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O BTG Pactual segue injetando combustível na estratégia de expansão de sua unidade de varejo digital. Após fazer duas capitalizações na B3 em menos de um ano – acrescentando mais R$ 2,5 bilhões no caixa – e adquirir a fintech Kinvo, o banco prevê mais duas novas compras de empresas do setor financeiro.

A ideia, segundo a empresa, é deixar sua estrutura mais forte para capturar o crescimento do mercado, que vem avançando a passos largos, ciclo que não deve ser interrompido com a nova taxa Selic.

BTG pretende adquirir duas novas fintechs para reforçar sua estratégia de expansão no mercado de varejo digital

Para a compra da Kinvo, fintech de consolidação de investimentos, o BTG desembolsou R$ 72 milhões. A empresa possui mais de 700 mil usuários, com R$ 120 bilhões de investimentos cadastrados.

“Essa aquisição está muito alinhada com o que tem sido o nosso foco de expandir nossas operações de varejo digital, ter escala, ganho de eficiência e produtividade", diz o sócio do BTG responsável pela plataforma digital de investimentos, Marcelo Flora.

Novas aquisições serão bem analisadas

Segundo o executivo, após as aquisições feitas até agora, que ajudaram a fortalecer a plataforma digital e cerca de R$ 1 bilhão investidos em tecnologia desde 2014, quando o projeto começou a ser desenhado, com "mais uma ou duas aquisições" a plataforma estará com a estrutura que o banco considera ideal.

O tempo gasto para cada transação sair do papel é um cuidado para fechar negócios a preços atrativos. Ele afirma que outras compras virão, mas que o banco não vai entrar no "oba-oba" e não fará nenhuma aquisição de ativos a preços "exorbitantes".

O que o BTG já comprou até agora

Além de atrair escritórios de agentes autônomos, de nomes grandes antes ligados à XP Investimentos, com aquisição minoritária no EQI e a Lifetime, o BTG adquiriu no ano passado, por R$ 348 milhões, a corretora Necton, que nasceu de uma união entre as empresas Concórdia e Spinelli.

Antes, arrematou a corretora Ourinvest. A primeira ida ao mercado para fortalecer o segmento de varejo foi a compra da Network Partners, em 2018, uma empresa formada por ex-sócios da XP e especializada no relacionamento com agentes autônomos. / com Agência Estado

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