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Termos começando com "Z"

  • Z-Test

    O que é Z-Test? Um Z-Test é um teste de estatística utilizado para determinar se duas médias populacionais são diferentes quando o tamanho da amostra é grande e as variantes conhecidas. Nele, é presumido que a estatística de teste tenha uma distribuição normal e parâmetros de incômodo — como desvio padrão — devem ser conhecidos para que uma testagem precisa seja realizada. Tanto o Z-Test quanto o T-Test — de Student — possuem semelhanças, já que os dois ajudam a determinar o significado de um conjunto de dados. No entanto, o primeiro deles raramente é utilizado na prática porque o desvio populacional pode ser muito difícil de ser determinado. Como o Z-Test funciona? O Z-Test é um teste de hipótese em que a estatística Z segue uma distribuição normal. Ele é melhor usado em amostras maiores que 30 porque à medida em que o número de amostras aumenta sob o Teorema do Limite Central (TLC), elas são consideradas aproximadamente normalmente distribuídas. Ao realizar um Z-Test, as hipóteses alternativas e nulas Alfa e Z-Score devem ser declaradas. O próximo passo é calcular a estatística do teste para que tanto os resultados quanto a conclusão sejam declarados. O Z-Score — ou estatística Z — é um número que representa quantos desvios padrão acima ou abaixo da média da população é uma pontuação derivada diretamente de um Z-Test. Alguns exemplos de testes que podem ser realizados com um Z-Test incluem o teste de localização de uma e de duas amostras, uma estimativa de máxima verossimilhança e um teste de diferença pareado. Aqui, é preciso frisar que os Z-Tests estão intimamente relacionados aos T-Tests, mas essa segunda opção geralmente é melhor executada quando um experimento tem um tamanho de amostra pequeno. Como seria um exemplo de Z-Test em uma amostra? Vamos supor que um investidor queira testar se o retorno médio diário de uma ação possa ser superior a 3%. Uma amostra aleatória simples de 50 retornos é calculada e apresenta uma média de 2%. Suponhamos também que o desvio padrão dos retornos seja de 2,5%. O que significa que a hipótese nula é quando a média é igual a 3%. Por outro lado, a hipótese alternativa acontece se o retorno médio for maior ou menor que 3%. Vamos supor que um Alfa de 0,05% seja selecionado com um teste bicaudal. Consequentemente, vai haver 0,025% das amostras em cada uma delas e o Alfa tem um valor crítico de 1,96 ou -1,96. Se o valor de Z for maior que o primeiro número ou menor que o segundo, a hipótese nula é rejeitada. O valor de Z nesses casos é calculado ao subtrair o valor do retorno médio diário selecionado para o teste — ou 1% nesse caso — da média observada das amostras. Em seguida, é preciso dividir o valor desse resultado pelo desvio padrão dividido pela raiz quadrada do número de valores observados. Nesse exemplo, a fórmula apresentaria o seguinte resultado: (0.02 - 0.01) ÷ (0.025 ÷ √ 50) = 2.83 O investidor, então, rejeitaria a hipótese nula, uma vez que o valor de Z é superior a 1,96 e conclui que o retorno médio diário é superior a 1%. Qual a diferença entre o Z-Test e o T-Test? Como dito anteriormente, os Z-Tests estão intimamente relacionados aos T-Tests, mas esses últimos são melhores executados quando um experimento apresenta um tamanho de amostra pequeno — menor que 30, nesses casos. Além disso, o T-Test assume que o desvio padrão é desconhecido, enquanto o Z-Test assume que ele é conhecido. Se o desvio padrão da população for desconhecido, mas o tamanho da amostra for igual ou superior a 30, então a suposição de que a variância da amostra é igual à variação da população, que é feita ao utilizar o Z-Test.

    24/05/2022
  • Zakat

    O que é Zakat? O Zakat é uma das práticas que moldam o Islã, uma das maiores religiões existentes no mundo. Os adeptos ao Islamismo são chamados de muçulmanos, portanto, se trata de uma prática cultural. Essa prática consiste na doação anual de bens materiais ao mais necessitados, sendo exigida pelo Islã as pessoas que obtém 85 gramas de ouro ou mais ao longo de 12 meses. A doação deve ser de, no mínimo, 2,5% do valor total. Em dezembro de 2019, por exemplo, 85 gramas de ouro equivaliam aproximadamente a 4.000,00 dólares ou 16.700,00 reais. A doação pode ser feita em dinheiro, em animais de valor, produtos agrícolas ou minérios preciosos. Não é costume de um país específico, mas de todos aqueles que praticam a religião onde quer que estejam - embora existam, sim, países onde a doação é recolhida obrigatoriamente pelo Estado, tais como Malásia, Líbia, Paquistão, Sudão, Arábia Saudita e Iêmen. Outras regiões, como Bahrein, Jordânia, Bangladesh, Líbano, Egito, Indonésia, Irã, Kuwait e Emirados Árabes, permitem que a doação sejam feita voluntariamente.  Qual é a origem do Zakat? A origem do Zakat vem do Alcorão, livro sagrado do Islã. Nele, há escrituras que dizem:  "Praticai a oração, pagai o zakat e inclinai-vos, juntamente com os que se inclinam". "Crede em Allah e em Seu Mensageiro, e fazei caridade daquilo que Ele vos fez herdar. E aqueles que, dentre vós, crerem e fizerem caridade, obterão uma grande recompensa". "Quanto àqueles que entesouram o ouro e a prata, e não os empregam na causa de Allah, anuncia-lhes (ó Muhammad) um doloroso castigo". Além disso, os muçulmanos também consideram os ensinamentos do Profeta Muhammad como sendo palavras instruídas por Allah, divindade cultuada pelo Islã. Dentre tais ensinamentos, fala-se muito sobre a importância do Zakat. Fato é que, para os muçulmanos, toda riqueza pertence primeiramente a Allah. Sendo assim, é justo partilha-la entre todos aqueles que nele acreditam e o veneram, a fim de que os bens materiais não sejam utilizados para enaltecer o ego do homem, mas para a conquista da pureza espiritual. Os muçulmanos acreditam, ainda, que a prática do Zakat implica inúmeras bençãos de Allah sobre suas vidas, e que o contrário - ou seja, a recusa da doação - poderá implicar em dolorosos castigos divinos.  Podem receber as doações provenientes do Zakat muçulmanos que estejam desempregados, que não possuem renda suficiente para sustentar a família, que vivem de caridade, recém-convertidos ao Islamismo, escravos que desejam se libertar, pessoas que possuem dívidas, que estejam à frente de iniciativas cultas a Allah ou aqueles que precisam viajar de volta para sua terra. O Zakat é capaz de influenciar a economia de um país? Conforme falamos anteriormente, são poucos os países que recolhem o Zakat de maneira obrigatória. Ainda assim, tais doações já foram capazes de erradicar a pobreza em regiões Islâmicas.  A influência não acontece de maneira direta, principalmente porque as riquezas arrecadadas não são utilizadas para fins públicos. Como você pôde perceber no tópico anterior, elas são destinadas a pessoas com dificuldades específicas. Entretanto, a prática do Zakat é vista com bons olhos pelos líderes de países Islâmicos, como uma espécie de prática filantrópica que assegura a resolução de questões humanitárias. Contando com o auxílio das doações, a renda de alguns países pode ser investida em problemas coletivos. Quando as necessidades humanitárias são atendidas, a população é capaz de viver em harmonia, possibilitando que os recursos financeiros não sejam desperdiçados com resolução de conflitos, mas que sejam investidos em melhorias de condições já existentes. Dessa forma, o Zakat é capaz de auxiliar indiretamente o fluxo econômico de um país islâmico.

    16/05/2022
  • Z-Bond: saiba o que é e como funciona

    O que é um Z-Bond? Um Z-bond, também conhecido como vínculo de acumulação, é um tipo de título comumente utilizado em obrigações hipotecárias colateralizadas (CMO). Ou seja, trata-se de uma negociação financeira no qual os investidores recebem parte de todo montante que é produzido através de diversos empréstimos hipotecários. A remuneração de um título Z é composta pelos juros acrescidos ao valor principal após a finalização de tais obrigações hipotecárias. Em outras palavras, é caracterizado por ser a última parcela de uma CMO. Além disso, os títulos Z, ou Z-Bonds são aplicações que envolvem maior risco aos investidores, uma vez que são categorizadas como investimentos especulativos lastreados em hipotecas. Cabe ainda destacar que um Z-Bond nada mais é do que uma transação bastante volátil, afinal, seu valor de mercado pode flutuar bastante. Em contrapartida, quando são compensados, os Z-bonds refletem em um maior volume financeiro — já que os juros tendem a se acumular ao longo das hipotecas. O que são obrigações hipotecárias colateralizadas? As obrigações hipotecárias colateralizadas são títulos hipotecários de dívida, negociados conforme o perfil de risco e o seu vencimento. Na prática, uma CMO consiste em várias parcelas ou grupos de hipotecas que distribuem os pagamentos de juros aos investidores segundo as regras e/ou acordos previamente estabelecidos. Uma característica inerente à CMO é que elas são mais sensíveis às eventuais alterações nas taxas de juros ou, ainda, as variações do cenário econômico — sobretudo em relação às taxas fixadas no caso da venda de imóveis, como as taxas de hipoteca, refinanciamento, etc. Por isso, trata-se de instrumentos financeiros um pouco complexos. Como funciona o Z-Bond? Um Z-Bond pode ser classificado como um tipo de investimento especulativo e, portanto, trata-se de uma modalidade que envolve alguns riscos para os investidores. Basicamente, eles são títulos lastreados em hipotecas, cuja garantia passa diretamente pela confiança do credor na capacidade do tomador em realizar a liquidação dos títulos de hipotecas. Nesse sentido, caso haja a inadimplência e, consequentemente, não haja uma liquidação dos títulos, os investidores que possuem o título Z acabam perdendo dinheiro, acumulando prejuízos importantes. Porém, aqueles que investirem em outras parcelas de CMO’s, por exemplo, poderão recuperar o investimento aplicado. Por fim, é válido ressaltar que o Z-Bond normalmente é pago após a quitação de todas as demais parcelas. Sendo assim, eventualmente o investidor deste tipo de título tende a ser aquele que mais acumula perdas. Apesar disso, é a inclusão dos títulos Z que permite o aumento da confiança nas demais parcelas da obrigação hipotecária colateralizada. Como minimizar os riscos atrelados ao Z-Bond? Uma parcela considerável da emissão de títulos lastreados em hipotecas se dá através de organizações federais ou entidades atreladas ao Governo. Sendo assim, tratam-se de aplicações garantidas pelo próprio governo, através do Tesouro Nacional. Exatamente por isso, são considerados títulos de baixo risco — muito embora, neste caso, a rentabilidade também tenha tendência a ser menor. Por outro lado, entidades que são apoiadas pelo governo, por sua vez, não contam com as mesmas garantias. Isso porque, embora se possa aplicar valores através de tais entidades em favor do Tesouro, o governo não é obrigado a destacar fundos de resgate para o caso da impossibilidade do cumprimento dos compromissos financeiros estabelecidos. Portanto, trata-se de uma alternativa mais arriscada, apesar de não ser um risco considerado alto. Por fim, é também importante destacar que uma parte dos títulos lastreados em hipotecas tem origem em companhias privadas, tais como bancos de investimentos e demais instituições financeiras. Diante disso, é também válido saber que esse tipo de título envolve um risco maior, uma vez que o Governo não tem qualquer obrigação em oferecer garantias — e os emissores não podem recorrer ao Tesouro Nacional.

    24/02/2022
  • Zero cupon bond: o que é e como funciona

    O que é Zero Coupon Bond? Também chamado de título de cupom zero, o Zero Coupon Bound nada mais é do que uma espécie de título de renda fixa que não apresenta uma taxa de juros a ele atrelada, mas refere-se a um desconto sobre o montante no qual o pagamento de juros é calculado. Em outras palavras, os títulos de cupom zero são aqueles que não incidem taxas durante o investimento, porém, oferecem descontos consideráveis sobre seu valor nominal que, por sua vez, representa quanto determinado investidor poderá resgatar ao final da aplicação. Como funciona Zero Coupon Bond? De modo geral, os títulos de cupom zero se configuram por duas características distintas: eles podem ser emitidos desde o início ou, ainda, se tornarem instrumentos de cupom zero no decorrer da aplicação. Sendo assim, tal opção é especialmente positiva para quem busca maior segurança sobre a aplicação, uma vez que é possível conhecer, de antemão, sua rentabilidade. No Brasil, o principal exemplo de título de cupom zero passa diretamente pelos títulos públicos de taxas prefixadas, ou seja, os investimentos em Letras do Tesouro Nacional (LTN). Isso porque, em geral, esse tipo de aplicação é considerado de baixo risco, além da sua rentabilidade ser conhecida antecipadamente. Assim como os demais títulos de cupom zero, porém, para garantir 100% da rentabilidade e receber o valor de face, o investidor deve levar o título até seu vencimento. Outro cuidado que merece atenção em relação ao Zero Coupon Bond é que, em função dos pagamentos integrais apenas no vencimento, os títulos podem sofrer a influência das flutuações de preços, principalmente se comparado aos títulos com pagamento de cupom, por exemplo. Cálculo do preço de Zero Coupon Bond O preço de um Zero Coupon Bond pode ser estabelecido segundo a fórmula: Preço = M / (1 + r)n Em que temos os seguintes fatores: M = valor de vencimentos ou valor de face do título;r = taxa de juros anual;n = número de anos até o vencimento. Cabe ressaltar que, quando utilizada a taxa de juros mensal, o “n” deve ser expressado em número de meses, não sendo, portanto, o cálculo referente ao período anual, conforme destacado na fórmula. Para tornar mais simples o entendimento do cálculo do preço de Zero Coupon Bond, confira um exemplo prático: Tendo em vista um título cujo vencimento se dará em dois anos e, sendo seu valor de face igual a R$ 10 mil, o seu valor de compra será o seguinte — considerando um retorno anual de 5%: Preço = R$ 10.000 / (1 + 0,05)² = R$ 9.070 Portanto, o título poderá ser negociado em favor dos investidores a R$ 9.070, isto é, aproximadamente 90% do valor nominal, caso o devedor concorde, é claro, com a oferta. Nesse contexto, o investidor terá, após o vencimento, R$ 930,00 (10.000 - 9.070), o que representa um retorno anual de 5%. Portanto, pode-se entender que, ao passo que se aumenta o tempo de amadurecimento do título, menor será o custo para o investidor que desejar pagar por ele, ou vice-versa. Pontos críticos do Zero Coupon Bond Por se tratar de títulos cujo pagamento se dá apenas com o encerramento da aplicação, em geral, esse tipo de aplicação tem maior rentabilidade, quando comparada às demais modalidades. No entanto, alguns fatores devem ser observados, especialmente em relação às datas de vencimento. Isso ocorre porque os títulos de cupom zero normalmente são aplicações de longo prazo, cuja liquidez inicial é de 10 anos ou mais. Por outro lado, o Zero Coupon Bond pode ser aplicado em metas de longo prazo, como um fundo de reservas para a educação dos filhos pequenos, por exemplo. Outro aspecto que deve ser analisado, é a cobrança do IR, uma vez que tais títulos estão sujeitos ao fisco.

    18/02/2022
  • ZEBRA (Zero Basis Risk Swap)

    O que é ZEBRA? ZEBRA (ou Zero Basis Risk Swap) é um tipo de operação financeira realizada entre uma cidade e uma instituição financeira, com o intuito de proteger o ente público das oscilações de fluxo de caixa, ao emitir dívida. Para financiar projetos de interesse público, uma das maneiras que um município tem de levantar dinheiro é emitir títulos de dívida pública, fixando os retornos em função de taxas de juros variáveis. Porém, se essas taxas de juros subirem demais, isso pode causar prejuízos ao pagador. Como lidar com essa situação? Como funciona o ZEBRA? Primeiro, vamos entender a que tipo de operação financeira estamos nos referindo, conhecida por swap. Basicamente, um swap é uma operação de proteção de capital através da troca de dívidas de taxas variáveis por taxas fixas, ou vice-versa. Então, imagine que uma empresa varejista comprará, dentro de um mês, um lote de aparelhos eletrônicos no valor de US$200 mil. Suponhamos que o dólar esteja valendo R$ 5, inicialmente. Fazendo a conversão, o valor a ser pago pela empresa seria de um milhão de reais. Porém, preocupado com as variações bruscas que o dólar vem sofrendo, o dono da empresa entra em acordo com o banco: ele deposita agora o valor de um milhão de reais, com a promessa de receber US$200 mil em um mês, independentemente de quanto o dólar estiver custando. Esta é uma operação de swap cambial.  Inclusive, caso o dólar suba para R$ 5,10, a empresa não precisará desembolsar mais para fazer sua aquisição. Caso caia para R$4,90, a empresa perde um pouco, em troca de garantir a transação. Por que um município faria uma operação de ZEBRA? A emissão de dívidas capta dinheiro dos investidores que procuram retornos mais seguros. De fato, o procedimento se assemelha mais a um empréstimo que à compra de ações. Quando um município capta recursos dessa maneira, ele pode indexar o pagamento aos credores com base no CDI, uma taxa variável, somado a uma parcela fixa (exemplo: CDI+2%). Porém, caso o valor do CDI suba, o município ficará exposto a prejuízos e à falta de caixa. Nesse cenário, surge a possibilidade de fazer uma operação de swap com uma instituição financeira (para o município, o swap ZEBRA). O intuito é pagar ao banco uma taxa fixa por mês, aumentando a previsibilidade do fluxo de caixa e repassar o risco da volatilidade do CDI ao banco, que pagará ao município um valor variável. Qual a importância do ZEBRA? No swap de ZEBRA, o município estabelece com o banco o pagamento de uma taxa fixa, porém a parte variável a receber será exatamente a mesma do título emitido. Dessa forma, o risco base do município é zero — zero basis. Ou seja, os juros a pagar aos credores e os juros que receberá do banco têm exatamente o mesmo valor. Confuso? Vamos a um exemplo prático! A cidade de Jacutinga precisa financiar o novo hospital público e decide emitir dívidas para captar recursos, no valor de R$ 500 mil. O retorno aos credores é definido em CDI+2%. Com a taxa do CDI em 5%, nesse exemplo, temos um retorno inicial de 7%. Preocupada com a variação do CDI e a fim de aumentar a previsibilidade dos gastos, a cidade decide entrar em acordo com uma instituição financeira: ela pagará uma porcentagem de 7,1% fixa e receberá, do banco, uma taxa de CDI+2% (variável). Ou seja, fará um swap. Assim, se o CDI subir, o município garante o pagamento dos credores. Se cair, o município sairá em pequena desvantagem. Porém, como a taxa recebida é igual à taxa paga aos compradores de títulos, o risco base da operação é zero, daí o nome ZEBRA, ou Zero Basis Risk Swap.

    01/11/2021
  • ZCash

    O que é Zcash? Zcash, outrora Zerocoin, é uma moeda digital similar ao Bitcoin, mas com melhorias relacionadas à privacidade de transação. O Bitcoin (BTC), que é a criptomoeda mais conhecida, tem entre suas propriedades a significante transparência da rede. Qualquer pessoa, acessando a rede da moeda, pode descobrir de onde e para onde foram enviadas quantidades monetárias. Esse procedimento, apesar de muito trabalhoso, possibilita o rastreamento dos valores contidos em cada carteira de Bitcoin e, possivelmente, até seus proprietários. A Zcash, sob o código ZEC, vem com a ideia de eliminar a rastreabilidade da moeda, aumentando a segurança dos usuários por meio do anonimato. Ela utiliza um protocolo de verificação de informações que dispensa essa identificação. Como e por que surgiu a Zcash? Tendo em vista a propriedade de rastreabilidade do Bitcoin, a Zerocoin Electric Coin Company criou a Zerocoin — que foi renomeada para Zcash, posteriormente.  O código do BTC é aberto para quem quiser copiar. Isso permite qualquer pessoa fazer uma ramificação, ou fork, da moeda, adicionando propriedades particulares e criando a sua própria. Assim, o desafio do grupo da Zerocoin Company era o de possibilitar que uma blockchain — rede descentralizada que valida as operações financeiras das criptomoedas —  fizesse seu trabalho sem requerer informações prévias das partes. A solução foi adicionar ao código o protocolo zk-SNARK, que vamos explicar agora. Como funciona o protocolo da Zcash? Ainda parece confuso? De fato, compreender o mundo das criptomoedas pode ser um pouco complicado para os iniciantes. Vamos a uma explicação rápida de como o blockchain funciona e entenderemos, a seguir, o protocolo zk-SNARK. Como funciona o blockchain Um blockchain é um conjunto de computadores de alto poder de processamento. Qualquer pessoa ao redor do mundo pode fornecer esse poder computacional à rede, tornando-a descentralizada. Essas unidades de processamento são responsáveis, entre outras funções, em informar se uma operação financeira é válida, ou seja, se um pagador realmente possui o valor em moedas que precisa para realizar um pagamento, através do seu histórico de transações. Feita a transação, o histórico registra o débito em uma carteira, registra o acréscimo em outra e o sistema distribui essa informação para todos os outros computadores, que são chamados de nodos. Benefícios do zk-SNARK ao Zcash No caso do Bitcoin, essa verificação é feita com informações fornecidas automaticamente pelo pagador e pela verificação do seu histórico, fator que impede a privacidade total do sistema. Já no Zcash, o zk-SNARK é como um robô que dá uma “espiadinha” na carteira do pagador. Esse robô tem acesso ao histórico de transações e pode ver quanto cada carteira tem, mas não pode dizer quem é o dono.  Ou seja, quando alguém vai receber uma quantia, pergunta-se ao robô: “o pagador tem essa quantia para pagar mesmo?”. Ele, então, responde “sim” ou “não”, sem dizer a origem do dinheiro.  Vale dizer que essa funcionalidade pode ser ativada ou desativada conforme a vontade do usuário. Quais as vantagens e desvantagens do Zcash? A tecnologia do zk-SNARK é um acessório importantíssimo para pessoas preocupadas com sua privacidade.  Como todo recurso, porém, ele pode ser usado para o bem ou para o mal. Enquanto pode ser um instrumento de defesa contra bisbilhoteiros, pode servir muito bem para criminosos. Bem como o Bitcoin, o ZEC vem se valorizando bastante, porém com a volatilidade típica dos criptoativos. Além disso, até segunda ordem, sua popularidade será menor que a do Bitcoin. Por fim, a moeda tem um criador conhecido: Zooko Wilcox, CEO da Zerocoin Electric Coin Company. Diferente do que acontece no Bitcoin, pois o seu criador — ou criadores — ainda está em anonimato.  Afinal de contas, havendo uma figura pública a ser atingida, a moeda pode sofrer influências, sobretudo políticas, tornando a Zcash mais vulnerável às crises.

    29/10/2021
  • ZOPA (Zone Of Possible Agreement)

    O que é ZOPA? ZOPA (ou Zona de Possível Acordo) é o termo que define o espectro de condições que possibilitam o fechamento de um negócio, de modo que seja vantajoso para ambas as partes. Negociações são um assunto de alta importância para empresas e vendedores, que geralmente pretendem maximizar seus lucros e minimizar custos. Do outro lado, porém, existe um fornecedor ou comprador com as mesmas ambições. E é considerando que cada parte de um acordo tem seus interesses, que bons profissionais da área procuram chegar a um ponto ótimo. Mas como fazê-lo? Como chegar ao ZOPA? Suponhamos que João queira comprar um carro de Maria.  Maria sabe que, pela tabela FIPE, seu Gol 1998 vale, aproximadamente, R$ 7500. Por outro lado, sabe também que seu carro tem baixa quilometragem, bom estado de conservação e é uma modelo muito popular no Brasil.  Ela está disposta a vender entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. Já João, que recentemente conseguiu um emprego, não tem muita preferência pela marca. Mas ele tem certa urgência na aquisição e gostaria de um produto barato, que não lhe traga dores de cabeça.  Ele tem R$ 5 mil guardados e poderia parcelar até R$ 9 mil. Temos aqui definições de valores importantes. Maria tem uma faixa de preço e João tem uma necessidade e um caixa disponível. O desafio agora é conversar para definir um bom preço para os dois. Temos aqui nosso ZOPA: algum valor entre R$ 8 mil e R$ 9 mil, à vista ou a prazo. Agora, a questão é chegar em um consenso, se possível. Variáveis de negociação Em resumo, para se chegar ao ZOPA, é necessário que haja a intersecção entre os valores máximo e mínimo que cada parte deseja. Além do valor, outros fatores podem ser usados para negociar, como formas de pagamento, fretes, brindes e garantias.  De forma geral, qualquer elemento que agregue valor ao negócio, seja ele precificável ou não, pode ser usado como instrumento. João, por exemplo, está focado na urgência, enquanto Maria está com o olhar voltado para a qualidade do bem.  Quais são os elementos principais do ZOPA? Percebemos, nesse exemplo, dois elementos aqui presentes: tanto Maria quanto João tinham um preço ideal em mente.  Devido à existência de outros elementos negociáveis, delimitaram um preço de reserva — a ser sugerido caso não cheguem a um acordo de imediato. Porém, se João não estivesse disposto a pagar mais que a tabela FIPE, Maria recorreria ao seu BATNA (Best Alternative to a Negotiated Agreement) ou Melhor Alternativa de Acordo Negociado. Ela procuraria outro comprador disposto a pagar pelo menos esse valor. João, da mesma forma, recorreria ao seu BATNA e procuraria um carro mais usado por um preço menor. Como melhorar meu ZOPA? Conhecer suas próprias necessidades e valorizar seu produto, serviço ou capital são os primeiros passos. Afinal, sem uma base, qualquer preço serve. Algumas técnicas de negociação podem ser úteis. A ancoragem, ou seja, colocar um valor inicial mais vantajoso para você, é uma forma de começar bem a conversa. Ter um BATNA, isto é, um plano B bem definido, também ajuda a respeitar seus próprios limites para não sair em desvantagem. Agora que você tem clareza dos seus interesses, é importante ser empático com os interesses do outro.  Entendendo as ambições e gargalos alheios, é mais fácil conduzir a negociação, aumentar a percepção do que você tem em mãos e desvalorizar o plano B da outra parte, aumentando a necessidade de fechar negócio com você. Por fim, muito cuidado ao declarar suas condições mínimas: elas podem ser usadas contra você. Bons negociadores ainda podem gerar prejuízo. Sem ZOPA, sem negócio.

    15/09/2021
  • Zero Lower Bound

    O que é Zero Lower Bound? O Zero Lower Bound - ou "limite inferior a zero", quando traduzido para o português - representa uma estratégia aplicada pelo Banco Central à política monetária de seu país, com objetivo de estimular o crescimento ou a desaceleração econômica. O Zero Lower Bound está diretamente relacionada a taxa de juros no curto prazo. Como a tradução sugere, essa estratégia consiste na redução das taxas para um limite inferior a zero. É certo que, quanto mais baixo for um percentual inflacionário, mais propício será o aumento nos níveis de consumo, uma vez que os bancos poderão ofertar empréstimos sem que a população precise pagar por altas taxas de juros nesse processo. Do contrário, quando há consumo excessivo e determinada moeda se torna hipervalorizada, o Zero Lower Bound pode ser aplicado como forma de contenção a essa flutuação cambial. Afinal, uma moeda muito cara pode ser prejudicial as atividades de exportação e importação de um país, afetando todo o comércio internacional de bens e serviços. Portanto, o Zero Lower Bound é uma estratégia que busca equilíbrio econômico, seja pelo mercado financeiro estar muito parado, ou excessivamente acelerado. Históricos de Zero Lower Bound O primeiro país a aderir tal estratégia foi o Japão, através do Bank of Japan (BOJ), na década de 90. Na época, e economia global estava enfraquecida, portanto o Zero Lower Bound foi aplicado com objetivo de estimular os níveis de consumo. Posteriormente, estimulado pela Crise de 2008, o Banco Central da Suécia (Sveriges Riksbank) adotou a mesma medida, reduzindo as taxas de juros para -0,25%. Na mesma época, o Banco Central Europeu (BCE) também adotara o Zero Lower Bound. Não há como negar que, para aquele momento, foi uma medida eficaz - mesmo trazendo outros riscos e consequências a política monetária no longo prazo. Sendo assim, outros bancos passaram a utilizam o Zero Lower Bound além de qualquer crise financeira. O Banco Central da Suíça (Swiss National Bank - SNB), por exemplo, foi um dos primeiros a utilizar o limite inferior a zero como medida de contenção contra a hipervalorização da moeda local, mantendo as taxas de juros em -0,75% durante certo período. Como o Zero Lower Bound funciona? Para que dê certo, o Zero Lower Bound precisa estar permeado por outras estratégias a fim de que não tenha um efeito negativo a longo prazo. Entre tais estratégias estão a forward guidance (orientação futura) e as balance sheet policies (políticas de balanço). A forward guidance consiste no posicionamento que o Banco Central oferece ao público quando reduz as taxas de juros num limite inferior a zero. Esse posicionamento é feito através de um comunicado ou de uma nota oficial, justificando a aplicação do Zero Lower Bound e gerando expectativas para o futuro. Essas expectativas ajudam a manter o fluxo econômico, uma vez que diversos tipos de investimentos, por exemplo, são feitos a partir de especulações sobre situações futuras. De certa forma, o mercado se prepara para funcionar de acordo com o posicionamento do Banco Central. As balance sheet policies, por sua vez, são opções secundárias utilizadas para que os bancos mantenham seus balanços considerando composições variadas. Nessa estratégia, utiliza-se o que chamamos de expansão quantitativa (Quantitative Easing - QE). De acordo com a QE, incrementos na base monetária que estão sob controle do Banco Central, devem estimular a uma demanda agregada, como o resgate de dívidas de longo prazo, por exemplo. Essa ação seria eficaz para a expansão econômica. Por essa razão, é comum que bancos em situação de Zero Lower Bound se restrinjam a comprar apenas títulos do governo, objetivando a expansão deliberada de sua base monetária.

    05/07/2021
  • Z Spread: saiba o que é e como funciona

    O que é Z Spread? Z spread é o nome utilizado para se referir a um spread de volatilidade zero. Ele também pode ser referenciado como "spread estático". Antes de entender esse conceito, vale revisar o que é um spread (chamado tecnicamente de spread nominal) que, afinal, é a diferença localizada entre dois valores. Veja, a seguir, exemplos de aplicação desse conceito apenas para que ele fique mais claro: No caso do mercado financeiro, o spread pode ser a variação entre o menor e o maior preço de um ativo ou título.Existe o spread bancário, especificamente aplicado aos bancos. Nele, o cálculo é feito considerando a diferença entre a taxa de juros paga por um tomador e o que o banco remunera a quem aplica seus recursos na instituição. Esses dois casos são apenas para você entenda a função do spread: medir a diferença entre valores. O problema é que, como você talvez tenha percebido, esse cálculo funciona basicamente com a medição de dois pontos em uma curva — um valor inicial e um valor final. E quando existem múltiplos pontos ao longo do tempo que precisam ser medidos? É aí que entra o Z Spread. Como funciona o Z Spread? O Z Spread tem como principal função nivelar diferentes fluxos de caixa gerados por um ativo financeiro, constituindo o que se nomeia como "spread constante". Portanto, se um investimento entrega diversos fluxos de caixa ao longo do tempo (e não apenas em uma data final), é a medição do spread com volatilidade zero que ajudará o investidor a tomar as suas decisões. Ou seja, em outras palavras, o Z Spread irá medir os múltiplos ganhos (entradas de capital) de um investidor ao longo do tempo, entregando uma taxa de spread constante a quem faz esse tipo de análise. Entre outros fatores, esse cálculo ajudará a entender diversos fatores assumidos, especialmente ligados ao risco (como crédito ou liquidez, por exemplo). Como calcular o Z Spread? O cálculo do Z Spread utiliza uma fórmula bastante complexa para aplicar todo conceito sobre a análise dos fluxos de caixa futuros em um valor de spread presente (data zero). Para o cálculo desse indicador, a primeira coisa que o investidor precisa é ter a informação sobre a taxa à vista de cada vencimento ao longo do tempo, mas adicionando a ela justamente o Z Spread. Por fim, usa-se essa taxa encontrada para calcular o preço final do título. Essa precificação será equivalente ao valor presente dos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro em análise. Como a parte teórica do cálculo pode gerar confusão, veja a seguir como fica a fórmula do Z Spread: P={C1(1+(r1+ Z)2)(2.n)}+{C2(1+(r2+Z)2(2.n)}+{Cn(1+(rn+Z)2(2.n)} Onde, P = Preço do ativo somado aos juros acumuladosC = Pagamentos de cupons do ativo (entradas de caixa)r = taxa do Z Spreadn = número de períodos (dias, meses, anos, etc.) Apesar da complexidade, muitos softwares, planilhas e calculadoras financeiras permitem rapidamente encontrar esse preço. No entanto, é sempre importante que você entenda a composição da fórmula antes de aplicá-la em análises. Qual é a importância do Z Spread? Como já adiantamos ao longo do conteúdo, a grande importância do Z Spread é permitir, ao contrário do spread nominal, medir diferentes pontos de fluxo de caixa de um determinado investimento. Na prática, essa ferramenta permite que a análise verifique a precificação do ativo já que, neste formato, o valor encontrado é muito mais factível com a realidade do que usando apenas um ponto inicial e uma data de vencimento (como acontece no spread nominal).

    26/11/2019
  • Zerar Posição

    O que é zerar posição? Zerar posição é uma expressão utilizada no mercado financeiro para se referir às operações em que investidores não mantém nenhuma exposição em um ativo. Ou seja, um investidor zera posição de compra quando executa uma ordem de venda de ações na mesma quantidade da posição de compra inicial. E, por sua vez, zera posição de venda quando executa ordem de compra na mesma quantidade da posição de venda inicial. Para ficar mais claro, considere o seguinte exemplo: Se um investidor compra cem ações de uma empresa às 11h por R$ 50,00 e vende todas elas às 17h por R$ 55,00, ele zerou posição. Essas operações também são conhecidas como Day Trades, pois consistem em uma estratégia de investimento realizada em um dia de negociações no mercado. Na prática, o investidor compra ou vende um determinado número de ações e, ao longo do dia, faz a operação inversa na mesma quantidade. Qual a diferença de Day Trade para Swing Trade?   Embora seja possível zerar posição em ambas, as operações Swing Trade se diferem pelo prazo, que pode ser de alguns dias ou até semanas. Assim, o investidor tem mais tempo para realizar a execução das ordens de compra ou venda, e os riscos são minimizados . Zerar posição é bom? É claro que nem toda opção de zerar posição será lucrativa para o investidor. Tudo vai depender de uma estratégia bem pensada e da oscilação dos valores das ações. É também preciso compreender que as operações Day Trade têm custos com corretagem e tributação, e, caso não se tenha estratégias muito bem definidas, o investidor pode sofrer grandes perdas. Por isso, esse tipo de operação é mais comum entre investidores experientes, que movimentam grandes volumes de ações e têm maior capacidade de minimizar os custos envolvidos. Ainda assim, é possível obter boas margens de rentabilidade em uma estratégia de zerar posição com as oscilações de preços de ações ao longo de um dia. Como fazer operações Day Trade? Até pouco tempo atrás, esse tipo de operação não estava disponível para investidores pequenos. No entanto, atualmente, esse cenário mudou e qualquer pessoa que tiver acesso à Bolsa de Valores passa a ter condições de realizar operações Day Trade. Para isso, é necessário apenas ter acesso à plataforma Home Broker, que, basicamente, é um sistema que permite a negociação de ações e ativos financeiros pela internet. Por meio do Home Broker, você pode acompanhar cotações em tempo real, comprar e vender ativos de renda variável e controlar sua carteira de investimentos. Além disso, com acesso à plataforma, você pode fazer consultas e realizar operações de qualquer lugar usando o seu celular. Vale lembrar que, quanto menor os lotes, mais fácil é para zerar posição, visto que transações menores não impactam significativamente os preços das ações. Para os price markers, por outro lado, executar essa operação é algo desafiador. Para não gerar uma alta ou uma queda significativa nos preços, é preciso executar a compra ou a venda de forma fracionada e sem que o mercado perceba.  

    28/08/2019