Mercado Financeiro

A Bolsa de Valores não encontrou sustentação nesta segunda-feira, 4, com as notícias de que Paulo Guedes, ministro da Economia, e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central teriam investimentos milionários em paraísos fiscais, por meio de conta offshore, nas Ilhas Virgens Britânicas. Informações que turbinam as incertezas em cenários já conturbados.

Também contribuíram para o desempenho negativo do Ibovespa, que caiu 2,22%, aos 110.393,09 pontos, o avanço das projeções para a inflação no Brasil, e o acréscimo de gastos de R$ 46,5 bilhões que foi incluído na Medida Provisória (MP) da crise hídrica, que o governo tentará barrar, além do mau-humor no exterior, com o aumento de aversão ao risco dos investidores.

Foto: Envato bolsa
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Pela 26° semana consecutiva, os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) para o Relatório Focus, elevaram as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Nesta segunda, a mediana das expectativas para a inflação ao fim do ano é de 8,51%, ante 8,45% da semana passada.

Com essas perspectivas no radar, a curva de juros subiu no Brasil. Os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2027 tiveram variação positiva de 0,11%, chegando a 10,66%.

As ações que mais contribuíram para puxar o Ibovespa para baixo no pregão foram as dos chamados bancões, que representam cerca de 17% da carteira teórica da B3. Itaú, Bradesco e Santander caíram 0,51%, 2,83% e 2,99%, na sequência.

O dólar, considerado uma moeda forte e bastante buscada em momentos de crise e insegurança, para proteção do patrimônio, subiu 1,14% neste pregão, cotado a R$ 5,477.

Em Wall Street, as principais bolsas de Nova York também fecharam no vermelho. Os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq 100 caíram 1,30%, 0,94% e 2,16%, respectivamente.

Entre os assuntos que ajudaram a azedar o ânimo dos investidores, ainda permanece a preocupação com a incorporadora chinesa Evergrande, os dados econômicos da China, o sobe e desce das commodities e as expectativas sobre o término de programa de incentivos monetários à economia americana, mais precisamente sobre quando o Federal Reserve (Fed, banco central americano) começará a reduzir a recompra de títulos da dívida.

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