Última modificação em 17 de agosto de 2020

O que é Boldholder

Bondholder é o termo usado para quem detém títulos de débito tipicamente emitidos por empresas e governos, os bonds. É um termo análogo a shareholder, para quem detém shares, isto é, ações.

Bondholders são, essencialmente, as pessoas e entidades que emprestam dinheiro para quem emite bonds, comprando esses títulos. Em troca, no prazo de maturidade, eles recebem de volta o valor pago e mais juros, podendo, também, receber pagamentos periódicos de juros antes da maturidade.

Alguns exemplos de títulos que fazem do investidor um bondholder são LCIs e LCAs, CRIs e CRAs, letras de câmbio, letras financeiras, títulos do Tesouro, CDBs e debêntures.

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Entendendo melhor o Bondholder

Bondholder é o investidor, seja uma pessoa ou entidade, que detém bonds. Esses títulos podem ser adquiridos diretamente de quem emite, seja uma empresa ou um governo, mas também podem ser adquiridos de outros bondholders no mercado secundário.

Essencialmente, portanto, o bondholder é alguém que empresa dinheiro diretamente para uma empresa ou governo, sem a mediação dos bancos. Ao fazer isso, torna-se um credor, com direito a receber de volta o que emprestou, acrescido de juros, dentro de um prazo determinado.

Benefícios de ser um Bondholder

O principal benefício de ser um bondholder é a segurança. Os bonds são, de maneira geral, considerados uma alternativa de investimento mais segura do que as ações. Existem dois motivos principais para isso.

O primeiro motivo é que, enquanto o rendimento do acionista depende do desempenho do emissor no mercado, o rendimento do bondholder é independente. Mesmo que uma empresa ou governo emissor de bond esteja passando por um momento financeiro fraco, ele ainda tem o dever de pagar os bondholders.

O segundo motivo é que, caso o emissor chegue à falência, o bondholder tem preferência em relação ao shareholder para reclamar o pagamento do que lhe é devido. Em outras palavras, quando os ativos do emissor falido forem vendidos, leiloados ou penhorados para pagar os credores, os bondholders vão receber primeiro.

Riscos de ser um Bondholder

O primeiro e maior risco de ser um Bondholder é o mesmo ao qual está exposta qualquer pessoa que empresta dinheiro a outra: a inadimplência no pagamento. Embora o emissor tenha o dever de pagar, independentemente de suas condições financeiras, isso não é garantia do pagamento.

Felizmente, muitos bonds contam com proteção do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos. Desta forma, o investidor não perde todo o capital que utilizou para a compra dos títulos.

Outra forma de evitar a inadimplência é entender como estão as finanças do emissor e porque ele está optando pela emissão de títulos de dívida, em primeiro lugar. Por exemplo, algumas vezes, os bonds são emitidos para financiar uma grande expansão, o que é um sinal positivo; outras, são emitidos para tentar resolver outra dívida, o que pode ser uma bandeira vermelha.

Outro risco para o bondholder é o da perda de poder de compra. Se a inflação superar os juros do bond, o valor que o investidor recebe na maturidade é menos do que ele investiu e, assim, o título representa uma perda. No entanto, esse é um risco presente em qualquer investimento.

Ainda existe o risco de liquidez. Alguns bonds podem não ser tão fáceis de negociar no mercado secundário. Então, se o investidor precisar resgatar seu dinheiro antes da maturidade, ele não vai conseguir.

Bondholder x Shareholder

Conforme já foi apontado, o bondholder é o investidor que detém bonds, enquanto o shareholder ou acionista é aquele que detém ações. Somente o shareholder é considerado um sócio da empresa e, se tiver ações ordinárias, tem direito ao voto em certas decisões relativas ao negócio.

O bondholder é um credor, não um sócio. Por isso, não importa o tipo de título de dívida que compre, ele não intervém diretamente nas atividades do emissor.

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