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Trabalho-Intensivo

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:06/11/2020 às 01:34 - Atualizado um ano atrás
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O que é trabalho-intensivo?

Trabalho-intensivo é um termo referente ao processo ou indústria que demanda grande quantidade de mão de obra para a produção dos bens ou serviços.

Mesmo que a tecnologia esteja sempre em avanço e, algumas vezes, se propõe máquinas para substituir trabalhadores humanos, os setores dos restaurantes, hotéis, agricultura, pesca e mineração ainda são, com frequência, do tipo trabalho-intensivo.

Essa técnica de produção é bastante expressiva no Brasil, por ser tratar de uma economia ainda em desenvolvimento, comparado a grandes países onde já há muitos cargos automatizados.

Por que o trabalho-intensivo é menos frequente nas grandes economias?

Para entender mais a razão de o trabalho-intensivo não ser tão visto nos países mais desenvolvidos, perceba primeiramente que, antes da Revolução Industrial, 90% da mão de obra, em média, estava na agricultura.

Mas com o desenvolvimento da tecnologia, a intensidade de trabalho diminuiu, a produtividade aumentou e esses trabalhadores-intensivos integraram as indústrias e os serviços. Hoje, aliás, vivenciamos a 4ª Revolução Industrial, na qual os funcionários atuam em áreas como a bioengenharia (que também trabalham com a agricultura, mas de forma completamente moderna).

Além disso, a mão de obra humana pode organizar greves e manifestações que prejudicam a produtividade da empresa. A própria qualidade do trabalho pode ser menos acurada, com erros humanos e mais onerosa, quando a longo prazo.

Muito se fala que o melhor caminho para que um país menos desenvolvido se torne um país próspero é pelo investimento em processos trabalho-intensivos, e é o que geralmente se faz na prática. Porém, os resultados não são significativos e há a perpetuação de uma grande quantidade de mão de obra mal paga, por isso se questiona até quando o método trabalho-intensivo resistirá.

Afinal, há vantagens no trabalho-intensivo?

  • Custos flexíveis

Diferente do capital intensivo, neste modo de produção os custos são variáveis. Como grande parte dos seus custos são por mão de obra, diante de cenários de retração econômica, é mais fácil diminuir os salários e cortar benefícios do trabalho humano do que diminuir a produção ou reduzir o uso de insumos.

Inclusive, se uma empresa de setor específico, como o de carvoarias, por exemplo, resolve empregar menos pessoas, ela sai do perfil de trabalho-intensivo e adotará características da técnica capital intensivo, não de mão de obra.

  • Organização do trabalho

Karl Marx também fez uma análise que, em certo sentido, favorece o trabalho-intensivo. O teórico afirmava que a modernização obrigava os homens a trabalhar mais.

Em vez de um trabalhador cuidar do seu setor, ele acabava cuidando de duas ou mais máquinas ao mesmo tempo — trabalhando mais do que em um ambiente menos tecnológico. Ou seja, o capital intensivo carrega essa problemática da organização do trabalho que, geralmente, é menor no trabalho-intensivo.

  • Adequação à governança

Por fim, há modelos teóricos nas ciências econômicas os quais apontam a relação entre qualidade da governança do país e a técnica de produção.

Países com a governança mais instável (por casos de corrupção frequentes, por exemplo) e, portanto, com economia menos desenvolvida, tendem a abrigar mais empresas de trabalho-intensivo, já que uma companhia baseada em capital é alvo mais fácil de ações corruptas, por tratar diretamente com dinheiro.

  • Menor custo de manutenção da força de trabalho

Quando uma máquina quebra, é necessário um especialista para o reparo e as peças necessárias. Já os humanos dificilmente se tornam inaptos ao trabalho, exceto quando ocorrem lesões ou acidentes de trabalho — os quais contam com estratégias preventivas de sucesso comprovado.

E mais: o trabalho humano é, por natureza, criativo e pode oferecer feedbacks que ajudam na melhoria dos produtos, serviços e processos de trabalho.

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