Economia

A inflação oficial de junho, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,53%, 0,30 ponto percentual abaixo da taxa de maio – 0,83%. Nos últimos 12 meses, acumula alta de 8,35%, acima dos 8,06% observados na mesma base de comparação do ano anterior.

No ano, o IPCA acumula alta de 3,77%. Em junho do ano passado, a variação mensal foi de 0,26%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 8.

Foto: envato
Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o de habitação exerceu maior impacto - Foto: Envato

Alta em 8 de 9 grupos

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços no período. O maior impacto (0,17%) veio de habitação, cujos preços subiram 1,10%. Na sequência, alimentos e bebidas (0,43%) e transportes (0,41%), cujos impactos foram de 0,09%.

A maior variação registrada no mês de junho foi no grupo vestuário, que acelerou 1,21% ante 0,92% contabilizado no mês de maio, contribuindo com 0,05%. A única categoria que recuou foi comunicação, com baixa de 0,12%.

Habitação

O resultado do grupo habitação – cuja alta foi menor do que no mês de maio (1,78%) - teve como principal influência a desaceleração da energia elétrica (1,95%) em relação ao mês anterior (5,37%). Mesmo assim, esse item exerceu o maior impacto individual no índice, de 0,09%.

Vale lembrar que, a partir de junho, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 6,243 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. E no mês anterior, foi aplicada a bandeira vermelha patamar 1, cujo acréscimo foi menor, de R$ 4,169.

Ainda no grupo, destacou-se a alta na taxa de água e esgoto (1,04%), aumento nos preços do gás de botijão (1,58%) e do gás encanado (9,63%).

Alimentos e bebidas

No grupo alimentos e bebidas, a alta de 0,43% ficou próxima a do mês anterior (0,44%). A alimentação no domicílio subiu de 0,23% em maio para 0,33% em junho, influenciada principalmente pela alta no preço das carnes (1,32%), que subiram pelo quinto mês consecutivo e acumulam alta de 38,17% em 12 meses.

Já a alimentação fora do domicílio desacelerou 0,66% em junho ante 0,98% de maio, principalmente por conta do lanche (0,24%), cujos preços haviam subido 2,10% no mês anterior. 

Transportes

No grupo dos transportes, de acordo com o IBGE,  a alta foi reflexo principalmente dos preços dos combustíveis, que subiram 0,87% e acumulam alta de 43,92% nos últimos 12 meses. Mais uma vez, o maior impacto (0,04%) veio da gasolina (0,69%), cujos preços haviam subido 2,87% em maio.

Os preços do etanol (2,14%) e do óleo diesel (1,10%) e do gás veicular (0,16%) também registraram elevação no período.

Ainda no grupo, os preços das motocicletas (0,90%), automóveis novos (0,51%) e automóveis usados (0,58%) também foram ajustados para cima em junho.

No lado das quedas, os preços das passagens aéreas recuaram 5,57% no mês, com impacto negativo de 0,02% no período.

Saúde e cuidados pessoais

Em saúde e cuidados pessoais (0,51% e 0,07%), o resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços dos planos de saúde (0,67%) e pelos itens de higiene pessoal (0,68%), ambos com 0,03% de impacto na inflação geral.

Alta em todas as regiões

Segundo o levantamento feito pelo IBGE, todas as áreas pesquisadas apresentaram variação positiva em junho. O maior índice foi registrado em Recife (0,92%) e o menor ocorreu em Brasília (0,17%)

INPC sobe 0,60%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,60% em junho, 0,36% abaixo do resultado de maio – 0,96%. No ano, o indicador acumula elevação de 3,95% e de 9,22% em 12 meses.

Os produtos alimentícios aumentaram 0,47% em junho, índice abaixo do obtido em maio – 0,53%. Já os não alimentícios subiram 0,64% ante 1,10% em maio.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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