Mercado Financeiro

A expectativa de analistas e economistas do mercado financeiro é de novo aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, que subiria de 2,75% ao ano para 3,50%, nesta quarta-feira. A decisão será anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, no fim da terceira reunião do ano, após o fechamento dos negócios.

Uma elevação nesse calibre, de mais 0,75 ponto, como a de março, já foi sinalizada pelo Copom no comunicado que se seguiu ao encontro anterior. Adiantou o comunicado, em 17 de março: “Para a próxima reunião, a menos que ocorra   uma mudança significativa nas projeções de inflação ou no balanço de riscos, o Comitê antevê a continuação do processo de normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste (da Selic) da mesma magnitude.

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Edifício-sede do Banco Central no Setor Bancário Norte, em Brasília - Foto: Agência Brasil

O Copom ressalta que essa visão para a próxima reunião continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, e das projeções e expectativas de inflação.”

Convicto de que a decisão seguirá essa indicação, mercado financeiro considera a alta de 0,75 ponto favas contadas e mira com renovado interesse o comunicado que acompanhará o encontro de hoje. A expectativa é encontrar nele sinais ou mensagens que indiquem os próximos passos do Banco Central na política monetária.

O mercado procura se orientar pelo comunicado, mas no primeiro momento após o encontro de março tentou passar ao Banco Central a ideia de reforço da dose de reajuste da Selic. A pressão não encontrou eco no BC. A intenção de continuar com o processo de normalização parcial do estímulo com outro reajuste da mesma magnitude no encontro desta quarta-feira não apenas foi mantida como defendida em declarações de diretores do Banco Central ligados à política monetária.

“Tudo indica que vem mais um aumento forte, provavelmente de 0,75 ponto, seguido de afrouxamento e diminuição do ritmo de alta até o fim do ano”, prevê Rafael Ramos, head de derivativos, câmbio e trade finance da Valor Investimentos. A estrategista de ações da XP, Jeannie Lee, também prevê a manutenção da política de juros estimulativos, com elevação moderada da Selic a partir de agora até o fim de 2021.

Especialistas concordam também que a continuidade de elevação dos juros começa a deixar pouco mais encorpado o rendimento da renda fixa. “À medida que a curva de juros vai subindo, a renda fixa ganha pouco mais de atratividade”, analisa Ramos. Ainda que a Selic continue ainda em nível insuficiente em relação à inflação, aponta.

Interessante do ponto de vista do investidor, “a alta dos juros piora as condições financeiras e, por isso, é negativa sob a ótica do passivo, do endividamento das empresas, porque a dívida vai ficando mais cara”, avalia o executivo da Valor Investimentos.

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Colaborador do Portal Mais Retorno.

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