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Poupança Antiga

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:17/01/2020 às 16:38 -
Atualizado 4 anos atrás
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O que é a Poupança Antiga?

Poupança Antiga é o nome dado ao modelo de remuneração utilizado até o ano de 2012, quando o Banco Central modificou as regras propostas para essa modalidade de investimento.

Você provavelmente conhece a caderneta de poupança. Ela, afinal, é a queridinha dos brasileiros. Dados do Banco Central do Brasil de 2019 apontavam para ao menos 75% da população usando dela.

A caderneta de poupança nada mais é do que a possibilidade que você tem de ter uma conta que apresente rendimentos sobre o seu capital nela presente. Entre as suas vantagens estão a segurança e a liquidez, justamente as razões para um uso tão elevado da modalidade.

Se você acompanha o conteúdo do Mais Retorno, sabe que nem deveria considerá-la como um investimento, pois existem diversas opções mais atrativas e tão seguras quanto atualmente. Ainda assim, como os brasileiros seguem utilizando dessa alternativa, resolvemos explicar como funcionava a Poupança Antiga.

Como funcionava a Poupança Antiga?

A grande mudança entre a Poupança Antiga e a Nova Poupança é a maneira pela qual os juros são calculados. No modelo anterior, o rendimento era baseado na remuneração de 0,5% ao mês (aproximadamente 6,17% ao ano) somada à Taxa Referencial, uma tabela de taxa de juros usada como referência.

Isso mudou a partir de 2012, quando o Banco Central optou por adotar uma nova fórmula para remuneração da caderneta de poupança. A Nova Poupança oferece rendimento atrelado à Selic, conforme abaixo:

  • Selic > 8,5% → 0,5% a.m. + Taxa Referencial
  • Selic < ou = 8,5% → 70% da Taxa Selic + Taxa Referencial

Ou seja, quando a Selic está alta, o cálculo segue o mesmo racional da Poupança Antiga. Contudo, se a taxa básica de juros baixa de 8,5% (que, por acaso, era justamente a taxa vigente na época da determinação), o cálculo é modificado.

Poupança Antiga x Nova Poupança: qual é melhor?

Talvez você agora esteja se perguntando qual é o método mais vantajoso para o investidor, certo? E a resposta pode não animar muito: a Poupança Antiga era muito melhor para investir na modalidade do que a fórmula atual. Vamos explicar.

A Nova Poupança é atrelada à Selic, mas apenas quando ela não supera 8,5%. Isso significa que, quanto menor nossa taxa básica de juros, menos a poupança irá render.

Vale lembrar que, em outros tempos, o Brasil tinha índices elevadíssimos não apenas da sua taxa básica de juros (Selic), como também da sua inflação. Isso tudo tornava o cenário extremamente atrativo para a caderneta de poupança.

E no cenário com alta dos juros? Neste caso, como mencionamos, o formato é o mesmo: 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial. Em outras palavras, a Selic alta faz os dois métodos se equivalerem. No entanto, com juros baixos, a Poupança Antiga vai render mais.

De maneira mais objetiva: não há como ganhar mais dinheiro atualmente quando comparamos com a Poupança Antiga.

Todo investidor perdeu o benefício da Poupança Antiga?

É importante mencionar que a regra que citamos para a Nova Poupança é aplicável justamente para novos depósitos após a sua aprovação. Valores que foram depositados anteriormente seguem com o modelo antigo — rendem 0,5% ao mês mais Taxa Referencial independente da Selic.

Outro ponto importante são os saques. Depósitos novos são priorizados. Portanto, caso você tenha dinheiro na Poupança Antiga, só perderá o benefício da rentabilidade depois de sacar todo dinheiro da Nova Poupança. Até lá, ele estará preservado.

Apesar da novidade (nem tão recente assim) desanimar muitos investidores, a boa notícia é que há muitos ativos mais interessantes que a caderneta de poupança. CDBs ou títulos públicos, por exemplo, podem oferecem melhores rentabilidades e ótima segurança, especialmente no caso das aplicações pelo Tesouro Direto em que o emissor é o próprio país.

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Autor da Mais Retorno
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