Mercado Financeiro

Bolsa sobe 1,14% e recupera os 113 mil pontos com empresas do setor doméstico e Petrobras; dólar cai a R$ 5,52

A Bolsa descolou do exterior no pregão desta quarta-feira e subiu forte com os investidores aproveitando as pechinchas”

Data de publicação:13/10/2021 às 08:56 - Atualizado 15 dias atrás
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Na volta do feriado de 12 de Outubro, a Bolsa de Valores descolou do exterior e fechou o dia em alta de 1,14%, recuperando o patamar dos 113 mil pontos - 113.455,92, puxada sobretudo pelas empresas do setor doméstico. A Petrobras, que corresponde a cerca de 9% da carteira teórica da B3, também ajudou a impulsionar o Ibovespa durante a tarde.

O dólar fechou em queda de 0,28%, cotado a R$ 5,517, nesta quarta-feira, 13, após operar em alta durante boa parte do dia. A queda veio depois do Banco Central (BC) realizar um leilão extraordinário de 20 mil contratos de swap cambial no meio da tarde, quando a moeda americana era negociada próxima ao patamar dos R$ 5,60.

Foto: Envato mercado bolsa
A Bolsa descolou do exterior neste pregão e subiu forte com os investidores aproveitando as famosas "pechinchas"

No cenário externo, o dia foi marcado pela divulgação dos dados da inflação de setembro dos Estados Unidos, que vieram acima das expectativas do mercado, registrando alta de 5,4% na comparação anual. A chefe de economia da Rico, Rachel de Sá, destaca que a pressão inflacionária segue refletindo o movimento de alta nos preços das commodities e problemas na oferta de insumos ao redor do mundo.

Também nesta quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulgou a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). No documento, os dirigentes da entidade avaliam que, em boa parte, a inflação segue elevada por conta dos fatores transitórios. O Fed considera que os preços devem seguir altos nos próximos meses, antes de se acomodarem.

A ata ressalta ainda que a redução dos estímulos monetários pode começar já em meados do próximo mês. Rachel explica que, com menos dinheiro sendo injetado nos mercados globais (ou seja, menor liquidez), os investidores se tornam mais avessos aos riscos, o que pode penalizar mercados emergentes, como o Brasil.

"Nesse contexto de busca por proteção, vemos moedas de países emergentes perdendo força contra o dólar, o que por aqui é ampliado por questões políticas e fiscais domésticas crescentes", afirma a economista.

Apesar do noticiário de inflação e política monetária dos Estados Unidos, as principais bolsas de Nova York fecharam majoritariamente em alta. Os índices S&P 500 e Nasdaq 100 reportaram valorização de 0,33% e 0,77%, respectivamente. Já o Dow Jones fechou o dia em estabilidade comparado ao último pregão, sem variações.

Mercado brasileiro

De acordo com Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, as empresas do setor doméstico - as mais penalizadas com a forte queda do Ibovespa em setembro - foram os principais destaques positivos do dia, uma vez que muitas delas estão com "múltiplos atrativos" para os investidores.

"A busca por barganhas na Bolsa, em vista do nível atual de sobrevenda em termos gráficos, além do lado do fundamento, vem sendo liderada pelos investidores estrangeiros, que na última semana ingressaram com R$ 1,84 bilhão (na B3)", destaca o analista.

Neste contexto, as ações das gigantes varejistas Magazine Luiza, Lojas Americanas e Via subiram 1,04%, 2,20% e 3,67%, na sequência. As companhias do segmento de moda e beleza, Lojas Renner e Lojas Marisa, também avançaram no pregão, com variação positiva de 2,65% e 1,87%. O Grupo Pão de Açúcar, por sua vez, disparou 6,72%.

Outro destaque do pregão, a Petrobras fechou em alta de 1,02% nesta quarta-feira, depois de operar em queda no começo do dia. Durante uma entrevista concedida à rádio CNN, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, criticou a petroleira, afirmando que a companhia deixa de fazer investimentos no setor energético para distribuir dividendos, e questionou se não seria o momento para a privatização da empresa.

"A Petrobras geraria emprego sendo pública ou privada. Ela geraria emprego do mesmo jeito, talvez até com mais autonomia se fosse privada", disse Lira.

Também influenciou no movimento dos papéis da estatal a notícia da conclusão da venda da participação da Petrobras de 50% no campo terrestre de Rabo Branco, em Sergipe, para a Petrom. O negócio angariou US$ 1,5 milhão para a petroleira.

Entre as baixas, as empresa ligadas ao minério de ferro lideraram as quedas da B3, acompanhando a desvalorização no preço do minério de ferro nos mercados globais, com os investidores cautelosos quanto a adoção de medidas restritivas para a produção de aço na China. A Vale caiu 2,96%, enquanto as siderúrgicas CSN e Usiminas caíram 2,31% e 1,33%, respectivamente.

Ainda no campo das commodities, a PetroRio registrou queda de 3,02% na Bolsa neste pregão, seguindo o movimento de baixa no preço do petróleo, com as perspectivas de redução na demanda pelo produto.

Sobre o autor
Bruna Miato
Bruna MiatoRepórter na Mais Retorno
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