Mercado Financeiro

Tudo caminhava muito bem para o Ibovespa, até que na última hora o caldo desandou. O principal índice de ações da Bolsa zerou a alta e passou a cair a partir das 16h, assim como o dólar ganhou força ante o real. Para as ações, o pregão desta segunda-feira, 19, encerrou um ciclo de cinco dias consecutivos de alta, com queda de 0,15%, aos 120.933,78.

Já no câmbio, apesar da recuperação da moeda americana, o relógio encerrou a festa antes da hora e o dia terminou com nova queda do dólar frente o real, com variação negativa de 0,03%. Fechou a R$ 5,5505, mas chegou a tocar a mínima de R$ 5,5287, após o abrir valendo R$ 5,5717.

No cenário internacional, o Dow Jones recuou 0,36%, o S&P 500, 0,53% e a Nasdaq, 0,95%. Foi um dia de realização de lucros após uma sexta-feira de altas históricas. O mercado de capitais americano promete viver dias agitados daqui pra frente, com o início da temporada de balanços por lá - que promete ser vigorosa.  

Papeis da Petrobras puxam alta da Bovespa
Papeis da Petrobras puxam alta do Ibovespa - Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Para o estrategista de renda variável da Ouro preto Investimentos Bruno Komura, a leve queda do índice se deve à influência do mercado estrangeiro, que também registrou desvalorizações depois de uma semana de euforia com os bons resultados apresentados em balanços de instituições financeiras e às incertezas no horizonte fiscal e de vacinação.

"Na semana passada, o mercado começou a trabalhar com perspectivas de retomada econômica nos Estados Unidos, o que puxou o Bovespa para cima. Hoje, houve o efeito inverso. O impasse no orçamento e o ritmo lento de vacinação contribuem para a volatilidade alta", diz.

Apesar da queda das ações no Brasil, os papéis da Petrobras, que, a partir de hoje, será comandada pelo general Joaquim Luna e Silva, registraram valorização de 5,97%. Em discurso de posse, o militar prometeu frear a volatilidade dos preços dos combustíveis sem desrespeitar a paridade internacional. Isso soa como música aos ouvidos dos investidores, que temem pela sanha intervencionista do governo federal na estatal.  

"O mercado reagiu bem ao discurso de Luna e Silva. Além da promessa de manter a paridade internacional, ele também garantiu que vai continuar com a venda de ativos e com a redução das dívidas", pontua.

Orçamento, essa novela...

O que azedou o mercado nesta segunda-feira foram as declarações da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, sobre o Orçamento de 2021. O texto, aprovado pelo Congresso, tem de ser sancionado até o dia 22. Mas precisa de ajustes já que a peça original subestimou as receitas obrigatórias para acomodar emendas parlamentares.

O mercado não gostou do que ouviu do discurso de Arruda. Ela disse que o governo caminha para um veto em torno de R$ 10,5 bilhões dessas emendas. Esperava-se um veto de pelo menos metade das emendas, orçadas em R$ 35 bilhões.

Os juros futuros terminaram a sessão regular às 16h em queda, mais acentuada nos vencimentos longos, refletindo a percepção até então positiva das agentes em relação à solução para o Orçamento.

Bolsas asiáticas fecham em alta, com tecnologia e turismo

As principais bolsas asiáticas encerraram a sessão desta segunda-feira (19) em alta, com os setores de turismo e tecnologia em destaque.

Investidores esperam crescimento das viagens na China nos próximos meses, sobretudo a partir do feriado do Dia do Trabalho, em maio, enquanto também repercutem o lançamento do carro inteligente da Huawei.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,44%, aos 3.477,55 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,44%, aos 2,274.36 pontos. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou o dia em alta de 0,46%, aos 29.103,88 pontos.

Para além do impulso positivo vindo de Nova York, onde o índice S&P 500 encerrou a sexta-feira em novo recorde, as ações na Ásia se beneficiam de perspectivas positivas de investidores para a recuperação econômica.

De acordo com a Chasing Securities, papéis do setor de turismo vão se fortalecer no segundo trimestre, à medida que mais chineses forem vacinados contra a covid-19.

"Espera-se que os turistas da China façam 200 milhões de viagens durante o feriado de cinco dias do Dia do Trabalho, tornando-o o mais movimentado de todos os tempos", diz a corretora. Negociadas em Xangai, as ações da China Eastern Airlines subiram 1,23% nesta sessão.

O setor de tecnologia também mostrou destaque, com a BAIC BluePark New Energy disparando 10% em Xangai. A empresa é parceira da Huawei em um projeto de carros inteligentes lançado no último sábado.

Entre outras praças asiáticas, o índice Nikkei, de Tóquio, encerrou o dia em leve alta, de 0,01%, aos 29.685,37 pontos. O índice Kospi, de Seul, registrou a mesma variação positiva, subindo aos 3.198,84 pontos.

Na Oceania, o índice S&P 500/ASX, da bolsa de Sidney, avançou 0,03%, aos 7.065,60 pontos.

5 maiores altas

PETR4 + 5,80

PETR3 + 5,62%

BRKM5 + 5,03

JBSS3 + 3,74%

BRDT3 + 2,27%

5 maiores baixas

HGTX3 - 3,98%

ENEV3 - 3,60%

LREN - 3,56%

SBSP3 - 2,91%

RENT3 -2,71%

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