Renda Variável

Investir em Bitcoin é uma prática que tornou-se recorrente no mercado, principalmente após 2017. Entretanto, alguns investidores ainda possuem receio em se aventurar no crescente mercado das criptomoedas.

Atualmente, existem diversas moedas digitais no mercado para aplicar. Porém, o Bitcoin é a de maior valor e a pioneira nessa área de investimentos. Todavia, antes de começar a aplicar neste tipo de fundo, o interessado deve conhecer melhor a criptomoeda.

O que é Bitcoin?

Como foi falado anteriormente, o Bitcoin é uma moeda digital descentralizada. Ou seja, ela não precisa da intervenção de nenhuma instituição monetária para funcionar. Em outras palavras, o investidor consegue movimentar sua criptomoeda livremente.

A moeda digital foi criada em 2007, por um ou mais programadores denominados Satoshi Nakamoto. Entretanto, seu grande sucesso aconteceu anos após sua criação, em 2013. Naquele ano, a cotação da moeda digital passou a crescer perante o dólar.

Inclusive, seu uso como moeda cresceu subsequentemente, passando a ser aceita como forma de pagamento. Aliás, no início, o Bitcoin só era utilizado em comércios clandestinos e ilegais.

Com o aumento da cotação e de seu uso, a criptomoeda tornou-se uma oportunidade de investimento. Inclusive, muitos pioneiros no mercado de moedas digitais tiveram grandes lucros com a alta.

Por conta disso, muitos investidores veem nesse mercado uma grande chance de obter lucros. Porém, antes de aplicar dinheiro na compra de bitcoins é necessário entender sobre a criptomoeda

Como funciona o Bitcoin?

Conforme vimos, o Bitcoin é uma moeda digital descentralizada. Entretanto, grande parte da população não sabe o que isso significa. Além disso, esse tipo de tecnologia influencia muito no funcionamento do dinheiro digital.

Toda a moeda existente no mundo possui uma agência reguladora, como o caso do Real. Neste exemplo, a moeda é regulada pelo Banco Central do Brasil, o BCB. Além disso, para realizar uma transação, é necessário a interferência de um banco ou empresa.

Ao utilizar o bitcoin, o usuário não necessita da interferência de governos ou instituições financeiras. Ou seja, é possível comprar, vender, transferir e utilizar as criptomoedas sem intermediários. Inclusive, não há a adição de taxas nem encargos bancários.

Os bitcoins também possuem outras diferenças ao dinheiro físico, eles são limitados. Enquanto moedas como real e dólar podem ser emitidas conforme a necessidade, o bitcoin não. Deste modo, apenas um número restrito de criptomoedas pode ser feito.

Essa limitação foi imposta no momento da criação do código do dinheiro digital. Assim sendo, apenas 21 milhões de criptomoedas podem ser emitidas. Além de restringir a quantidade de moedas virtuais, esse tipo de delimitação valoriza o bitcoin. 

Até 2019, cerca de 18 milhões de bitcoins haviam sido emitidos. Além disso, sua negociação acontece 100% pela internet, facilitando a descentralização. Inclusive, esse tipo de transação é feita pelo blockchain.

Este sistema é um banco de dados online onde ficam registradas todas as transações existentes. Além disso, ele aumenta a segurança ao realizar uma movimentação entre os usuários.

Por meio do blockchain os usuários de bitcoin tem certeza que sua transação foi realizada. Inclusive, essa tecnologia foi tão assertiva que passou a ser utilizada para outras funções.

Em resumo, o blockchain é uma espécie de livro bancário, onde registram todas as transações. Entretanto, ela funciona como uma cadeia de livros interligados. Nesses cadernos, está contida a informação da transação.

O diferencial é que no próximo livro estará a identidade do anterior junto com a sua. Ou seja, eles se interligam por meio dessa informação, tornando-se uma cadeia de informações transacionais. 

Todas inovações que a moeda digital trouxe fez com que ela se valorizasse no mercado. Por conta disso, muitos investidores passaram a aplicar no dinheiro digital.

Como investir em Bitcoins?

Atualmente, o grande sucesso da moeda possibilitou três modos diferentes de investir em bitcoins. Além disso, é necessário entender que há modos complexos e mais difíceis de adquiri-las.

O modo difícil de conseguir bitcoins é por meio da mineração. Apesar do nome, essa prática é bem diferente da mineração de pedras preciosas. Por meio de computadores, os mineradores de criptomoedas conseguem adquiri-las.

Para conseguir o bitcoin, o minerador empresta seu computador para validarem as transações. Inclusive, eles fazem esse serviço justamente para adquirir mais criptomoedas, semelhante a um emprego assalariado.

Após validarem o blockchain, os mineradores recebem bitcoins por seus serviços. Aliás, é deste modo que são criados os bitcoins, por meio das transações. Inclusive, este é o único modo de criar novas moedas.

Entretanto, como já foi dito anteriormente, existe um número limitado deste dinheiro digital. Deste modo, os outros métodos de adquirir bitcoins é por meio da compra de criptomoedas. 

Essa compra pode ser feita de duas maneiras: 

Comprar bitcoins diretamente de outras pessoas é uma forma mais perigosa de investir na criptomoeda. Por isso, para efetuar essa transação é necessário muito conhecimento sobre o assunto. 

Principalmente por conta da transação ser feita totalmente livre de intermédio de terceiros. Ou seja, não há garantias de que o investidor receba o dinheiro após a transferência. Por isso que muitos buscam a comercialização por meio das exchanges.

Essas empresas servem como um intermédio entre os compradores e os vendedores de bitcoin. Apesar de ser uma instituição que interfere na transação, alguns investidores buscam essa empresa. 

As corretoras auxiliam e garantem a segurança da transação. Entretanto, suas taxas são altas, comparadas à taxa do P2P, que é 0. Por isso há diversos investidores que preferem realizar a transação sozinho.

Nas exchanges as transações também acontecem de forma anônima e rápida, garantindo a segurança. Aliás, esse é o tipo mais fácil de aplicar em bitcoin.

Quanto rende o bitcoin? 

Em 2017 o bitcoin passou a ter grande valorização no mercado. Entretanto, nos últimos anos a valorização da criptomoeda foi gigantesca. Inclusive, seus valores fizeram ainda mais que os investidores buscassem esses investimentos.

Observando a cotação do dia 09/02, um bitcoin equivale a 46.412,10 dólares. Aliás, ao converter para o real, o valor é de R$250.364,91. Aliás, ao observar o ano de 2020 é possível notar a rentabilidade alta deste investimento.

No fechamento do mercado no dia 30/12/20, o rendimento do bitcoin foi 415% acumulado. Deste modo, o investimento na moeda digital liderou as aplicações. Inclusive, ao comparar com o segundo lugar, o ouro, torna-se notável o potencial da moeda.

Vale a pena investir em bitcoin?

No ano de 2020, o ouro teve valorização acumulada de 55,93%. Ou seja, aproximadamente ⅛ da valorização acumulada do Bitcoin no ano. Além disso, alguns fatores externos demonstram que vale a pena investir no bitcoin.

Entre eles, a desvalorização de diversas moedas frente a pandemia causada pelo covid-19. Além da doença, os países tiveram que injetar dinheiro próprio na economia, causando a depreciação. Inclusive, esse foi um dos fatores principais da queda das moedas.

Outro fator que faz com que esse investimento seja vantajoso é a sua escassez. Assim como foi dito anteriormente, o bitcoin possui um número limitado de criptomoedas. Deste modo, sua natureza deflacionária influência nos resultados obtidos.

Com a possível alta da demanda e a redução da oferta, a moeda tende a valorizar ainda mais. Além disso, os estabelecimentos que aceitam a criptomoeda como pagamento aumentam diariamente.

Sendo assim, investir em bitcoin ainda permanece como um negócio rentável em fevereiro de 2020 a moeda valia pouco mais de US$ 9.500, hoje está em US$ 53 mil. Ou seja, são 457%, nada no mercado valorizou tanto.

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