Última modificação em 14 de junho de 2021

O que é IPS?

A sigla IPS pode ter algumas representações. No mercado financeiro, ela é uma abreviação para Investment Policy Statement. Ou então, se preferir traduzir para o português, temos uma "declaração da política de investimento".

Esse nada mais é do que um documento firmado entre um gerente de investimentos e o proprietário do capital com algumas orientações e determinações sobre o que pode ou não ser feito com o dinheiro.

Em outras palavras, é um guia para que o gestor do dinheiro, que será o responsável pela tomada de decisão de alocação, saiba com quais tipos de ativos ele pode ou não trabalhar para a montagem da carteira do seu cliente.

Trata-se de um processo bem recorrente quando há a terceirização da tomada de decisão dos investimentos. É algo comum, por exemplo, em uma carteira administrada — modelo oferecido pelas instituições financeiras no qual um gerente faz as alocações pelo seu cliente, mas seguindo as orientações por ele determinadas.

Como funciona a IPS?

O documento de Investment Policy Statement é firmado com o intuito de orientação para a instituição financeira de acordo com as características e a personalidade de cada cliente. Portanto, trata-se de um processo individual e que varia a cada IPS.

Um dos primeiros pontos abordados pelo documento está no perfil de investidor. Como sabemos, existem diferentes tipos de clientes na hora de investir, de modo que cabe ao gestor dos recursos adaptar-se a ele — e não o contrário. Desta forma, se o cliente é mais conservador, a instituição financeira não deve exagerar na exposição de renda variável, por exemplo.

Outro ponto abordado na IPS é a alocação, justamente garantindo a aderência ao perfil do proprietário do capital. Ele pode indicar, para dar um outro exemplo, que deseja 60% do portfólio em renda fixa, 30% em fundos imobiliários e 10% em ações. E caberá ao gestor investir de acordo com as regras determinadas pela Investment Policy Statement.

Por fim, outro aspecto que pode ser mencionado na IPS é a liquidez dos ativos. O investidor, afinal, pode ter uma parte do portfólio que queira ter fácil acesso ao resgate, enquanto outra parcela pode ser destinada ao longo prazo. Novamente, cabe ao gestor obedecer o que foi acordado.

Esses são apenas alguns exemplos de situações que podem ser enquadradas na Investment Policy Statement. Tudo que o cliente da instituição financeira julgar como relevante sobre a gestão dos seus recursos pode ser adicionado.

Em quais produtos é utilizado IPS?

Como vimos até aqui, a Investment Policy Statement é aplicável em situações nas quais o dono do capital terceiriza a sua tomada de decisão para um gerente de investimentos. Quando isso não acontece, isto é, o próprio investidor faz a sua alocação, torna-se desnecessário ter a formalização de uma IPS.

De um modo geral, existem dois tipos de produtos que costumam exigir a constituição desse documento. O primeiro deles, como já citamos anteriormente, é a carteira administrada. Isto é, quando a alocação é individual (ou seja, não se trata de um fundo de investimentos), mas mesmo assim há um gestor dos recursos trabalhando para o investidor.

Outro caso comum são os fundos de pensão orientados para a aposentadoria do investidor. A lógica é a mesma: garantir que algumas regras estejam estabelecidas para a aplicação dos recursos pensando no longo prazo.

A instituição financeira é obrigada a seguir a IPS?

Sim. Uma vez que exista a assinatura de uma Investment Policy Statement, o gestor dos recursos é obrigado a seguir o que foi estabelecido junto ao cliente.

O documento funciona como uma espécie de mandato dos fundos de investimentos. Ou seja, em caso de descumprimento, algumas penalidades podem ser aplicadas de acordo com a fiscalização do mercado financeiro vigente em cada país.

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