Última modificação em 7 de abril de 2021

O que é underlying?

Underlying, quando se trata da compra e venda de títulos, pode ser entendido como a obrigação de entregar ações ordinárias ao investidor que exerce o direito de subscrição.

Também chamado de ativo subjacente, o underlying muitas vezes é usado para indicar que uma ação preferencial foi convertida em ação ordinária.

Nesse caso, o valor de venda determina os preços dos títulos derivativos, garantias e conversíveis. Qualquer alteração no preço de um ativo subjacente, portanto, implicará na alteração de preço do ativo a ele vinculado. 

Como funciona o underlying?

O underlying pode ser aplicado em ações e em derivativos. Em derivativos, refere-se ao título que deve ser entregue como opção de compra ou de venda ao investidor que exerce seu direito de subscrição. Nesse caso, é preciso observar o que determina o contrato. 

Existem dois tipos principais de investimentos que utilizam underlying: dívida e patrimônio líquido. No primeiro caso, na data de vencimento do contrato a dívida é paga e os investidores recebem dividendos na forma de juros. 

Já o patrimônio líquido não precisa ser pago na data de vencimento do contrato. Nesse caso, os investidores serão compensados pela valorização das ações da empresa ou pelo pagamento dos dividendos.

Ambos os investimentos têm fluxos de caixa e benefícios específicos, que serão determinados pelo tipo de contrato firmado entre as partes e pelo valor aplicado pelo investidor individual. 

Quais são os outros instrumentos financeiros que utilizam o underlying?

Alguns contratos financeiros se baseiam exclusivamente na amortização da dívida de uma empresa ou no crescimento do seu patrimônio líquido.

Em geral, os rendimentos desses instrumentos aumentam a medida que as taxas de juros sobem. No entanto, os rendimentos diminuem quando a empresa perde valor de mercado. Nesse caso, o preço das ações também cai. 

Esses acordos financeiros são baseados no desempenho do ativo subjacente, no valor total da dívida da empresa ou no patrimônio líquido declarado. Esse tipo de instrumento tem como objeto títulos ou ações, no caso de opções, ou commodities, no caso de contratos futuros. 

Exemplo de underlying

Os tipos mais comuns de derivativos são as opções de compra e venda. O contrato de compra dá ao investidor o direito, mas não a obrigação, de comprar determinada ação ou ativo por um determinado preço de exercício. 

Por exemplo, se as ações da empresa A estiverem sendo negociadas a R$ 5 e o preço de exercício for atingido a R$ 3, isso significa que o valor dos títulos está com tendência de alta. Nesse caso, teoricamente, a opção de compra pode ser exercida por R$ 2. O underlying será a ação contada a R$ 5 e o derivado a opção de compra cotada a R$ 2. 

Já um contrato derivado de venda dá ao investidor o direito, mas não a obrigação, de vender as ações de uma empresa por um determinado preço de exercício. Por exemplo, se as ações da empresa A estiverem sendo vendidas por R$ 5 e o preço de exercício for atingido a R$ 7, isso significa que o valor dos títulos está em tendência de queda e a opção de venda será negociada a R$ 2. 

Nesse caso, o subjacente é a ação cotada a R$ 5 e o derivado é o contrato de venda cotado a R$ 2. Tanto a opção de compra quanto a opção de venda dependem da variação de preço do ativo subjacente, que, neste caso, é determinado pelo valor das ações da empresa A.

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