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Relatório GRI (Global Reporting Initiative)

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:07/10/2021 às 02:00 - Atualizado 20 dias atrás
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O que é Relatório GRI?

O Relatório GRI é um documento que auxilia na identificação dos impactos gerados pelas operações das empresas sobre o meio ambiente, além de questões relacionadas a problemas sociais e corrupção

A GRI (Global Reporting Initiative), organização responsável pela metodologia, ajuda a manter investidores, governos e outras entidades informados sobre a relevância que as companhias dão à sustentabilidade.

Por que é aconselhável que as empresas façam um Relatório GRI?

É desejável que toda empresa — principalmente as de capital aberto — divulguem dados de ESG (Environmental, Social, Corporate Governance), que são as informações sobre a sua relação com o meio ambiente, com a sociedade e a sua governança.

Ou seja, além de se mostrar atrativa em termos financeiros, é recomendado que as empresas tenham também algumas prioridades como:

  • iniciativas para proteger nossos recursos naturais, reduzir a emissão de poluentes etc.;
  • projetos que envolvam a diversidade ou a redução da desigualdade social;
  • responsabilidade com a independência do conselho de administração e compromisso para combater discriminação, assédio, entre outros.

De acordo com a Bloomberg, fundos que aderem ao ESG tiveram um aumento em seus ativos de 32% em 2020, atingindo US$ 1,8 trilhão. Aqui no Brasil, a Anbima relatou que, também em 2020, havia cerca de R$ 700 milhões em fundos ESG, o que representou o triplo do ano anterior.

O padrão mais utilizado é justamente o famoso GRI Standards que, em sua versão anterior, se chamava G4. Ele é reconhecido mundialmente, facilita a comparação dos resultados com outras empresas, serve para empresas de portes diferentes, entre outros benefícios.

No Brasil, em 2020, foi visto que 85% das empresas trazem informações ESG sendo que, dessa porcentagem, 72% é no formato do Relatório GRI. 

Quais são as diretrizes do Relatório GRI?

No total, a GRI traz três normas gerais e 34 tópicos específicos sobre ESG. 

GRI 101

Nesse primeiro módulo, são abordadas as orientações para que se saiba quais informações são materiais. Ou seja, que conteúdos devem constar, o que é realmente importante para o setor. 

GRI 102 e GRI 103

No módulo 102, as empresas têm as diretrizes para informar o seu contexto e, no 103, são dados os direcionamentos sobre as abordagens gerenciais para cada tópico material

GRI 200, GRI 300 e GRI 400

Esses módulos são relativos aos aspectos econômico, ambiental e social, respectivamente. Cada um deles traz inúmeros indicadores voltados à ESG.

A título de curiosidade, a Natura (NTCO3), uma empresa exemplar em termos de sustentabilidade, foi a primeira, aqui do Brasil, a adotar o Relatório GRI. A base de dados da entidade mostra que ela reporta, usando essa metodologia, desde 2002.

Quais os tipos de Relatório GRI?

Ao adotar o padrão GRI, as organizações têm duas opções de formatos:

  • essencial: traz as informações mais importantes sobre a natureza da organização, impactos gerados por ela etc.
  • abrangente: é um relatório mais detalhado, com informações encontradas no essencial, acrescidas de dados sobre estratégias, ética, integridade e afins.

Quais as limitações do Relatório GRI?

Algumas pesquisas de opinião com os próprios utilizadores das diretrizes GRI já apontaram alguns pontos negativos do modelo.

Parte dos respondentes afirmam que os indicadores funcionam mais para grandes empresas — o que pode ser verdade, pois a criação do relatório tinha também a motivação de mobilizar as maiores companhias a pensarem na causa sustentável. 

Outro problema está no processo de relatar: dificuldades na compreensão dos indicadores, conflitos com os aspectos locais.

Por fim, outro fator limitante do Relatório GRI é o documento em si, que acaba se tornando longo e pouco atraente para a leitura dos stakeholders. Logo, como investidor, é interessante ler já sabendo dessas limitações.

Sobre o autor
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