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ETF que investe 100% em Finanças Descentralizadas chega ao mercado

O mercado de criptoativos vem crescendo e agora você já pode investir em um ETF com exposição às Finanças Descentralizadas (DeFi).

Data de publicação:18/02/2022 às 00:30 -
Atualizado 3 meses atrás
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O mercado de criptoativos é um dos maiores destaques dos últimos anos quando o assunto é investir o seu dinheiro. Em parte, isso se deve ao Bitcoin e sua expressiva rentabilidade, algo que naturalmente desperta a curiosidade dos investidores ao redor do planeta.

finanças descentralizadas
As Finanças Descentralizadas permitem fazer operações financeiras sem a intermediação de bancos

No entanto, engana-se quem imagina que esse mercado se restringe ao Bitcoin ou mesmo fica apenas nas criptomoedas — como a Ethereum, também muito conhecida. A verdade é que há uma infinidade de temas que incluem, entre outros, as Finanças Descentralizadas (DeFi).

Hoje, vamos explicar um pouco mais sobre esse mercado e trazer uma novidade que é a possibilidade de investir nessa tese por meio de um novo ETF lançado neste começo de 2022. Vamos lá!

O que são as finanças descentralizadas (DeFi)?

Se esse é um assunto totalmente novo para você, as Finanças Descentralizadas nada mais são do que atividades financeiras que já conhecemos — tais como empréstimos e transferências, por exemplo —, mas executadas por um sistema descentralizado e sem a participação dos intermediários tradicionais — como as instituições financeiras.

Para isso, o sistema tem como base a mesma tecnologia de muitas criptomoedas: o Blockchain. Nele, as informações são armazenadas em blocos e são mantidas em segurança para os usuários. Para isso, geralmente as operações são realizadas por meio de contratos inteligentes (programas digitais com acordos automáticos, excluindo a necessidade do intermediário financeiro).

Ou seja, caso você queira negociar um empréstimo com outro usuário, pode fazê-lo diretamente por meio dos contratos inteligentes, sem precisar de um banco ou de outra instituição financeira no processo. E esse é um grande atrativo, reduzindo custos e aumentando a velocidade das negociações.

Esse mercado é popularmente abreviado apenas por DeFi, que é uma sigla representando uma abreviação do seu nome em inglês: decentralized finance.

Quais são as vantagens das Finanças Descentralizadas?

Apenas pela explicação técnica sobre o mercado DeFi, talvez você já tenha uma noção dos benefícios e das vantagens oferecidas pelas Finanças Descentralizadas. De qualquer forma, vamos passar brevemente por elas.

Em primeiro lugar, a eliminação do intermediário é extremamente atrativa para os usuários de qualquer operação financeira. São justamente os bancos e demais companhias do segmento que trazem as principais complicações das negociações — tais como custos, envio de documentação, aprovação do perfil de crédito, entre outras.

Desta forma, ao negociar pelo sistema DeFi por meio de contratos inteligentes, essas negociações tendem a ganhar agilidade e apresentar uma redução de custos, afinal, não há necessidade de pagar por um serviço que não é realizado.

Como investir nas Finanças Descentralizadas (DeFi)?

As Finanças Descentralizadas estão apenas em estágio inicial de desenvolvimento, o que significa que a maior parte do seu crescimento ainda está por vir. Isso vale especialmente para o desenvolvimento de protocolos de segurança que tornem essas operações quase impossíveis de sofrer qualquer tipo de golpe.

Se você gosta dessa tese de investimento e acredita que, no longo prazo, os bancos tradicionais acabarão substituídos pelas Finanças Descentralizadas, possui então algumas formas diferentes de expor uma parcela do seu capital a esse mercado.

A primeira delas está na aquisição de tokens (no contexto dos criptoativos, é uma representação para um ativo digital) que estejam relacionados às plataformas das Finanças Descentralizadas. É o caso da Aave (AAVE), Balancer (BAL) e Uniswap (UNI), por exemplo.

Apesar de ser um investimento direto no mercado DeFi, essa pode ser uma escolha um pouco complexa para quem ainda está aprendendo sobre os ativos digitais. Neste caso, uma opção mais simples é buscar por um fundo de investimentos que faça esse tipo de exposição. É o caso do ETF do QDFI11.

QDFI11: o primeiro ETF de Finanças Descentralizadas do Brasil

O QDFI11 é um ETF (Exchange Traded Fund), significando que se trata de um fundo de investimentos negociado na bolsa de valores e com gestão passiva. Isto é, o produto se destina a seguir um índice que, neste caso, é o Bloomberg Galaxy Defi Index.

Essa característica torna o QDFI11 o primeiro ETF na bolsa brasileira que permite uma exposição de 100% ao mercado das Finanças Descentralizadas. Já existem produtos com algum tipo de associação, mas não em sua totalidade.

A gestão fica por conta da QR Asset Management, que também possui outros ETFs no ramo das criptomoedas — caso do QBTC11 (que replica o desempenho do Bitcoin) e do QETH11 (que replica o desempenho da Ethereum). A taxa de administração cobrada pelo produto é de 0,9% ao ano.

O preço de lançamento do ETF foi de apenas R$10, tornando a aquisição das cotas do fundo extremamente acessível para o pequeno investidor. No atual momento, vale consultar a sua cotação, pois o fundo apresenta características de renda variável e possui o seu preço associado às condições de mercado entre investidores.

Como funciona o Bloomberg Galaxy Defi Index?

Conforme explicamos anteriormente, o QDFI11 foi formulado com o objetivo de replicar o desempenho do Bloomberg Galaxy Defi Index. Esse índice é composto por ativos digitais classificados como Finanças Descentralizadas e precisam ser aprovados pela Digital Asset Research.

Em fevereiro de 2022, a composição da carteira teórica do Bloomberg Galaxy Defi Index (e, consequentemente, também doQDFI11) era a seguinte:

  • Uniswap (UNI): 40,0%
  • Aave (AAVE): 14,61%
  • MakerDao (MKR): 12,38%
  • Curve (CRV): 9,66%
  • Yearn.finance (YFI): 6,46%
  • Compound (COMP): 5,95%
  • SushiSwap (SUSHI): 4,00%
  • Synthetix (SNX): 3,66%
  • 0x (ZRX): 3,28%

Veja, portanto, que mesmo dentro de uma temática (Finanças Descentralizadas), há também uma diversificação dos projetos escolhidos. E, o desempenho do ETF QDFI11, vai refletir os resultados desses ativos.

Vale a pena investir no QDFI11?

O QDFI11 é um ETF temático, representando o mercado das Finanças Descentralizadas. Embora as perspectivas sejam muito positivas para o segmento, trazendo uma solução interessante para operações financeiras, é necessário entender que se trata de um mercado em desenvolvimento e que carrega algum nível de incerteza.

Desta forma, caso você tenha um perfil arrojado, pode sim expor uma pequena parcela do seu capital a esse mercado, desde que ciente dos riscos. Estamos falando, afinal, de um produto voltado para os criptoativos que possuem, como regra, uma volatilidade superior à renda variável tradicional.

De qualquer forma, toda e qualquer alocação depende diretamente do seu perfil e dos seus objetivos como investidor. E tudo isso deve ser adicionado à equação antes de uma tomada de decisão sobre um eventual aporte no QDFI11 ou qualquer ETF similar da categoria.

Sobre o autor
Stéfano Bozza
Formado em Administração pela PUC-SP. Trabalhou em empresas do segmento financeiro (Itaú BBA) e varejo (BRMALLS) até 2016, quando iniciou a jornada de produção de conteúdo para a internet com foco em finanças.