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Economia

IPP recua 0,12% em dezembro, mas no acumulado de 2021, o índice disparou 28,39%, afirma IBGE

No ano, todas as atividades pesquisadas apresentaram alta

Data de publicação:01/02/2022 às 11:44 -
Atualizado 4 meses atrás
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O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou queda de 0,12% em dezembro de 2021, informou nesta terça-feira, 01, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de novembro de 2021 foi revisada de uma alta de 1,31% para uma elevação de 1,46%.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. Com o resultado de dezembro, o IPP de indústrias de transformação e extrativa acumulou aumento de 28,39% em 2021 fechado, a maior alta anual da série histórica do indicador, iniciada em 2014.

IPP
Foto: Reprodução

Considerando apenas a indústria extrativa, houve queda de 12,77% em dezembro, após o recuo de 5,21% registrado em novembro. Em 2021, o IPP da indústria extrativa acumulou alta de 13,83%. Já a indústria de transformação registrou aumento de 0,63% em dezembro, ante uma alta de 1,89% no IPP de novembro. Em 2021 fechado, a alta do IPP da indústria da transformação ficou em 29,24%.

Desempenho entre as atividades pesquisadas pelo IPP

Apesar da queda de 0,12% no preços dos produtos industriais na porta de fábrica em dezembro, 17 das 24 atividades pesquisadas no índice registraram altas no último mês de 2021.

Quando se olha para o acumulado de 2021, todas as 24 atividades fecharam com alta de preços. A alta recorde de 28,39% no IPP foi puxada, sobretudo, pelos preços de refino de petróleo e biocombustíveis. Com um salto de 69,72%, a atividade teve impacto positivo de 5,88 pontos percentuais (p.p.) na variação agregada do indicador. No último mês do ano, no entanto, os preços da atividade de refino de petróleo e biocombustíveis caíram 1,52%.

Outros destaques em termos de impacto foram:

  • Produtos químicos, com impacto positivo de 5,14 p.p.
  • Alimentos, com impacto positivo de 4,77 p.p.
  • Metalurgia, com impacto positivo de 2,73 p.p.

Indústria de alimentos

PeríodoVariação
Dezembro de 2021+2,09%
2021+18,57%
2020+30,40%
2019+10,14%
Fonte: IBGE

Segundo o IBGE, "apenas dois produtos, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e resíduos da extração de soja, aparecem, na perspectiva mensal, tanto na lista de produtos que figuram entre as variações mais intensas quanto na de influência (os quatro destacados respondem por 2,06 p.p., em 2,09%)".

Já no acumulado do ano, o principal vilão foi o café. A atividade "torrefação e moagem de café" viu os preços saltarem 67,27% em 2021, por causa do forte "impacto do inverno rigoroso, com geada". Outro destaque no ano foram os preços da atividade "fabricação e refino de açúcar", com salto de 39,91%.

"Além do clima (que prejudicou a produção de cana-de-açúcar e café, por exemplo), fatores como a demanda internacional (com efeito em açúcar, derivados de soja e carnes) e o câmbio (depreciação do real em 9,8%, no ano) ajudam a explicar o movimento dos preços em 2021".

IBGE, em nota

Bens de capital

Os bens de capital ficaram 1,73% mais caros na porta de fábrica em dezembro de 2021, segundo os dados do Índice de Preços ao Produtor. O resultado ocorre após os preços terem subido 1,18% em novembro de 2021. No acumulado do ano passado, o IPP dos bens de capital saltou 21,08%.

  • Os bens intermediários registraram queda de 0,54% em dezembro, mas no acumulado do ano houve alta de 35,15%;
  • Os preços dos bens de consumo avançaram 0,24% em dezembro, enquanto em 2021 a alta acumulada foi de 19,66%;
  • Os bens de consumo duráveis tiveram elevação de 0,76% em dezembro e de 15,95% em 2021;
  • Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis subiram 0,14% em dezembro e, no acumulado do ano, a alta foi de 20,41%.

Com Agência Estado

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