dólar fechou com alta de 1,52%.

A economista Carla Argenta, da CM Capital Markets, afirma que a valorização é puxada pelo recorde do indicador de de serviços (PMI) nos Estados Unidos em maio, que teve efeito imediato de fortalecimento do dólar ante as principais divisas e grande parte das moedas de emergentes, além de puxar os juros dos Treasuries para cima.

"Os PMIs dos EUA mostram que o nível de atividade deve ser um pouco mais elevada nos próximos meses e pode trazer pressão maior de demanda e para a inflação americana. Com isso, o dólar se fortalece e os juros dos Treasuries voltam a subir levemente", analisa.

NY: mercado misto com PMI

Os contratos negociados nas bolsas de Nova York seguem sem direção única nesta sexta-feira com os investidores observando as perspectivas da inflação e absorvendo os últimos dados sobre a indústria e serviços divulgados nesta manhã.

O índice S&P 500 registrou recuo sensível de 0,08%, o Dow Jones, em direção oposta, avançou com alta de 0,36%, assim como o Nasdaq 100, que caiu 0,56%.

Segundo a IHS Markit, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos EUA, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 63,5 em abril para 68,1 em maio, atingindo o maior nível da série histórica iniciada em outubro de 2009.

O avanço acima da marca de 50 mostra que a atividade econômica da maior economia do mundo se expande em ritmo mais forte neste mês.

Apenas o PMI industrial dos EUA aumentou de 60,5 para 61,5 no mesmo período, também nível recorde. Analistas previam estabilidade em 60,5.

Já o PMI de serviços americano subiu de 64,7 em abril para 70,1, patamar igualmente recorde. Neste caso, o consenso do mercado era de queda a 64,3.

CPI da Covid: Pazuello e Amazonas

No ambiente doméstico, a atenção dos investidores segue direcionada para os trabalhos da CPI da Covid, que na véspera, recebeu de volta o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para dar continuidade à oitiva interrompida no dia anterior.

No retorno à segunda etapa de seu depoimento, Pazuello seguiu o mesmo caminho adotado no primeiro dia, blindando o governo de Jair Bolsonaro.

As declarações do ex-ministro não atenderam as demandas do relator Renan Calheiros, o que deixou o comando do colegiado insatisfeito com suas respostas, que contestaram a veracidade das informações prestadas a exemplo do depoimento do ex-chefe da Saúde ao do ex-secretário de Comunicação do governo e empresário Fabio Wajngartner.

Sobre a crise de abastecimento de oxigênio no Amazonas, Pazuello atribuiu à empresa White Martins e ao governo do Amazonas a responsabilidade pelo cenário de desabastecimento nos hospitais.

Em resposta, o governo do Amazonas emitiu um comunicado dizendo que “nunca recusou qualquer ajuda do governo federal para combater a covid-19 no Estado”.

Durante o depoimento, Pazuello voltou a dizer que nunca comprou hidroxicloroquina enquanto estava como titular da pasta. "Não comprei um grama, não fomentei o uso, distribuí o que me foi pedido. Para mim é uma grande discussão médica", afirmou.

A próxima oitiva será com a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”, reagendada para a próxima terça-feira, 25.

No depoimento de Pazuello, na última quarta-feira, o ex-ministro atribuiu a Pinheiro a iniciativa do aplicativo TrateCov, que foi retirado do ar.

O aplicativo recomendava o uso de antibióticos, cloroquina, ivermectina e outros fármacos para náusea e diarreia ou para sintomas de uma ressaca, como fadiga e dor de cabeça, inclusive para bebês.

Bolsas asiáticas fecham no positivo

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, após uma recuperação em Wall Street na véspera que interrompeu uma sequência de três pregões negativos.

O índice acionário japonês Nikkei subiu 0,78% em Tóquio nesta sexta, aos 28.317,83 pontos, impulsionado por ações de tecnologia e eletrônicos.

O Hang Seng apresentou ganho marginal de 0,03% em Hong Kong, aos 28.458,44 pontos, e o Taiex avançou 1,62% em Taiwan, aos 16.302,06 pontos.

Na China continental, por outro lado, os mercados ficaram no vermelho, com perdas lideradas pelo setor financeiro. O Xangai Composto caiu 0,58%, aos 3.486,56 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,45%, aos 2.319,79 pontos.

Já na Coreia do Sul, ações financeiras e de varejistas pesaram no Kospi, que teve baixa de 0,19%, aos 3.156,42 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana terminou o dia em alta modesta, com ajuda de papéis de tecnologia. O S&P/ASX 200 avançou 0,15% em Sydney, aos 7.030,30 pontos. / com Júlia Zillig e Agência Estado

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