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Termos começando com "G"

  • Govcoins

    O que são GovCoins? GovCoins são moedas digitais emitidas — e apoiadas — por Bancos Centrais do Governo Federal. O esperado é que elas sejam a inovação mais revolucionária no mercado financeiro desde a invenção dos caixas eletrônicos — mesmo que o seu desenvolvimento costuma passar despercebido pela população no geral. O termo GovCoin não é o rótulo para uma moeda em particular, mas sim para o conceito de várias moedas digitais nacionais e regionais diferentes. Elas estão sendo desenvolvidas para facilitar um sistema de pagamento que seja mais rápido, seguro e até mais barato. Em alguns aspectos, elas são semelhantes às criptomoedas populares, como o Ethereum e o Bitcoin, mas a maior diferença é que ao invés de serem baseadas na descentralização — como as outras —, são centralizadas e reguladas pelo Estado. Como GovCoins funcionam? Basicamente, os GovCoins adotam a tecnologia blockchain, introduzida pela primeira vez pelo Bitcoin, e a utilizam tanto para cortar custos operacionais do sistema bancário global — que chegam a cerca de 350 dólares por conta anualmente — e para fins de governança. Por meio desse novo método de pagamento, o governo pode recuperar certo controle ao monitorar todos os pagamentos e até mesmo todo o histórico de transações de cada cliente. Isso poderia transferir o poder de volta para o Estado e para os bancos centrais que atualmente contam com a tarefa principal de fornecer fundos aos bancos comerciais por meio de transações que acontecem de maneira privada. O dinheiro de uma pessoa, então, seria garantido diretamente pelo Estado e não mais por um banco que pode entrar em colapso a qualquer momento. Esse novo sistema também pode ser utilizado para diminuir crimes financeiros — como lavagem de dinheiro e evasão fiscal. Quais são os benefícios dos GovCoins? Uma das maiores vantagens dos GovCoins em relação às outras moedas digitais é que eles não são tão voláteis quanto elas e, sendo assim, apresentam poucos riscos. Um dos motivos pelos quais os bancos centrais e governos criam suas próprias moedas, aliás, é porque muitos se sentem desafiados pelo rápido declínio do dinheiro e também pela adoção de criptomoedas descentralizadas. Em particular, os governos de diversos países estão preocupados com a entrada de empresas de longa data no chamado cripto-espaço, como Mastercard, Visa e até mesmo o grupo Meta — dono de marcas como Facebook e Instagram, onde cada uma dessa redes teria a sua própria criptomoeda. Entre outras preocupações, os métodos de transação de forma anônima poderiam minar o sistema financeiro e facilitar atividades ilegais. Outro ponto positivo é que, ao contrário dos cartões de crédito, os GovCoins não envolvem taxas de transação e podem oferecer empréstimos e outras vantagens financeiras de maneira acessível. Isso significa que os governos que acabarem ficando sem dinheiro não precisariam imprimir mais ou sequer armazenar mais cédulas, o que reduziria o desperdício e, de quebra, contribuiria positivamente com o meio ambiente. Qual é o futuro para os GovCoins? Por mais revolucionária que a ideia possa ser, os GovCoins ainda não passam de pesquisas muito preliminares na maioria das nações mais desenvolvidas. Se todas as fases dos testes forem bem-sucedidas, ainda será preciso muito tempo até que esse novo método seja uma realidade para a maioria dos países. Além disso, muitos estudiosos estão preocupados com o rumo que as moedas mais estáveis e valiosas de hoje — como a libra esterlina, o euro e o dólar americano — podem tomar. Isso porque, com a evolução dos GovCoins, elas podem perder o seu valor e poder. De acordo com o Banco da Inglaterra, por exemplo, mesmo depois de implementar GovCoin no Reino Unido, eles existiriam junto com os depósitos bancários e o dinheiro de papel ao invés de simplesmente substituí-los. Ao mesmo tempo, muitos outros países poderiam ficar completamente sem dinheiro — o que é uma preocupação mundial.

    30/06/2022
  • Gestão Tecnológica: saiba o que é e como funciona

    O que é gestão tecnológica? A tecnologia é uma ferramenta indispensável para a manutenção da competitividade, bem como da sustentabilidade empresarial. Portanto, a gestão tecnológica vem sendo um dos principais focos do universo corporativo. Por outro lado, não basta apenas utilizar a tecnologia ao seu favor para ter uma performance significativa. É preciso, para além disso, adotar técnicas de administração para transformar o potencial tecnológico de uma empresa em uma realidade lucrativa. Tendo em vista os avanços da informatização dos processos nos quais estamos cada vez mais profundamente inseridos nos últimos anos, a atuação corporativa torna-se estritamente dependente das inovações tecnológicas. Atualmente, a automação de processos faz parte da realidade de grande parte das rotinas operacionais de pequenas, grandes e médias empresas, sobretudo em razão do potencial de performance que oferecem para o negócio. Qual a importância da gestão tecnológica? A gestão tecnológica é essencial dentro das organizações, sobretudo por que através dela se pode impedir que as empresas se tornem obsoletas, conferindo maior competitividade e bons resultados financeiros para as companhias, independentemente do mercado em que elas estejam inseridas. Em geral, o foco da tecnologia está centrado em um viés operacional, contudo, pode também se expandir para diferentes áreas de uma organização, incluindo pilares econômicos, sociais e ambientais. Quanto mais uma organização apresenta melhores desempenhos com o uso da tecnologia, por exemplo, mais ela se destaca em um cenário mercadológico extremamente competitivo. Assim, ao maximizar os potenciais tecnológicos traz-se maior visibilidade e prestígio, alcançando, diante dos consumidores, gestores e até investidores e parceiros de negócio, maior destaque financeiro e operacional. Qual é o papel da gestão tecnológica nas empresas? O investimento em gestão tecnológica dentro das empresas possibilita tornar o ambiente empresarial apropriado para desenvolver suas ofertas de mercado, sejam elas em forma de serviços, produtos, processos ou modelos de negócios. Não se pode desconsiderar que a tecnologia é, em muitos casos, ponto inicial para a produtividade, operação e gerenciamento geral de negócios. A participação da tecnologia, portanto, possui viés estratégico, afinal, ela vincula-se às questões de desenvolvimento de novas técnicas administrativas, se apresentando até mesmo como ferramenta corporativa crucial para qualquer negócio no futuro. Sendo assim, o direcionamento das organizações está diretamente associado com as rotinas tecnológicas promovidas pela inovação. Quais são os seus benefícios? Dentre os desafios mais comuns que são diariamente enfrentados pelas organizações modernas é manter um ambiente que seja, ao mesmo tempo, produtivo, harmonioso e, consequentemente, rentável. Nesse contexto, a tecnologia trouxe bastante valor, já que por meio dela pode-se reduzir custos, aumentar a produtividade, mensurar resultados — trazendo novos insights —, melhorar a comunicação, etc. Como reflexo positivo, observa-se uma melhor disposição de energia e foco na performance, algo buscado dentro das organizações de forma recorrente. A seguir, confira algumas das vantagens da gestão tecnológica dentro de ambientes corporativos. Custos reduzidos Dentre os benefícios mais importantes do uso da tecnologia dentro de ambientes corporativos está a possibilidade de minimizar os custos operacionais. Adotar programas e softwares de gestão, por exemplo, pode contribuir para um melhor controle de processos, verificação de performance, bem como melhorar a comunicação entre equipe de colaboradores ou até mesmo os consumidores — além de permitir um desempenho financeiro mais significativo. Maior produtividade Passar muito tempo à frente de um computador e realizar trabalhos maçantes pode influenciar de maneira negativa na produtividade de qualquer profissional. Sendo assim, a gestão tecnológica utiliza técnicas de administração e aplica o uso de softwares que gerenciam tarefas, dinamizando o trabalho, reduzindo o tempo de execução e, em contrapartida, tornando o trabalhador mais estimulado a desempenhar melhor suas tarefas. Acompanhamento de processos e desempenho Existem ferramentas que auxiliam no processo de gestão empresarial, acompanhando as tarefas em execução por diferentes áreas de uma empresa. Dessa forma, pode-se ter maior controle sobre as atividades, avaliando individualmente aquelas que estão apresentando uma melhor performance. Além disso, por meio das ferramentas de gestão tecnológica pode-se acompanhar de perto as métricas de desempenho estabelecidas para atingir determinados objetivos. Além disso, elas podem auxiliar de forma efetiva na tomada de decisão, já que é possível entender melhor sobre as ações que apresentem bons resultados e quais precisam ser reformuladas.

    19/04/2022
  • Governo Federal

    O que é Governo Federal? Chama-se de Governo Federal a organização estabelecida pelo Estado para o exercício de sua autoridade governante sobre uma sociedade política. Em outras palavras, o Governo federal é a instância máxima de governança de um país. No caso dos Estados modernos, este sempre foi disputado por partidos políticos. Um Estado, por sua vez, é considerado unitário quando todos os cidadãos estão sujeitos ao mesmo e único governo. O Estado unitário compreende, portanto, apenas um aparelho de estado totalmente competente em todo o território, tanto político como legal. É a forma de Estado mais comum do mundo. Em geral, o Estado unitário conhece divisões territoriais, existem intermediários entre a população e o central, mas podendo, qualquer unidade sub-governamental ser criada ou extinta e ter os seus poderes modificados pelo governo central. Divisões do Governo Federal São três as divisões no Governo Federal: Executivo: responsável pela execução das leis, seu posto máximo é ocupado pelo Presidente da República, no âmbito federal, cujo poderes são distribuídos também entre os Ministros por ele indicados. Na esfera estadual e municipal, a posição de administração dos interesses públicos é ocupada, respectivamente, pelo Governador de cada estado e os prefeitos das cidades.Judiciário: responsável pela interpretação das leis e estabelecer julgamentos de acordo com as regras constitucionais, o poder judiciário é formado por juízes, ministros e desembargadores.Legislativo: responsável pela elaboração e aprovação das leis, faz parte também das atribuições de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores a fiscalização da execução das leis pelo Executivo no âmbito federal, estadual e municipal. Qual a diferença entre Estado unitário e Federal? O Estado unitário opõe-se conceitualmente ao Estado Federal, formado pelos estados federados, conforme o qual a soberania é compartilhada entre o Governo Federal e os estados federados. Ao ente público central que se superpõe aos cidadãos e às formas de governo menores, ou entidades federativas menores, chama-se Governo Federal. O status dessas entidades é geralmente garantido pela Constituição e não pode ser questionado por uma decisão unilateral do Governo Federal Central. A forma de governo do estado federal, ou sua estrutura constitucional, é chamada de federalismo. Trata-se de um grupo de estados que se uniram e que gozam de certa autonomia, embora reconheçam uma autoridade superior comum. Federalismo norte-americano Exemplo máximo no que concerne à autonomia dos entes federados, os Estados Unidos são, das federações ainda existentes, a mais antiga entre todos os demais países do mundo. Formada por 50 estados e um distrito federal, nos EUA, existem, assim como no Brasil, três esferas governamentais: federal, estadual e local. A principal diferença é que, além dos governos municipais, as cidades dividem o governo local com os condados. Por outro lado, assim como ocorre nos demais países cuja forma de governo se dá por meio da democracia, servidores dos poderes executivos e legislativos elegem-se através de eleição pela maioria dos votos de determinado distrito. Federalismo brasileiro Como estabelecido através da Carta Magna, a Constituição Federal de 1988 divide o Brasil entre três diferentes níveis de Governo, sendo a Administração Pública subdividida entre Federal, Estadual e Municipal. Nesse formato político, tanto estados como municípios são membros da União, porém, formam níveis distintos em relação à autonomia administrativa. Vale lembrar também que a atuação do Executivo se limita às regras definidas pela Constituição, determinadas a partir dos limites de atuação dos outros níveis governamentais. Na prática, portanto, não existe uma hierarquia entre os entes federados. Cada um deles possui autonomia para proceder com suas próprias regras, obedecendo às determinações legais dispostas sob à luz da Constituição. Embora muito se imagine que o Presidente da República possui poderes para se impor sobre os governantes de cada estado, cada esfera administrativa é independente. Assim, o Presidente da República não se impõe sobre os governadores que, por sua vez, não se impõe sobre os prefeitos.

    08/04/2022
  • Garantia Fidejussória: saiba o que é e como funciona

    O que é Garantia Fidejussória? Garantia Fidejussória, ou Garantia Pessoal, é uma tipo de garantia no qual uma terceira pessoa, que não é credor nem devedor, ingressa na relação de obrigação. Esse terceiro torna-se responsável por assegurar o adimplemento (ou seja, o devido cumprimento) da obrigação. Especificamente, esse terceiro responsabiliza-se pelo pagamento da dívida do devedor. Os principais exemplos são fiança, aval e caução. Entendendo a Garantia Fidejussória Quando duas pessoas entram em um contrato, forma-se a relação jurídica de obrigação, que envolve os sujeitos – credor e devedor – e o objeto, que é a prestação a ser cumprida. Em alguns casos, o contrato pode incluir uma garantia, isto é, um instrumento para garantir que a prestação será efetivamente cumprida. Existem dois tipos de garantia: a real e a fidejussória.  A garantia fidejussória consiste em uma garantia prestada por uma terceira pessoa, o garantidor. Alguns exemplos desse tipo de garantia são a fiança, o aval e a caução fidejussória. Juridicamente, a posição de garantidor é muito frágil. Por isso, em geral, a garantia fidejussória só é prestada sem condições por familiares ou pessoas com uma relação muito próxima ao devedor.É possível contratar os chamados fiadores, avalistas e caucionantes profissionais, porém, especialistas apontam que é uma alternativa arriscada. Esse não é um mercado regulamentado e não há como ter certeza de que o indivíduo contratado vai cumprir com o que se exige do garantidor. Garantia Real x Garantia Fidejussória A principal diferença entre a garantia real e a fidejussória é que a primeira apoia-se nos bens, enquanto a segunda apoia-se nas pessoas. A garantia real acontece quando um bem móvel ou imóvel do próprio devedor é dado em garantia. Se a obrigação não for cumprida, esse bem pode ser penhorado ou hipotecado para levantar o valor devido.  A garantia fidejussória acontece quando uma terceira pessoa, o garantidor, coloca seu próprio patrimônio em garantia do cumprimento da obrigação. Se o devedor não pagar, o garantidor deve providenciar a quitação.  Fiança, Aval e Caução Para entender melhor a diferença entre esses três tipos de garantia fidejussória, vejamos um exemplo prático. Mateus e Paulo firmam um contrato de compra e venda de um carro. Mateus é o credor e Paulo, o devedor. Suponha que Mateus exige uma garantia fidejussória para efetuar a venda. O garantidor será João. No caso da fiança, deve ser acrescentado ao contrato de compra e venda uma cláusula determinando que João é o fiador. Outra alternativa é firmar um contrato de fiança entre Mateus e João. Como resultado dessas medidas, caso Paulo não realize o pagamento, Mateus pode cobrar diretamente João pelo valor devido, inclusive, utilizando-se das vias judiciais. No caso do aval, João deve emitir um título de crédito, como uma nota promissória ou até mesmo um cheque. A partir desse momento, ele torna-se avalista. Caso Paulo não realize o pagamento, Mateus pode executar esse título. Como o aval não fica registrado em contrato, é recomendado que uma declaração por escrito seja feita no próprio verso do título. Já no caso da caução fidejussória, João, como caucionante, deve reservar e disponibilizar uma certa porcentagem do valor total do contrato para Mateus. Mateus poderá resgatar esse valor, se Paulo não fizer o pagamento do carro, ou devolvê-lo, se o pagamento for realizado corretamente. Essa reserva pode ser na forma de um depósito, de um cheque, ou mesmo da contratação de um seguro especializado. A caução é mais usada em contratos referentes a imóveis. Outro fato interessante é que a Lei do Inquilinato proíbe a dupla garantia em contratos de locação. Ou seja, não é permitido que o locador exija caução e fiança, por exemplo.

    08/02/2022
  • Goodwill: o que é e como é calculado

    O que é Goodwill? O Goodwill é um valor excedente pago pela aquisição de uma empresa. Ou seja, quando uma companhia é comprada, em grande parte das vezes, o interessado paga um valor maior do que o valor que ela está valendo no mercado. Em termos práticos, se um comprador oferecesse comprar uma nota de R$ 100,00 pagando R$ 120,00, esses R$ 20,00 a mais representariam o Goodwill da negociação. Embora pareça estranho pagar um valor maior do que uma empresa vale do ponto de vista patrimonial, isso é perfeitamente plausível. Empresas possuem muito mais do que os próprios bens matérias. Existem ativos intangíveis que podem se valorizar muito, como a sua marca e até a posição que ela possui no mercado. Portanto, o valor da empresa pode ser bem superior ao seu valor patrimonial. Calculando o Goodwill O Goodwill pode ser calculado de acordo com uma fórmula, conforme segue: Goodwill = P – (A+L) Onde: P é o valor pago pela empresa;A é o valor justo do ativo;L é o valor justo do passivo. Portanto, o Goodwill nada mais é do que a diferença entre o valor da compra menos o valor justo pelo ativo e passivo da empresa. Vamos supor que uma firma tenha um valor justo de R$ 100.000,00, já combinando os valores do ativo e passivo. Porém, essa empresa foi adquirida por R$ 150.000,00. Nesse caso o Goodwill dessa operação seria os R$ 50.000,00. Esse valor maior representa o preço referente ao valor que é intangível, ou seja, que não é material e que é difícil de ser avaliado. Vale destacar que o cálculo para determinar o Goodwill de um negócio pode ser bem complexo. Por se tratar de valores intangíveis e que às vezes podem contar com avaliações diferentes, de pessoa para pessoa e de negócio para negócio, o cálculo em si não é fácil de ser aplicado e dificilmente você conseguirá encontrar uma fórmula funcional para todos. O Goodwill pode ser considerado o prêmio pago por um negócio. Nos primórdios, quando a definição Goodwill foi criada na Inglaterra, ela era utilizada para descrever o valor pago a mais por terras que tinham boa localização.

    29/01/2022
  • Giro do Ativo: saiba o que é e como é calculado

    O que é o giro do ativo? É chamado de giro do ativo o indicador contábil que relaciona os ativos de uma companhia com a sua receita líquida. Em outras palavras, o objetivo de se calcular o giro do ativo é medir se uma empresa está utilizando devidamente o seu ativo (bens, investimentos, estoque etc.) para produzir riqueza, através da venda de seus produtos e/ou serviços. Dessa forma, é possível definir métricas e aplicar mudanças nas estratégias empresariais, de modo que todo o potencial do ativo seja atingindo, criando mais lucro. O que são ativos? Antes de tratarmos do cálculo do giro do ativo, é importante que esteja claro para você o que são ativos e o porquê de mensurar o seu desempenho ser tão importante para a construção de companhias eficientes. O que chamamos de ativo é, na verdade, um conjunto de bens e direitos que uma empresa possui. Em geral, tudo aquilo que contribui para o enriquecimento da companhia e está sob sua posse é considerado um ativo. É por isso, por exemplo, que os galpões de empresas varejistas são ativos, mas os espaços de venda alugados em shopping centers, não. Afinal, esse último não o pertence verdadeiramente. A gama de ativos, no entanto, vai muito além de ambientes. Ainda no que tange às posses materiais, podemos citar: os estoques, o maquinário, a frota de veículos, os móveis e os terrenos, entre tantos outros. Já as posses imateriais são ainda mais extensas e são compostas por: Os investimentos (em títulos, em imóveis e afins);Os direitos autorais, despesas pagas de forma antecipada (como seguros e aluguéis, do quais ainda se tenha o direito de usufruir);Os estoques (com matéria-prima, produtos acabados e/ou fase em fabricação); As contas a receber (dívidas em que a companhia é a parte credora); E o Caixa (formado pelo saldo disponível em dinheiro e/ou em conta corrente, além das quantias aplicadas em investimentos de liquidez imediata). Sabendo disso, sempre que falarmos de ativo daqui para frente, saiba que estamos falando dessa somatória de recursos do qual uma empresa dispõe para multiplicar o seu capital e faturar. O ativo pode, ainda, ser do tipo circulante ou não circulante. O ativo circulante pode se transformar em capital real em até 12 meses (caso do estoque, por exemplo). Já o ativo não-circulante apenas se transformará em receita, no mínimo, após esse período (como no caso de dívidas por parte dos clientes, cujo prazo de vencimento é maior do que um ano). Como o giro do ativo é calculado? O giro ativo é calculado a partir da seguinte fórmula: Giro do ativo = Receita Líquida/ Total de Ativos Para o cálculo da receita líquida, basta considerar o faturamento da companhia no período de 12 meses (descontando-se os gastos relacionados a impostos de consumo, valores reembolsados e afins). Já o total de ativos também obedece ao mesmo lapso temporal. Nesse caso, o que se calcula é o total médio de ativos no mesmo intervalo. Para que serve o giro do ativo? O giro do ativo é um importante indicador da utilização do ativo por parte das companhias. Como a principal função do ativo é gerar riqueza, a forma como esse “tesouro” gira dentro da estrutura da empresa é o que diferencia se ela é capaz de extrair o máximo de capital possível do seu negócio. Em geral, quanto maior o resultado do cálculo de giro do ativo, mais eficiente ele é. Embora o comparativo entre alguns setores seja por vezes desleal (visto que podem demandar, por essência, uma base de ativos menor ou maior e desviar o resultado do cálculo), a busca por um giro do ativo crescente é constante na maioria das organizações.

    29/01/2022
  • G10

    O que é G10? O G10 - ou Grupo dos Dez, como também é conhecido - se trata de uma organização internacional composta por representantes de países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Foi criado em 1962 com intuito de obter empréstimos suplementares aos concedidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Por essa razão, os países membros participam do GAB (Geneal Arrangements to Borrow). Apesar do nome, 13 países fazem parte do G10: Alemanha, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Países Baixos, Reino Unido, Suécia, Suíça, Espanha e Austrália. A Suíça foi incorporada ao grupo em 1964, enquanto Espanha e Austrália entraram em 2011. Então, Mais Retorno, o G10 existe para prestar uma ajuda adicional além daquela oferecida pelo FMI? Sim, é tipo isso. Fundo Monetário Internacional O FMI foi criado em 1945, após o final da Segunda Guerra Mundial. Nesse período, muitos países se encontravam economicamente quebrados, alguns por terem investido demais nos conflitos, outros por terem sido impactados sem a menor intenção. Pensando nisso, essa instituição foi fundada com objetivo de financiar países em dificuldade, promover a cooperação monetária entre eles, promover também o desenvolvimento e expansão do comércio e, ainda, estabilizar as taxas de câmbio. Os países membros do FMI fazem doações de acordo com indicadores econômicos de desempenho, portanto, aqueles em melhores condições financeiras acabam doando porcentagens maiores ao fundo. Essa doação resulta numa reserva, que por sua vez é emprestada a juros baixos para os países mais necessitados, como alguns membros do G10, por exemplo. Quando o empréstimo não é suficiente, o grupo se ajuda reduzindo tarifas tributárias e taxas cambiais, incentivando rotas de comércio, importação e exportação de produtos, assim por diante. Ah! Também concedem empréstimos financeiros entre si. Além do G10, conheça também o G8: G8 é um grupo formado por Rússia, Canadá, França, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e Estados Unidos. Estes são considerados os países mais influentes da economia global, com quase 70% de recursos financeiros distribuídos entre si. Os primeiros indícios do grupo aconteceram na França, em 1975, por Valéry Giscard d’Estaing. O objetivo de Estaing, até então, era convocar os líderes dos países mais influentes para debater questões econômicas e possivelmente ambientais. Nessa época, o grupo era composto por apenas 7 países membros: Canadá, França, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e Estados Unidos. Em 1998, a Rússia integrou-se ao comitê, formalizando o G8 como conhecemos hoje. Em 1970, antes que isso tudo pudesse acontecer, o mercado internacional sofria com a crise do petróleo. Esse é considerado o maior gatilho para a decisão de Estaing em reunir líderes de potências mundiais. Quando falamos em economia, devemos ter em mente que as riquezas de determinado país dependem totalmente da situação financeira de outros países. Tudo está interligado, afinal, o mercado internacional cresce cada vez mais. Assim como os índices de inflação nacional são baseados em níveis de oferta e demanda comercial, a economia global também é moldada sobre a mesma premissa. Ou seja, tudo depende das negociações que acontecem internamente, mas também entre um país e outro. O G8 não é nenhum tipo de entidade governamental, entretanto, possui forte influência sobre algumas organizações, tais como a ONU (Organização das Nações Unidas) e OMC (Organização Mundial do Comércio). Portanto, as principais atividades do G8 são baseadas num perfil de liderança, onde muitos planos são criados para combater possíveis crises e alavancar a economia global. Também são levadas em considerações questões ambientais, que muitas vezes são consequência de operações industriais e de produção agropecuária. Políticas públicas também são amplamente discutidas, principalmente se houverem relação com condutas vinculadas a saúde pública, educação e segurança. Entretanto, há quem diga que o G8 costuma ter ações que beneficiem primeiramente a si mesmos, sem pensar muito em países subdesenvolvidos ou emergentes. Ao olhar de muitos cidadãos e especialistas, o que era para ser uma reunião de bem comum acaba se tornando de interesse próprio.

    16/12/2021
  • G8

    O que é G8? O G8 é um grupo formado por 8 países: Rússia, Canadá, França, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e Estados Unidos. Estes são considerados os países mais influentes da economia global, com quase 70% de recursos financeiros distribuídos entre si. Quando falamos em economia, devemos ter em mente que as riquezas de determinado país dependem totalmente da situação financeira de outros países. Tudo está interligado, afinal, o mercado internacional cresce cada vez mais. É comum ouvirmos sobre processos de importação e exportação, certo? De fato, muitos bens e serviços utilizados no Brasil são provenientes de outras regiões, tais como América do Norte, Europa, Ásia, África... O contrário também é verdadeiro. Inúmeros países negociam nossas produções agrícolas e outros tipos de commodities, por exemplos – principalmente pelas boas condições climáticas, localização geográfica e fertilidade do solo. Assim como os índices de inflação nacional são baseados em níveis de oferta e demanda comercial, a economia global também é moldada sobre a mesma premissa. Ou seja, tudo depende das negociações que acontecem internamente, mas também entre um país e outro. Qual é a origem do G8? Os primeiros indícios do grupo aconteceram na França, em 1975, por Valéry Giscard d’Estaing. O objetivo de Estaing, até então, era convocar os líderes dos países mais influentes para debater questões econômicas e possivelmente ambientais. Nessa época, o grupo era composto por apenas 7 países membros: Canadá, França, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e Estados Unidos. Em 1998, a Rússia integrou-se ao comitê, formalizando o G8 como conhecemos hoje. Em 1970, antes que isso tudo pudesse acontecer, o mercado internacional sofria com a crise do petróleo. Esse é considerado o maior gatilho para a decisão de Estaing em reunir líderes de potências mundiais. A crise do petróleo aconteceu quando se descobriu que tal recurso não é renovável. Com isso, o preço do produto passou por diversas variações, afetando todo o cenário econômico dali em diante, além de propiciar conflitos, guerras e revoluções. Quais são as atividades do G8? O G8 não é nenhum tipo de entidade governamental, entretanto, possui forte influência sobre algumas organizações, tais como a ONU (Organização das Nações Unidas) e OMC (Organização Mundial do Comércio). Essa influência acontece pela inegável potência econômica que cada um dos 8 países membros demonstram no comercio internacional. Além disso, tais países são os principais acionistas do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. Portanto, as principais atividades do G8 são baseadas num perfil de liderança, onde muitos planos são criados para combater possíveis crises e alavancar a economia global. Também são levadas em considerações questões ambientais, que muitas vezes são consequência de operações industriais e de produção agropecuária. Políticas públicas também são amplamente discutidas, principalmente se houverem relação com condutas vinculadas a saúde pública, educação e segurança. Entretanto, há quem diga que o G8 costuma ter ações que beneficiem primeiramente a si mesmos, sem pensar muito em países subdesenvolvidos ou emergentes. Ao olhar de muitos cidadãos e especialistas, o que era para ser uma reunião de bem comum acaba se tornando de interesse próprio.

    19/10/2021
  • Gentrificação

    O que é gentrificação? A gentrificação é um fenômeno social que afeta um bairro — ou região — com alteração das dinâmicas da composição desse local, como a construção de novos edifícios e novos pontos comerciais com o intuito de valorização. Essa valorização é seguida de um aumento de custos dos bens e serviços ofertados, o que dificulta a permanência de antigos moradores com renda insuficiente para essa nova realidade. No contexto atual, a gentrificação foi popularizada pela primeira vez em 1964 pela socióloga britânica Ruth Glass. Isso aconteceu quando ela utilizou o termo para descrever o influxo de pessoas de classe média nos bairros de classe trabalhadora em Londres, fato que deslocou os ex-residentes dessas localidades. Inúmeras cidades ao redor do mundo vivenciam esse fenômeno — o que pode ter impacto direto nas dinâmicas do setor imobiliário. Na maioria delas, alguns dos bairros que eram menos desejáveis se transformaram em locais vibrantes com escritórios e condomínios de luxo, novas opções de restaurantes e cafés, lojas caras e várias opções de entretenimento. Quais são as causas da gentrificação? Um dos fatores que mais contribuem para a gentrificação é o rápido crescimento das ofertas de emprego nos centros das cidades e ao longo dos bairros mais afastados. Além disso, a dinâmica mais rígida do mercado imobiliário também desempenha um papel bastante crítico em causar esse fenômeno. Outro ponto que pode contribuir é a preferência da população por amenidades. Isso porque certos grupos preferem viver em bairros mais urbanos por conta de atrações como espaços culturais, lojas atraentes, opções diversas de restaurantes, diversidade populacional e um estilo de vida mais vibrante. O aumento do congestionamento do tráfego de veículos também pode contribuir com a gentrificação. À medida em que as populações metropolitanas aumentam e a infraestrutura não acompanha esse movimento, o aumento resultante do trânsito e no tempo de deslocamento — juntamente com o consequente declínio da qualidade de vida — podem ser fatores que fazem surgir esse fenômeno. Por que a gentrificação é controversa? A gentrificação se tornou controversa porque ela veio, historicamente, com um componente significativo de discriminação contra as minorias raciais, mulheres, crianças, pobres e população idosa. Mesmo que ela possa causar uma reversão no declínio de uma região, o deslocamento causado por ela pode forçar os residentes anteriores a irem para áreas ainda mais pobres e inseguras com acesso limitado a escolhas alimentares saudáveis e moradia acessível. Segmentos vulneráveis da população estão sob maior risco de efeitos negativos para a saúde com a gentrificação, como expectativa de vida mais curta e aumento de doenças cardiovasculares, diabetes e até câncer. O deslocamento, muitas vezes, leva à falta de apoio governamental — para a assistência de moradia de baixa renda, por exemplo — bem como ao enfraquecimento dos laços comunitários e sociais. Quais são os impactos da gentrificação nas comunidades? Embora em muitos casos o aumento de investimento em uma área possa ser bastante positivo, a gentrificação costuma estar associada ao deslocamento. Isso, como dito anteriormente, significa que os antigos moradores não conseguem permanecer no local para se beneficiar de todas essas vantagens. Outro impacto bastante forte da gentrificação é o deslocamento cultural. Mesmo para os residentes que consigam permanecer em áreas recentemente gentrificadas, as mudanças no caráter de um bairro e em toda a sua composição podem levar a um sentimento bastante reduzido de pertencimento — ou causar um sentimento de estar fora do lugar mesmo estando na própria casa. De um modo geral, não se pode ignorar que os impactos adversos da gentrificação — que vão desde efeitos individuais na saúde até uma suburbanização da pobreza — são apenas a onda mais recente em um padrão de reestruturação urbana que foi imposto e já afetou negativamente as comunidades de baixa renda ao longo das gerações. Sendo assim, a proteção dos residentes, produção de moradias populares e a preservação das que já existem são peças-chave para evitar o deslocamento.

    28/09/2021
  • Gadfly

    O que é gadfly? Gadfly é uma gíria de origem inglesa que remete a uma pessoa que irrita ou provoca os outros de forma persistente com críticas, ideias, esquemas, demandas ou solicitações. No sentido literal, é qualquer uma das várias espécies de moscas que picam ou incomodam os animais domésticos — daí a ligação do termo original com a gíria. No mundo corporativo, o termo se refere a um investidor ativista que defende com muita insistência a mudança por meio de propostas de acionistas. De forma geral, eles também se diferenciam por sua prática de comparecer a assembleias de acionistas para gritar de maneira barulhenta para defender seu ponto de vista. Quais são as características de um gadfly? Os objetivos de um investidor ativista com participação acionária e de um empresário podem ser harmoniosos, já que tanto um quanto o outro busca melhorar o valor da empresa — ou seja, por meio de mudanças na política corporativa ou ambiental, práticas financeiras, redução de custos, desinvestimento em regiões problemáticas ou outros fatores. No entanto, o investidor com uma posição acionária importante muitas vezes tem a motivação adicional de uma estratégia de saída de compra que pode ser mais lucrativa do que a de um gadfly. Batizado em homenagem a pequenos insetos que picam e incomodam o gado, o gadfly corporativo parece irritar a administração de uma corporação até que ela passe a agir de acordo com as preocupações dos acionistas. Perguntas sobre remuneração de executivos ou locais inconvenientes para reuniões anuais, por exemplo, são frequentemente trazidas à luz por um deles. Comparar um investidor ativista apaixonado a um inseto irritante é, superficialmente, um insulto, mas ao mesmo tempo soa como um grande elogio. De modo geral, um acionista faz uma proposta para forçar a empresa a fazer algo que a administração não manifestou interesse em fazer. Isso geralmente prepara o palco para um relacionamento contencioso, com a administração pedindo à base de acionistas que vote contra a proposta de acionista do gadfly corporativo — ou, que, ao menos, busque um meio termo. Qual é a importância de um gadfly corporativo? Às vezes, os gadflies corporativos fazem todo um espetáculo de exibicionismo, como na época em que Evelyn Y. Davis chegou à reunião anual da Communications Satellite Corp. em 1971 usando somente roupa de baixo e meias até os joelhos. Em outra ocasião, John J. Gilbert exibiu um nariz de palhaço em uma reunião anual da Mattel na década de 1970. Se deixarmos todo o teatro de lado e focarmos no resultado dele, esses acionistas — que também são conhecidos como gênios corporativos — foram responsáveis ​​por melhorias significativas na governança corporativa. Afinal, a mosca faz o animal se mover. Quem são os gadflies corporativos mais conhecidos? Gilbert, citado anteriormente, e seu irmão Lewis foram os pioneiros no campo após a quebra do mercado de ações de 1929. Todo o trabalho de responsabilidade corporativa dos irmãos resultou em muitos dos direitos dos acionistas que agora são tidos como garantidos — como o direito de fazer perguntas nas reuniões anuais. Evelyn Y. Davis foi, talvez, a mais notável dessa categoria de ativista. Sua fortuna era avaliada na casa dos milhões de dólares e, de acordo com a revista People, ela tinha ações em 120 empresas. Ela e seus colegas foram uma inspiração e tanto para os mais experientes quanto para os novatos corporativos — principalmente porque os órgãos responsáveis permitiram propostas aos acionistas sobre questões de remuneração de executivos. Em 2014, três gadflies corporativos — John Chevedden, William Steiner e James McRitchie — estiveram entre os quatro proponentes acionistas mais frequentes no mercado, com base nos registros de 219 empresas da Fortune 250 que realizaram reuniões anuais. Chevedden, Steiner com o seu filho Kenneth e McRitchie — junto com a esposa, Myra K. Young — apresentaram 70% de todas as propostas de acionistas patrocinados por indivíduos naquele ano.

    08/09/2021