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ZEBRA (Zero Basis Risk Swap)

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:01/11/2021 às 06:06 - Atualizado um mês atrás
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O que é ZEBRA?

ZEBRA (ou Zero Basis Risk Swap) é um tipo de operação financeira realizada entre uma cidade e uma instituição financeira, com o intuito de proteger o ente público das oscilações de fluxo de caixa, ao emitir dívida.

Para financiar projetos de interesse público, uma das maneiras que um município tem de levantar dinheiro é emitir títulos de dívida pública, fixando os retornos em função de taxas de juros variáveis.

Porém, se essas taxas de juros subirem demais, isso pode causar prejuízos ao pagador. Como lidar com essa situação?

Como funciona o ZEBRA?

Primeiro, vamos entender a que tipo de operação financeira estamos nos referindo, conhecida por swap.
 
Basicamente, um swap é uma operação de proteção de capital através da troca de dívidas de taxas variáveis por taxas fixas, ou vice-versa.

Então, imagine que uma empresa varejista comprará, dentro de um mês, um lote de aparelhos eletrônicos no valor de US$200 mil.

Suponhamos que o dólar esteja valendo R$ 5, inicialmente. Fazendo a conversão, o valor a ser pago pela empresa seria de um milhão de reais.

Porém, preocupado com as variações bruscas que o dólar vem sofrendo, o dono da empresa entra em acordo com o banco: ele deposita agora o valor de um milhão de reais, com a promessa de receber US$200 mil em um mês, independentemente de quanto o dólar estiver custando.

Esta é uma operação de swap cambial. 

Inclusive, caso o dólar suba para R$ 5,10, a empresa não precisará desembolsar mais para fazer sua aquisição. Caso caia para R$4,90, a empresa perde um pouco, em troca de garantir a transação.

Por que um município faria uma operação de ZEBRA?

A emissão de dívidas capta dinheiro dos investidores que procuram retornos mais seguros. De fato, o procedimento se assemelha mais a um empréstimo que à compra de ações.

Quando um município capta recursos dessa maneira, ele pode indexar o pagamento aos credores com base no CDI, uma taxa variável, somado a uma parcela fixa (exemplo: CDI+2%).

Porém, caso o valor do CDI suba, o município ficará exposto a prejuízos e à falta de caixa. Nesse cenário, surge a possibilidade de fazer uma operação de swap com uma instituição financeira (para o município, o swap ZEBRA).

O intuito é pagar ao banco uma taxa fixa por mês, aumentando a previsibilidade do fluxo de caixa e repassar o risco da volatilidade do CDI ao banco, que pagará ao município um valor variável.

Qual a importância do ZEBRA?

No swap de ZEBRA, o município estabelece com o banco o pagamento de uma taxa fixa, porém a parte variável a receber será exatamente a mesma do título emitido.

Dessa forma, o risco base do município é zero — zero basis. Ou seja, os juros a pagar aos credores e os juros que receberá do banco têm exatamente o mesmo valor.

Confuso? Vamos a um exemplo prático!

A cidade de Jacutinga precisa financiar o novo hospital público e decide emitir dívidas para captar recursos, no valor de R$ 500 mil. O retorno aos credores é definido em CDI+2%. Com a taxa do CDI em 5%, nesse exemplo, temos um retorno inicial de 7%.

Preocupada com a variação do CDI e a fim de aumentar a previsibilidade dos gastos, a cidade decide entrar em acordo com uma instituição financeira: ela pagará uma porcentagem de 7,1% fixa e receberá, do banco, uma taxa de CDI+2% (variável). Ou seja, fará um swap.

Assim, se o CDI subir, o município garante o pagamento dos credores. Se cair, o município sairá em pequena desvantagem.

Porém, como a taxa recebida é igual à taxa paga aos compradores de títulos, o risco base da operação é zero, daí o nome ZEBRA, ou Zero Basis Risk Swap.

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