Economia

A maioria das instituições financeiras espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil retorne ao patamar pré-covid-19 no quarto trimestre de 2021 ou no primeiro trimestre de 2022. Em um universo de 85 instituições, 29 delas acreditam que o PIB voltará ao nível anterior à pandemia no quarto trimestre deste ano. Outras 23 citam o primeiro trimestre de 2022.

Os dados fazem parte dos resultados quantitativos agregados do questionário pré-Copom, que foram divulgados pela primeira vez pelo BC na manhã desta quarta-feira, 12. Os números serviram de base para que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevasse, na semana passada, a Selic de 2,75% para 3,50% ao ano.

Foto: Agência Brasil
Edifício-sede do Banco Central em Brasília (DF) - Foto: Agência Brasil

Conforme os dados agregados, porém, há instituições mais pessimistas quanto à recuperação do PIB. Duas delas esperam o retorno ao patamar anterior à pandemia apenas no primeiro trimestre de 2023. Três delas citam o segundo trimestre de 2023.

Os números agregados revelam ainda que, considerando 89 instituições, 31% citam "risco de baixa" para seu cenário central do PIB em 2021; 39% veem "risco equilibrado"; 29% indicam "risco de alta".

Para 2022, 28% das instituições citaram "risco de baixa" para o cenário do PIB; 61% indicaram "risco equilibrado"; 11% citaram "risco de alta".

Projeções do PIB

A mediana das projeções das instituições para o PIB do Brasil no primeiro trimestre de 2021, na margem, estava em alta de 0,1% antes do encontro do Copom do BC. No caso de 2021, a mediana é de elevação de 3,2% e, para 2022, de alta de 2,5%.

Os dados agregados mostraram ainda que a mediana das projeções para o PIB no primeiro trimestre de 2021 ante o primeiro trimestre de 2020 está em queda de 0,3%. Para o segundo trimestre deste ano, está em alta de 9,6%.

Hiato do produto

A mediana das projeções das instituições financeiras para o hiato do produto brasileiro no primeiro trimestre de 2021 é de queda de 3,7%, conforme os dados agregados do questionário pré-Copom. Para o quarto trimestre de 2021, a mediana é de baixa de 2,7%.

O hiato do produto representa a diferença entre o PIB verificado e a estimativa do produto potencial de um país. Números negativos indicam que o PIB é inferior a seu potencial.

Os dados mostram ainda certa dispersão nas projeções sobre quando ocorrerá o fechamento do hiato do produto no Brasil.

Entre 75 instituições, 11 delas citaram o quarto trimestre de 2022; 16 indicaram o segundo trimestre de 2023; 13 citaram o ano de 2024. Há ainda instituições que citaram o fechamento do hiato em outros períodos, que vão do quarto trimestre de 2020 ao ano de 2027.

PIB no mundo

O documento divulgado nesta quarta-feira pelo BC também trouxe uma compilação das estimativas das instituições financeiras para o PIB nas principais economias globais. A projeção mediana para o PIB da China em 2021 é de alta de 8,5%. Já o PIB projetado para os EUA é de avanço de 6,5% e para a zona do euro de elevação de 4,2%.

Conforme o BC, 44% das instituições consideraram o ambiente externo "mais favorável" desde o encontro de março do Copom.

Outros 16% consideraram "menos favorável" e 40% classificou o ambiente como "sem mudanças relevantes". Os dados agregados estão disponíveis em https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/precopom. / com Agência Estado

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