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Ray Dalio

Quem é Ray Dalio?

Ray Dalio, bilionário norte-americano, é o fundador da gestora de fundos de hedge Bridgewater Associates, com US$ 138 bilhões em ativos sob gestão.

Além de gestor e filantropo, ele também é escritor, tendo abordado em suas obras desde temas macroeconômicos da atualidade até os valores que incorporou para si ao longo de sua vida.

Ray Dalio, ilustração.

Um dos seus livros, “Big Debt Crisis” (A Crise do Alto Endividamento, em tradução livre) recebeu bastante atenção pela forma como ele descreve o mundo dos juros baixos que passou a vigorar a partir da crise de 2008.

Usando o termo “desalavancagem bonita”, ele defende que os países que emitem dívidas em suas próprias moedas, como os EUA, administram melhor as crises causadas pelo excesso de crédito, pois conseguem alongar o período de ajuste necessário para lidar com as demissões em massa e os seus efeitos sobre a demanda.


Qual a estratégia de Ray Dalio para se destacar no mercado?

A Bridgewater Associates se tornou conhecida a partir dos anos 90 com uma estratégia chamada de paridade de risco. De acordo com ela, uma carteira diversificada com várias classes de ativos, e equilibrada pela volatilidade de cada uma delas, apresentará retornos maiores do que uma carteira tradicional.

A paridade de risco pode variar entre os fundos de hedge mas a sua essência é a mesma: os ativos são selecionados de acordo com os altos e baixos do mercado, sendo que a volatilidade identificada pelos algoritmos determina o grau de exposição do fundo.

Quando ela é baixa, os fundos se alavancam. Quando a turbulência aumenta, as posições são desfeitas. Apesar de funcionar bem, a principal crítica dessa estratégia é que os fundos ficam mais sensíveis às oscilações bruscas, dado que a volatilidade é inerente aos ciclos econômicos, o que pode aumentar os danos causados no mercado.

Qual a melhor forma de descrever Ray Dalio?

No seu livro “Princípios”, Ray Dalio explica o seu modus operandi na Bridgewater Associates citando a diferença entre os operadores de mercado e os economistas.

Para ele, os traders são moldados pela experiência do mercado. Por conta disso, se atentam a outros fatores além da teoria econômica ensinada nas faculdades. Endividamento, preços dos ativos e fluxo de caixa das empresas são avaliados da mesma forma que variáveis como investimento e emprego.

Olhando para outras informações disponíveis no mercado, o gestor emplacou grandes acertos:

  • Quando o FED subiu a taxa de juros na década de 80, ele corretamente previu a crise que viria na sequência;
  • Com o calote mexicano em 1982, ele acertou a década perdida dos países latinos.

Sua vivência formou a filosofia que nortearia os investimentos da Bridgewater, forjada com as ideias que formou a partir dos grandes acontecimentos mundiais: a Grande Depressão da década de 30, a América Latina na década de 80 e o Japão na década de 90.

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