O que é golden parachute?

Golden parachute (paraquedas dourado, em tradução livre) é o nome dado para o pacote de benefícios oferecido aos executivos em um processo de fusão, ocasião em que podem ser dispensados em função da troca de gestão.

Como o próprio nome diz, ele tem por finalidade “amortecer a queda” de um executivo, por meio de um pacote rescisório com condições bastante vantajosas, contendo uma combinação dos elementos abaixo:

O pagamento de despesas jurídicas, caso o executivo seja processado por seus atos enquanto gestor da companhia.


Qual a polêmica em relação ao golden parachute?

 

Nenhum sistema de incentivos é perfeito.

Entre os que defendem a adoção de políticas generosas de remuneração, existe a crença de que esse é o melhor meio para se atrair pessoas brilhantes a setores em processo de consolidação. O receio é que, diante de uma proposta de fusão vantajosa, seus executivos a rejeitem apenas para manter os seus empregos.

Porém, muitos argumentam que as leis que regem as sociedades anônimas partem do pressuposto que seus executivos sempre tomarão as melhores decisões para a empresa, dada a sua responsabilidade de suas funções, o que dispensaria a necessidade de mais incentivos.

Por que o golden parachute se tornou tão popular?

O mercado de dívida de baixa qualidade explodiu nos EUA durante a década de 80. Por meio dele, tornou-se possível a compra de qualquer empresa mediante a emissão de junk bonds, viabilizando as aquisições não negociadas previamente (“aquisição hostil”, no jargão do mercado).

Diante dessa realidade, muito bem retratada no filme “Wall Street – Poder e Cobiça”, os paraquedas dourados viraram praxe, dando uma certa segurança às pessoas que normalmente eram dispensadas logo após o anúncio de uma fusão ou relegadas a um papel menor dentro da empresa consolidada.

Conforme as fusões se multiplicavam no noticiário corporativo, os golden parachutes, que inicialmente estipulavam apenas o pagamento de uma indenização, ficaram, literalmente, gigantes.

A criatividade era tanta que, na época, surgiram até os golden coffin (caixão dourado, em português), pacotes que ofereciam benesses à família de um executivo após a sua morte.

Para os executivos, o céu era o único limite. Paraquedas dourados de centenas de milhões de dólares, como os US$ 187,5 milhões pagos ao ex-CEO da bolsa de Nova Iorque, Richard Grasso, começaram a causar consternação entre os acionistas.

O que aconteceu com o golden parachute após a crise de 2008?

Os anos que vieram após a crise de 2008 serviram para que muitas das condições fossem revistas, pelos seguintes motivos:

Os novos contratos de golden parachute passaram a considerar essencialmente o que era melhor para a empresa e, consequentemente, para os seus donos (os acionistas):

O “acionamento do paraquedas” passou a ocorrer mediante um mecanismo de duplo gatilho:

Ainda assim, nem tudo se resolveu. Os paraquedas dourados passaram a ser usados para o desligamento de executivos envolvidos em investigações de conduta indevida, o que fez com que essa prática ficasse com a imagem definitivamente desgastada, representando a recompensa pelo fracasso.

 

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