A gestão de recursos cada vez mais faz parte de nossas vidas dada a necessidade de proteger seu capital.

Você, investidor e leitor do Mais Retorno, já conferiu diversas opções de investimentos disponíveis no mercado e sempre batemos na tecla de escolher as aplicações de acordo com suas necessidades.

Querendo cada vez mais direcionar os investimentos para o perfil correto, o mercado financeiro cria mais e mais produtos diferentes. É nesse sentido que se inserem os Fundos Exclusivos, que são direcionados à uma parcela dos investidores de alta renda buscando atender as peculiaridades deles.

Até mesmo homens de sucesso e multimilionários, como Abílio Diniz, Paulo Nobre, Luiz Alves Paes de Barros, Lírio Parisoto, dentre outros, investem uma parcela do seu capital em fundos exclusivos, o que diz muito sobre como é esse tipo de investimento pode ser vantajoso.

Por isso, continue lendo para investir como eles e saber mais sobre:

  1. O que é um Fundo Exclusivo
  2. Vantagens do Fundo Exclusivo
  3. Desvantagens do Fundo Exclusivo
  4. Como investir em Fundo Exclusivo

O que é Fundo Exclusivo

O que é Fundo Exclusivo?

Um fundo de investimentos é definido como um condomínio de pessoas que reúnem seus recursos para investir visando um objetivo semelhante. Pensando assim, a palavra “exclusivo” na denominação de fundo exclusivo parece contrariar essa ideia.

Entretanto, como são destinados a pessoas de alta renda, os fundos exclusivos fazem sim muito sentido. O patrimônio dessas famílias é elevado de forma que não é necessária a junção com outros investidores.

Os fundos exclusivos ou fundos restritos nada mais são do que um fundo de investimento tradicional com todas as características, porém estruturado de forma a atender apenas a um único investidor (fundos exclusivos) ou número restrito de cotistas (até 20 para fundos restritos).

Para facilitar a leitura, sempre vou me referir como fundo exclusivo ao longo do texto, valendo também para fundos restritos.

Outro Um questionamento que pode estar em sua cabeça é: “se o fundo é ‘exclusivo’, por que simplesmente não investir como pessoa física aplicando o dinheiro diretamente nos ativos finais (ações, renda fixa, outros fundos) ao invés de investir em um fundo só meu?”

A resposta é simples: Porque ao constituir um fundo de investimento, cria-se um CNPJ próprio e passa-se a operar como uma empresa do mercado financeiro. Essa forma de operação possibilita diversos benefícios que vou abordar mais à frente.

Além desses benefícios, ao se constituir um fundo exclusivo, tem-se todo o know how do gestor que ficará focado nos investimentos do fundo com a missão de buscar os melhores resultados para o investidor.

Mas não vamos apenas falar que “existem vantagens” nos fundos exclusivos, vamos nos aprofundar nelas!

Vantagens dos Fundos Exclusivos

Vantagens dos Fundos Exclusivos

Simplesmente ter uma estrutura própria de operação já parece bastante sedutor, porém os fundos exclusivos ainda têm outras vantagens.

Por isso, separei algumas das principais delas para abordar com mais detalhes a seguir:

1. Gestão Personalizada

Na introdução frisei que o mercado cria cada vez mais produtos para os diferentes perfis de investidor. E existem diversos tipos de fundos de investimentos justamente para concentrar o máximo possível de investidores com o mesmo objetivo.

Para um fundo exclusivo, essa busca de investidores alinhados é levada ao limite.

Quando se constitui um fundo exclusivo é possível uma maior autonomia e liberdade nos investimentos. Dessa forma o fundo é constituído para atender os objetivos de um único investidor (ou classe mínima como uma família para fundos restritos). Logo, o perfil de risco do fundo também será único.

O investidor também tem muito mais controle das ações que são tomadas.

São emitidos relatórios periódicos e mais ricos em detalhes para acompanhamento do investidor.

A distância entre o investidor e o gestor é mínima nos fundos exclusivos. O contato é muito mais direto, o investidor pode fazer questionamentos ao gestor.

Além disso, o fundo conta com o conhecimento técnico mais apurado de um profissional em gestão de recursos.

2. Estrutura operacional

Além de facilitar o processo e acompanhamento do fundo, os investidores de um fundo exclusivo podem também livremente decidir sobre seu gestor.

Isto é, se não tiverem satisfeito com uma gestora podem livremente transferir seu fundo para outra gestora.

E isso se dá de maneira bem prática. Não é preciso fechar e reabrir outro fundo para fazer essa troca.

Os outros participantes do fundo, administrador e custodiante também podem ser trocados sem necessidade de resgatar ou mover seus recursos.

Assim você consegue ter um grande poder de barganha e negociação com todas as partes e ficar apenas com aqueles que te oferecerem os melhores serviços.

3. Planejamento sucessório

Um fundo exclusivo pode ser uma ótima maneira de planejar heranças.

Ao investir em um fundo exclusivo, é possível doar cotas para herdeiros ainda em vida. Não é necessário o (muitas vezes chato e custoso) processo de inventário.

A doação de cotas é feita, em geral, através de registro em cartório, após o pagamento do imposto sobre doações (ITCMD), no valor de 4%.
Imagine, por exemplo, a constituição de um fundo exclusivo de R$ 25 milhões.

O investidor determina que sejam criadas 5 cotas de 5 milhões. Com vistas ao processo sucessório de sua herança, o investidor determina que sejam doas cada cota a um de seus cinco filhos.

Todo o processo burocrático é eliminado dessa forma.

4. Vantagens na tributação

Um fundo exclusivo não paga Imposto de Renda sobre a movimentação de ativos dentro do fundo. Isto significa dizer que o fundo pode comprar e vender ações sem ter que pagar impostos no final de cada mês.

Comparativamente é diferente de uma pessoa física comprar e vender ações. Esta pessoa física terá que arcar com os impostos dessas transações e emitir DARFs todos os meses para pagar os impostos sobre eventuais ganhos que tiver.

Em meio à dificuldade fiscal por qual a união passa, o governo tentou modificar esta estrutura de cobrança e fez uma MP que instituía o pagamento do imposto sobre a diferença entre o custo de aquisição das cotas e o valor patrimonial em 31 de maio de 2018.

No entanto, para a felicidade de quem investe em fundos exclusivos, essa MP caduca em 08 de abril e dificilmente será votada até lá.

Portanto, pode ficar tranquilo no momento, esse benefício dos investimentos em fundos exclusivos continuará valendo, embora por mais que a vantagem ainda esteja posta, a precaução é sempre recomendada. Por isso fique sempre atento a mudanças nesse sentido.

Uma observação importante deve ser feita aqui: essas vantagens só valem para fundos fechados, pois em fundos abertos há a incidência do come-cotas semestral (com exceção de fundos exclusivos estruturados como FIA ou previdência privada, que são mais raros).

Apesar de parecer que faça pouca diferença essa incidência, a XP Investimentos simulou o impacto do come-cotas de um fundo de R$ 10 milhões com rentabilidade anual média de 8,75% a.a. ao longo de 10 anos. Veja o resultado abaixo:

Gráfico XP come cotas

Lembrando que fundos abertos são aqueles que a movimentação e aportes são ilimitados e, assim, permitem novos cotistas. Em fundos fechados, os aportes são feitos apenas duas vezes ao ano e o resgate é feito apenas no fim do fundo.

Via de regra, fundos abertos apresentam maior liquidez mas perdem essa benesse tributária.

5. Blindagem patrimonial

Algumas questões legais podem influenciar o patrimônio das pessoas, principalmente empresários ou alto executivos.

Imagine que uma empresa passe por dificuldades e tenha dividas a pagar.

A execução dessas dividas afetaria o patrimônio pessoal dos sócios da empresa. Imóveis, poupança, outras aplicações comuns, como CDB, seriam executadas e o sócio poderia perder uma parcela do seu patrimônio.

Para investimentos em fundos exclusivos, porém, essas execuções de dívidas não atingem o patrimônio investido nesse tipo de fundo. Daí que podemos dizer que essa aplicação é blindada, ou seja protegida, assim como a de um profissional e oferece um risco menor.

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Desvantagens dos Fundos Exclusivos

Desvantagens dos Fundos Exclusivos

Pelas vantagens, parece nítido que quem puder deveria aplicar em fundos exclusivos.

Mas duas desvantagens relevantes atuam para pensar bem antes de fechar o olho e constituir um fundo exclusivo.

1. Desvantagem tributária

“Espere aí! Lá em cima você falou em vantagem tributária, agora vem dizer que essa é uma desvantagem?”

Naturalmente eu também pensaria assim mas deixe eu explicar pois existem diferenças.

Lá em cima, como vantagem, citei que é possível fazer diversos investimentos dentro do fundo sem a incidência de IR. No entanto, no resgate o imposto é sempre pago.

A desvantagem aqui é que as aplicações isentas de IR, como LCI, LCA, LH, aluguéis de Fundos Imobiliários, entre outras perdem esse benefício. Esses bônus nesses investimentos são concedidos apenas a pessoas físicas.

Portanto se quiser contar com esses tipos de benefícios, talvez o fundo exclusivo não seja a melhor alternativa.

2. Alto custo

Assim como para fretar um jatinho é mais custoso do que ir de avião com outras pessoas, aqui a exclusividade também tem um preço.

Como qualquer negócio, abrir um fundo de investimento no Brasil não é a tarefa mais trivial do mundo. O fundo está sujeito a diversos custos como taxas para CVM e para a ANBIMA, além da necessidade de se contratar um auditor e um custodiante.

As famosas taxas de administração e performance (quando aplicável) também estão presentes nos fundos exclusivos.

Dessa forma, para viabilizar o fundo exclusivo, recomenda-se um capital mínimo de R$ 10 milhões, o que por si só, também pode ser considerada uma desvantagem.

Como investir em Fundos Exclusivos

Como investir em Fundos Exclusivos

Agora que já conhece as vantagens e desvantagens dos fundos exclusivos. Vamos passar a etapa de o que fazer para investir nesse tipo de fundo.

Apesar da exclusividade e flexibilidades que os fundos exclusivos dão, tenho que, como sempre, dizer que olhe muito bem as opções antes de aplicar.

Vimos uma diferença de R$ 600 mil quando citamos as desvantagens tributárias. Isso dá noção que a precaução é sempre bem-vinda.

Primeiramente, recomenda-se que a pessoa física ou jurídica disponha de um capital de 10 milhões para formar um fundo exclusivo.

Após essa etapa é preciso que o investidor defina quem será a gestora dos recursos, o administrador, o custodiante e a empresa que auditará o fundo. Aí sim, a próxima etapa é registrar o fundo na CVM e ANBIMA.

Se não faz ideia de como começar todo esse processo, pode nos contatar direto pelo formulário abaixo tirando suas dúvidas ou pedindo maiores informações:

Conclusão

Fundos exclusivos são opção interessante para grandes investidores.

A gestão é feita de maneira mais personalizada e focada a seus objetivos, e ainda assim, permite controle maior de seus investimentos.

Você ainda pode ter acesso à exclusividades que pessoas físicas não têm e facilitar o planejamento sucessório de heranças.

Mesmo assim, fique de olho em todas opções disponíveis no mercado e sempre tenha cautela com seus investimentos antes de tomar a decisão.

E se ficou com alguma dúvida adicional ou quer contribuir mais com o assunto, comente abaixo!

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O que é Fundo Exclusivo – Vale ou não a pena investir?
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