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Q de Tobin

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:15/05/2019 às 10:25 - Atualizado 5 anos atrás
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O que é o Q de Tobin?

O chamado Q de Tobin é uma metodologia criada pelo economista estadunidense James Tobin, ainda em meados do século XX, para a avaliação de companhias em particular até ao mercado de ações como um todo.

O Q de Tobin é composto por dois elementos básicos: o valor de firma e o valor de reposição.

O valor de firma é caracterizado como a soma do valor de mercado de uma empresa e as suas dívidas. Já o valor de reposição, por sua vez, mensura o capital necessário para a substituição do ativo circulante da companhia, concentrando-se em seu estoque.

O conceito é usado, sobretudo, na observação do valor (de mercado e intrínseco) das corporações e do próprio mercado, de modo a identificar avaliações superestimadas ou subestimadas.

Como o Q de Tobin é calculado?

O cálculo do Q de Tobin é realizado seguindo-se a seguinte fórmula:

  • Q de Tobin = Valor de firma / Valor de Reposição.

De acordo com o resultado, têm-se três interpretações primárias possíveis:

  • O resultado é inferior a 1: significa que o valor de firma é inferior ao valor de reposição e o valor da companhia, portanto, é subestimado - desse modo, investir nela não é recomendado.
  • O resultado é igual a 1: significa que o valor de firma e de reposição são idênticos, de modo que a companhia vale exatamente quanto custa para substituí-la.
  • O resultado é superior a 1: o valor de firma é superior ao valor de reposição e o seu valor é superestimado, de modo que os investimentos são incentivados.

Interpretar o resumo, portanto, é simples. Basta dividir as duas variáveis e encontrar o resultado adequado - por exemplo, se o valor de firma é de 100 milhões e o valor de reposição é de 50 milhões, o Q de Tobin é igual a 2. Isso significa que a companhia está superestimada (se julgar necessário, retorne ao parágrafo anterior para rever a classificação).

A maior divergência ligada ao Q de Tobin, no entanto, não diz respeito ao fruto do seu cálculo, mas sim acerca da melhor maneira de se apurar o valor de reposição de uma companhia - em especial no que tange ao arranjo entre ativos e passivos, tanto circulantes quanto não circulantes, para se chegar a um valor exato.

Quais são as críticas atreladas ao uso Q de Tobin?

As principais críticas ligadas ao Q de Tobin estão relacionadas a precisão de seus elementos.

Isso porque nem sempre apontar o valor de reposição de uma companhia, por exemplo, é tarefa fácil ou exata. Diversas variáveis, como amortizações, têm a mensuração igualmente problemática.

E ainda que seja possível indicar com exatidão cada uma delas, há também aqueles que julguem o Q de Tobin como incapaz de precisar a supervalorização ou subvalorização das companhias e mercados. Isso porque, segundo eles, embora o índice tenha se mostrado eficiente na primeira amostra utilizada para a sua criação (de 1960 a 1974), o mesmo não se repete precisamente em períodos distintos.

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