Economia

O comércio eletrônico, o e-commerce, cresceu 75% no Brasil e foi responsável por 11% das vendas do varejo no ápice de consumo, em 2020, de acordo com o índice SpendingPulse, da Mastercard.

A digitalização impulsionada pela necessidade do cumprimento das medidas de isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus movimentou US$ 900 bilhões no mundo todo, ainda segundo dados da empresa de cartão de crédito.

Falta de internet e infraestrutura pode atrasar crescimento do comércio eletrônico no País

O estudo prevê que cerca de 20% a 30% da migração para o universo digital seja permanente e atribui a sobrevivência de empresas a esta mudança. No setor de alimentos, a consolidação do crescimento do último ano pode ser de 70% a 80%.

A estimativa baseia-se em dados de atividade anônima e agregada de vendas na rede da companhia e em análises do Mastercard Economics Institute, que investiga os impactos dessa movimentação sobre bens e serviços por país e setor. O número médio de lojas on-line visitadas por brasileiros cresceu 10% no ano passado

Para a analista de varejo da XP Danniela Eiger, o longo período de pandemia reforça a tendência de adesão às vendas online mesmo após o fim da crise sanitária. “A pandemia já dura mais de um ano, então as empresas estão sendo obrigadas a melhorar muito suas plataformas digitais. Se comparar  os serviços que eram prestados por aplicativos no início da pandemia com os de agora, a diferença é muito grande”.

E-commerce entre países cresceu entre 25% e 30%

 O comércio eletrônico internacional, que envolve vendas de um país para outro, teve crescimento entre 25% e 30% de março de 2020 a fevereiro de 2021. A pesquisa revela também que o aumento global do consumo por meio do e-commerce chega a 30%. Em países como Itália e Arábia Saudita o percentual é ainda mais elevado, de 33%.

De acordo com diagnóstico da pesquisa, países que já dispunham de mais meios digitais de trocas econômicas, como Estados Unidos e Reino Unido, devem ter taxa superior de consolidação do crescimento do comércio digital.

Para Danniela, fatores como falta de acesso à internet e infraestrutura precária podem reprimir parte do crescimento das vendas online no Brasil. “As próprias empresas têm investido para superar essas dificuldades”, diz

“O e-commerce é uma coisa que veio para ficar. Não é possível saber ao certo em que medida essa mudança vai permanecer. Vai depender muito do perfil de cada cliente e do tipo de produto que cada empresa vende” finaliza a analista. 

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