Economia

O volume de serviços prestados subiu 1,2% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou na manhã desta terça-feira, 13, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foto: envato
Transportes foi um dos grupos que puxou a alta da Pesquisa Mensal de Serviços de maio - Foto: Envato

No mês anterior, o resultado do indicador foi revisto de uma alta de 0,7% para avanço de 1,3%. O resultado de maio ficou dentro das estimativas dos analistas, que previam uma alta entre 0,30% e 2,00%, com mediana positiva de 1,00%.

Na comparação com maio do ano anterior, houve elevação de 23,0% em maio de 2021, já descontado o efeito da inflação. Nessa comparação, as previsões eram de uma elevação de 20,60% a 24,40%, com mediana positiva de 21,85%.

A taxa acumulada no ano de 2021 foi de elevação de 7,3%. Em 12 meses, os serviços acumulam queda de 2,2%. A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 1,1% em maio ante abril. Na comparação com maio de 2020, houve avanço de 25,4% na receita nominal.

Avanço nas atividades

Três das cinco atividades de serviços registraram avanços na passagem de abril para maio, segundo a pesquisa do IBGE.

Os destaques foram transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,7%) e serviços prestados às famílias (17,9%). Os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 1,0%. Na direção oposta, houve perdas em informação e comunicação (-1,0%) e no segmento de outros serviços (-0,2%).

O avanço de 1,2% no volume global de serviços prestados na passagem de abril para maio foi o mais intenso para essa época do ano dentro da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em 2011 pelo IBGE.

O resultado fez o setor de serviços acumular um ganho de 2,5% nos últimos dois meses seguidos de crescimento, recuperando parte do recuo de 3,4% registrado em março.

"Março cria uma base de comparação mais baixa", disseo gerente da pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo. "Depois da flexibilização, a partir de abril, a gente teve duas taxas positivas no setor de serviços, mas esse crescimento ainda não recupera aquela queda mais brusca no mês de março", ponderou.

O setor de serviços voltou a ultrapassar em maio o nível pré-pandemia, operando 0,2% acima do patamar de fevereiro de 2020. Em fevereiro de 2021 o setor de serviços já tinha ultrapassado o patamar pré-covid em 1,2%. "Nesse mês de maio, o setor de serviços ultrapassa pela segunda vez o patamar pré-pandemia", frisou Lobo.

Comparação anual

Todas as cinco atividades de serviços registraram avanços em maio de 2021 em relação a maio de 2020, conforme o levantamento do instituto.

 O volume do setor de serviços teve uma alta recorde de 23,0%, impulsionada por uma base de comparação extremamente baixa, uma vez que o setor estava bastante afetado pela crise sanitária em maio de 2020, ressaltou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

"Há pequena contribuição positiva da quantidade de dias úteis, um dia útil a mais para maio de 2021 do que em maio de 2020. Isso em geral traz ganhos para o setor de transportes e serviços profissionais e complementares, mas esse efeito é marginal, dado que a base de comparação de maio de 2020 é bastante deprimida", lembrou Lobo. "Todas as taxas setoriais também são as maiores da série, iniciada em janeiro de 2012 nessa base de comparação", completou.

Os serviços prestados às famílias cresceram 76,8% em maio de 2021 ante maio de 2020. Os transportes subiram 32,5%, serviços profissionais e administrativos aumentaram 15,9%, o segmento de outros serviços avançou 20,6%, enquanto informação e comunicação tiveram expansão de 14,2%.

O índice de difusão - que mostra o porcentual de serviços com crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior - alcançou 80,7% em maio, o mais elevado da série histórica iniciada em janeiro de 2012.

"Obviamente que a base de comparação é determinante para o entendimento dessa magnitude de serviços em alta", disse Lobo, acrescentando que, em maio de 2020, apenas 21,7% dos serviços investigados mostravam avanços em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A alta de 1,2% no volume de serviços prestados no País em maio ante abril fez o setor de serviços operar em patamar 0,2% superior ao de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. "Em fevereiro de 2021, os serviços estavam 1,2% acima do pré-pandemia", lembrou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE.

Os transportes passaram a operar 4,7% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020, enquanto os serviços prestados às famílias ainda estavam 29,1% abaixo. Os serviços de informação e comunicação estão 6,4% acima do pré-pandemia, e o segmento de outros serviços está 3,3% além. Os serviços profissionais e administrativos estão 2,7% abaixo do patamar de fevereiro de 2020.

Atividades turísticas

O agregado especial de Atividades turísticas cresceu 18,2% em maio ante abril. O resultado representa a segunda taxa positiva consecutiva, período em que acumulou um ganho de 23,3%, após uma queda de 26,5% em março, "mês em que houve mais limitações ao funcionamento de estabelecimentos considerados não essenciais", justificou o IBGE.

O segmento ainda precisa crescer 53,1% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020, no pré-pandemia.

Alta em todas as unidades da federação

Na passagem de março para abril, todas as 12 unidades da federação pesquisadas tiveram expansão, com destaque para São Paulo (30,3%), Rio de Janeiro (18,5%), Bahia (52,6%), Minas Gerais (34,3%), Rio Grande do Sul (46,9%) e Distrito Federal (49,3%).

Na comparação com maio de 2020, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil teve alta de 102,2% em maio de 2021, impulsionado pelo setor de transporte aéreo;restaurantes; hotéis; transporte rodoviário coletivo de passageiros; locação de automóveis; e serviços de bufê.

Todas as 12 unidades da federação onde o indicador é investigado mostraram avanços nos serviços de turismo nesse tipo de comparação, sendo os mais relevantes os desempenhos de São Paulo (84,8%), Rio de Janeiro (90,7%), Minas Gerais (80,5%), Bahia (200,3%), Pernambuco (158,8%) e Rio Grande do Sul (143,5%). / com Agência Estado

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