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Economia

Haddad sobre Campos Neto: Estou me esforçando para aproximar BC do governo

Fala do presidente do Banco Central no momento em que arcabouço fiscal era divulgado não foi bem recebida pelo governo

Data de publicação:01/04/2023 às 00:15 -
Atualizado 2 meses atrás
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Diante da fala do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez nesta sexta-feira, 31, uma espécie de desabafo. Disse que, da parte dele, tem se esforçado para aproximar o BC do governo.

A fala do ministro foi em resposta ao banqueiro central que na quinta-feira, 30, no mesmo momento em que a Fazenda apresentava o arcabouço fiscal, disse que ainda tinha algumas dúvidas quanto o programa: que não sabia se o conteúdo da proposta que estava sendo apresentada naquele momento, por Haddad, era o mesmo que o ministro o havia apresentado.

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Haddad disse que seu papel é prestar informações e tomar medidas adequedas do ponto de vista do governo - Foto: Reprodução

"Da minha parte, estou procurando fazer o melhor papel possível para aproximar o BC do governo para que ele se comporte como uma agência do Estado brasileiro, apartidária, que não se envolve em política, mas que ajude a construir um cenário econômico melhor para os investidores", disse.

Haddad disse que o papel dele, portanto, é prestar as informações, tomar as medidas que lhe pareçam as mais adequadas do ponto de vista do governo para endereçar aquilo que interessa à população brasileira, salvaguardar as despesas sociais, os investimentos sociais, voltar a produzir casas e pagar uma merenda mais adequada para os estudantes.

"Tudo isso está no nosso programa antes da eleição. Nós vamos buscar o financiamento desses programas sociais e a autoridade monetária vai responder a isso", disse Haddad, ressaltando que o arcabouço foi apresentado ao presidente do BC, que reagiu com pouquíssimas ressalvas, próximo ao que os dois conversaram.

"Portanto, penso que quando o texto for entregue ao Congresso Nacional esse tipo de ruído vai desaparecer do cenário nacional", concluiu Haddad.

Na opinião de Luiz Stuhlberger, gestor do fundo Verde FIC FIM, a ponte que o ministro tem feito entre o Banco Central e o governo, em torno da questão dos juros é positiva. Haddad tem feito um papel muito bom, construtivo, tentando mediar essa questão. Ele está convencido do benefício de ter um plano fiscal crível, o que será  melhor para o Brasil no longo prazo". / Agência Estado

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