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Afetada diretamente pela segunda onda da pandemia da covid-19, a companhia aérea Azul registrou prejuízo líquido de R$ 2,65 bilhões no primeiro trimestre de 2021, ante R$ 6,13 bilhões em igual intervalo do ano passado, uma redução de 56,8% nas perdas, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira, 6.

A receita líquida total da companhia somou R$ 1,82 bilhão no primeiro trimestre, queda de 34,9% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. As ações da companhia registraram queda de 1,65%, cotadas a R$ 37,46

Foto: Azul/Gianfranco Panda
Aeronave da Azul em operação - Foto: Azul/ Gianfranco Panda

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado do trimestre alcançou R$ 129,7 milhões, queda de 80,2% sobre igual período de 2020. A margem Ebitda ajustada foi de 7,1% de janeiro a março deste ano, uma queda de 16,2 pontos porcentuais na mesma base de comparação.

Segundo o diretor-presidente da companhia, John Rodgerson, o Brasil foi “claramente impactado pela segunda onda da pandemia da covid-19” e, como resultado, a demanda de passageiros caiu. Mas Rodgerson vê alguns sinais de melhora.

“Continuamos vendo progresso no esforço da vacinação, com mais de 50 milhões de doses aplicadas. Diversos Estados e Municípios estão reduzindo suas medidas de restrição, o que já afetou positivamente as recentes tendências de reservas”, aponta o diretor-presidente.

Rodgerson complementa ainda que nos últimos quatro meses, o volume de reservas da Azul aumentou mais de 40%. “Esperamos que essa tendência acelere com o avanço da vacinação”, ressalta em relatório financeiro.

De acordo com o balanço trimestral da Azul, o ASK (número de assentos disponíveis multiplicado pelos quilômetros voados) aumentou 15,7% no 1º trimestre deste ano se comparado ao último trimestre de 2020.

“A conectividade da malha da Azul, combinada com a flexibilidade da frota e forte demanda em nossos mercados permitiu uma recuperação acima de 100% da nossa capacidade doméstica, se comparada ao mesmo período de 2019, uma das poucas companhias aéreas do mundo a atingir esse nível”, destaca o relatório.

Receita de passageiros e carga

A receita de passageiros da Azul cresceu 4,5% na comparação trimestral. Já a receita de cargas e outros aumentaram 52,9% em relação ao 1T20, totalizando R$228,2 milhões nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2021.

Segundo a companhia aérea, o resultado reflete principalmente o aumento na receita de cargas, de 62,8 % no período.

Perspectivas positivas para 2022

A previsão da Azul é de alcançar um Ebitda de cerca de R$ 4 bilhões em 2022. Em 2019, o indicador ficou em R$ 3,6 bilhões.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira, a empresa lembra que em 2020, o Brasil teve uma das recuperações de demanda mais aceleradas do mundo. "Embora o País tenha sido impactado por uma segunda onda da pandemia, a vacinação está acelerando e acreditamos que isso terá o mesmo efeito positivo que vemos em outros países à frente em seus esforços de vacinação", diz a empresa.

A companhia afirma ainda acreditar que com isso iniciará 2022 com sua operação totalmente recuperada. "Combinado com o crescimento da receita da Azul Cargo, nossas iniciativas de redução de custos e um ambiente competitivo racional, esperamos gerar Ebitda de aproximadamente R$ 4 bilhões em 2022 em comparação com R$ 3,6 bilhões em 2019." / com Agência Estado

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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