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Fundos de Investimentos

Congresso mais conservador torna ativos brasileiros mais atraentes, diz Ibiuna, com mais de R$ 30 bi sob gestão

Gestores estão otimistas com novo perfil político do País e fim de ciclo de alta dos juros

Data de publicação:05/10/2022 às 05:00 -
Atualizado 2 meses atrás
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A formação de um Congresso mais conservador, com 315 dos 513 deputados da Câmara alinhados aos espectros do centro-direita e direita, foi recebida pela Ibiúna, que mantém um portfólio de investimentos na ordem de R$ 30 bilhões, como uma boa notícia. Segundo a gestora, a nova legislatura "resultou em perspectiva de adoção de um programa econômico mais ortodoxo pelo próximo governo e uma redução de prêmio de risco soberano".

Em carta endereçada aos cotistas de seus 11 fundos, divididos entre macro, de ações e de crédito, um Congresso mais conservador como será o do País nos próximos quatro anos, permitirá "uma redução de prêmio de risco soberano" do Brasil.

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Inflação e desaceleração econômica seguem no radar da Ibiuna | Foto: Tribunal Superior Eleitoral

Frente a esse novo desenho político que reduz uma das principais incertezas, a âncora cambial do próximo governo, e também às condições econômicas, com perspectiva de fim do ciclo de alta da Selic, os gestores da Ibiuna se voltam para os ativos brasileiros que passam a ter maior destaque. Segundo a carta, eles estão poisicionados em juros reais, na curva nominal e também trades de valor relativo nas curvas de juro real e de implícitas.

Já no exterior, houve uma redução parcial do risco em posições tomadas em juros em países do G10 e em parte do mundo emergente.

Finalmente, o avanço da centro direita no Senado e a manutenção de uma Câmara de Deputados dominada pelo centrão apontam para a dificuldade de implementação de agendas de natureza mais radical. A reação foi uma redução marginal da principal incerteza associada aos ativos brasileiros em todo esse ano: qual o regime macroeconômico (a âncora fiscal em particular) a vigorar a partir de 2023.

Ibiuna, em carta aos cotistas

Além de citar o primeiro turno das eleições, outro fator que corrobora o otimismo dos gestores em relação ao Brasil é a indicação do Banco Central da tentativa de encerrar o ciclo de aperto monetário.

Eles acreditam que o patamar da taxa básica de juros permanecerá em 13,75% pelo menos até meados de 2023. Esses dois movimentos citados pela Ibiuna, combinados, trazem uma perspectiva positiva para o país. Apesar disso, no entanto, e tendo em vista a incerteza política residual e implicações externas, os gestores indicam cautela na alocação adicional de risco aos ativos no país.

Inflação e atividade econômica

Em relação à inflação global, que continua sendo tema na carta, o Ibiuna afirma que o resultado foi um aperto monetário relevante das economias centrais e uma maior aversão ao risco. Eles também citam a avaliação de que, passado o pico da inflação, a queda dos preços será mais devagar e com provável estabilização dos juros em um patamar mais alto que o esperado pelos Bancos centrais do G10. O portfólio do fundo segue se beneficiando de posições tomadas em juros, mas a discussão neste momento é se os mercados já precificaram ou não a maior parte do aperto monetário.

O Ibiuna avalia que a redução da inflação ainda demandará mais altas de juros no exterior e, por isso, segue com viés tomador de juros no curto prazo. Em relação aos ativos de risco, o fundo reforça a cautela de antes, principalmente em renda variável. De acordo com a gestora, o aperto mais intenso das condições financeiras neste segundo semestre cria a perspectiva de desaceleração da atividade econômica global em 2023.

Sobre o autor
Mari Galvão
Repórter de economia na Mais Retorno

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