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Bolsa fecha estável, em dia de aversão ao risco no exterior e alta das ações da Petrobras

Investidores seguiram repercutindo falas do Fed sobre aperto monetário da última sexta-feira, 26

Data de publicação:29/08/2022 às 17:42 -
Atualizado 3 meses atrás
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A Bolsa fechou a sessão desta segunda-feira, 29, próximo da estabilidade, em dia de aversão ao risco no mercado internacional. No primeiro dia da semana, o Ibovespa subiu marginalmente 0,02%, aos 112 mil pontos, e o dólar caiu 0,88%, cotado a R$ 5,03.

Internamente, o dia foi marcado pela alta das ações das petroleiras, incluindo a Petrobras, refletindo a alta do petróleo, cujo preço foi impactado, segundo Victor Hugo Israel, especialista em renda variável da Blue3, pelo risco de desabastecimento da commodity por parte da Opep+.

Os papeis da Petrobras concluíram o período em alta de 1,58% (ações ON) e 2,38% (ações PN). Já PetroRio e 3R Petroleum seguiram na mesma esteira, com avanços de 2,52% e 2,05%, respectivamente

Na ponta contrária, a Vale segurou um avanço ainda mais forte do Ibovespa ao longo do dia, com a baixa no preço da tonelada do minério de ferro no exterior. A mineradora caiu 1,93%.

Ainda no âmbito doméstico, enquanto o mercado internacional se manteve avesso ao risco, os investidores por aqui digeriram as novas estimativas para a inflação do próximo ano, que, segundo o Boletim Focus divulgado durante a manhã, apresentou queda pela segunda semana consecutiva - de 5,33% para 5,30%.

O dia na Bolsa

Maiores altas

EmpresaTickerVariação
Banco PanBPAN4+11,02%
Vibra BRVBBR3+2,99%
CVCCVCB3+2,75%
Pão de AçúcarPCAR3+2,63%
MRVMRVE3+2,55%

Maiores baixas

EmpresaTickerVariação
UsiminasUSIM5-5,07%
HapvidaHAPV3-4,71%
IRB BrasilIRBR3-4,57%
GolGOLL4-3,75%
Americanas S.AAMER3-3,37%
Fonte: B3

Mercado internacional: EUA e Europa fecham em queda

No ambiente externo, a continuidade da aversão ao risco da última sexta-feira, 26, predominou no comportamento dos mercados, que fecharam o dia em queda.

Nos Estados Unidos, os investidores seguiram repercutindo as falas mais duras do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, sobre a continuidade de elevar a taxa básica de juros do país para trazer a inflação de volta para a meta de 2%, durante o simpósio de Jackson Hole.

Com isso, o mercado segue apostando em uma nova alta de 0,75 ponto porcentual na próxima reunião da autoridade monetária de setembro.

No final de semana, em Jackson Hole, a integrante do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Isabel Schnabel afirmou que os bancos centrais precisam agir "com força" para combater a inflação.

Segundo ela, há motivos válidos para acreditar que os formuladores de políticas dos BCs se encontrarão em um ambiente menos favorável no médio prazo, já que os choques econômicos são potencialmente maiores, mais persistentes e mais frequentes.

Bolsas americanas/fechamento

  • S&P 500: -0,67% (402,59 pontos)
  • Dow Jones Industrial Average: -0,57% (32.098 pontos)
  • Nasdaq 100: -0,96% (12.484 pontos)

Na Europa, o ritmo foi o mesmo de Wall Street. Além da tensão por conta das declarações do Fed, pesou ainda a perspectiva de que o BCE seguirá com sua trajetória mais dura, após os comentários dos formuladores de políticas dos dois BCs.

Economista chefe do BCE, Philip Lane alertou nesta segunda-feira que manter um ritmo "estável" de altas de juros será importante, de forma a não provocar choques no mercado.

"O mesmo aumento cumulativo da taxa em um intervalo fixo tem menos probabilidade de gerar ciclos adversos se tomar a forma de uma série calibrada em várias etapas, em vez de um número menor de aumentos de taxa maiores", destacou.

Philip Lane, economista chefe do BCE

"Os mercados estão se concentrando em discutir a mensagem de 'aperto coordenado' de Jackson Hole. Os rendimentos estão subindo e os ativos de risco estão um pouco mais baixos desde a semana passada", disse o Danske Bank em nota.

De acordo com a Reuters, operadores dos mercados monetários da zona do euro estão precificando agora 67% de probabilidade de que o BCE eleve seus juros em 75 pontos-base na reunião de política monetária de 8 de setembro.

Na última sexta-feira, as chances de um aumento dessa magnitude já haviam saltado de 24% para 48%, após matéria da Reuters sobre alguns dirigentes do BC europeu quererem discutir a possibilidade de um ajuste mais agressivo. / com Agência Estado

Bolsas europeias/fechamento

  • Stoxx 600 (pan-europeu): -0,81% (422,64 pontos)
  • DAX (Frankfurt): -0,61% (12.892 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): fechado (feriado de Summer Bank)
  • CAC 40 (Paris): -0,83% (6.222 pontos)
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