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Termos começando com "I"

  • Imobtech

    O que é ImobTech? ImobTech é um tipo de startup que aplica tecnologia da informação (TI) e economia de plataformas aos mercados imobiliários. O maior objetivo de uma empresa dessas é o de reduzir a papelada e tornar as transações mais eficientes, rápidas e seguras. As tecnologias imobiliárias — o seu nome se dá pela junção dessas duas palavras — podem, portanto, incluir serviços de listagem de corretoras habilitadas para a tecnologia, crowdfunding de projetos imobiliários, pesquisa e análise, gerenciamento de propriedades, automação, empréstimos residenciais e comerciais, modelagem 3D para portais online e vários outros. Como as ImobTechs surgiram? Não existe uma autoria conhecida para o termo, mas alguns acreditam que ele surgiu na década de 1980 com a criação dos primeiros softwares de gestão de empreendimentos, análise de dados e modelagem. Já nos anos 2000 começaram a surgir os primeiros sites de procura, cadastro e listagem de propriedades, como o Rightmove no Reino Unido e o Trulia nos Estados Unidos. Essa era é considerada como a primeira das ImobTechs e foi alavancada pela internet. A segunda era das ImobTechs teve início na década de 2010 com o avanço de tecnologias como o Data Analysis e o surgimento de soluções B2B  no modelo SaaS para gestão, investimentos, compra e venda de imóveis. Foi também o início dos primeiros experimentos com Realidade Aumentada e Realidade Virtual. Quais são os campos de atuação de uma ImobTech? Os campos de atuação de uma ImobTech podem ser divididos em três e o primeiro deles é o de FinTech Imobiliária. Eles nada mais são do que aplicativos que envolvem a compra e a venda de ativos imobiliários e um exemplo bem simples poderia ser o de uma plataforma que reduza a quantidade de papelada e burocracia envolvida na aprovação de uma compra. O segundo campo de atuação é o de compartilhamento de imóveis. Essa tecnologia facilita os processos de compartilhamento ou mesmo de aluguel de ativos imobiliários, como depósitos, escritórios, terrenos e até mesmo casas e apartamentos. Um exemplo pode ser o pagamento online e automático de espaços comerciais que são ocupados em um prédio de propriedade de uma empresa de administração de imóveis. O último campo de atuação de uma ImobTech é o de casa inteligente. Já existem plataformas digitais que gerenciam, monitoram e até operam ativos imobiliários específicos e os transformam em casas inteligentes. Exemplos dessa tecnologia podem ser um termostato inteligente que regula a temperatura de unidades desabitadas, lâmpadas inteligentes que podem ser ligadas por um assistente digital ou aplicativo e até mesmo um sistema de vigilância que avisa os proprietários de qualquer ameaça. Como é o mercado de ImobTechs no Brasil? O mercado de ImobTechs no Brasil só vem crescendo e um dos maiores exemplos é o QuintoAndar. Essa é uma plataforma que conecta anunciantes de imóveis a locatários de forma segura e bastante simples. A empresa cumpre o principal objetivo desse tipo de startup, o de facilitar a vida das pessoas, ao fazer um match de perfis e interesses, além de ajudar na aproximação de ambas as partes. Mais do que isso, ela faz todo o trabalho do dono da propriedade e da pessoa que quer alugar e até chega a garantir os pagamentos de um inquilino para que o locador não saia no prejuízo. Outra startup do segmento bastante conhecida no Brasil é a Atta, uma plataforma que facilita tanto a procura quanto a contratação de crédito imobiliário, além de oferecer garantia locatícia para os compradores ou inquilinos e ainda previsibilidade para o incorporador no momento do repasse. Já a Gero Obras é considerada como o primeiro engenheiro digital no mundo e ajuda no planejamento de obras para evitar os atrasos e estouros no orçamento. Os riscos de um modelo de negócios como uma ImobTech são iguais ao de qualquer outra startup e a solução para se dar bem nesse mercado é oferecer serviços aos usuários e aperfeiçoar o modelo de negócios. Pode ser que algumas empresas não sejam viáveis, mas as desse ramo contam com mais pontos positivos do que negativos.

    03/12/2021
  • Imposto de carbono

    O que é imposto de carbono? Imposto de carbono é uma forma de taxação sobre produtores, distribuidores ou utilizadores de combustíveis fósseis. Entre as soluções procuradas para as mudanças climáticas, taxar os responsáveis pela emissão de gás carbônico, ou CO2, é uma das formas mais simples de incentivar a procura por outras fontes de energia. Mas, será mesmo uma boa alternativa? Por que é interessante que o investidor fique ligado nesse tema? Quais as consequências do imposto de carbono? A ideia é bem simples: taxar combustíveis fósseis conforme seu potencial poluente. Não tão simples, porém, são as causas e consequências dessa atitude. Vantagens As intenções parecem ser as melhores possíveis: reduzir o consumo de combustíveis fósseis, incentivar o uso de fontes de energia renováveis e frear o aquecimento global. O Acordo de Paris, que prevê reduções nas emissões dos gases do efeito estufa, se baseou na ideia de que o planeta pode sofrer um aumento da temperatura média de até 3,2ºC até 2030, com consequências ambientais catastróficas. Dessa forma, a solução governamental passa pela criação de incentivos a práticas que evitem a poluição e que melhorem a qualidade do ar atmosférico. É fácil observar, por exemplo, os efeitos dessa poluição em megalópoles como São Paulo e Xangai, onde se observa a olho nu a camada de fumaça tóxica. Os efeitos danosos para o sistema respiratório nesses casos são óbvios. Ademais, os impostos podem ser convertidos para a execução de medidas de controle da poluição. Desvantagens Para a maioria das pessoas, “taxação” é um palavrão que já causa alguns arrepios. Toda vez que mais imposto é cobrado sobre algum produto ou serviço, isso causa um aumento natural no seu preço, além dos preços da cadeia produtiva em que ele está inserido. Sem alternativas mais baratas, o efeito é mais pesado nos mais pobres — que não conseguem recorrer a soluções sustentáveis, como carros elétricos ou casas ecologicamente viáveis. Existem críticas também à efetividade da medida: sem opções viáveis para substituir o combustível fóssil, o seu uso se mantém em altos patamares, porém a preços ainda mais prejudiciais à economia familiar. Além do mais, ainda não existe consenso sobre as causas do aquecimento global e seu verdadeiro impacto nas nossas vidas.  Assim, bem como os “impostos sobre pecado”, medidas como o imposto de carbono estão envoltas por dúvidas quanto a sua real intenção: bem estar geral ou arrecadação pura e simples? Por que o investidor deve saber sobre imposto de carbono? Independentemente da motivação, os impostos de carbono estão aí e o investidor que se preza não discute com a realidade, não é mesmo? Primeiro de tudo, é importante estar atento às regulamentações e ao ramo em que se pretende colocar o capital.  Dependendo do país, investimentos na área de combustíveis fósseis podem deixar de ser tão atrativos num futuro próximo. Por outro lado, é uma tendência no mercado a procura por alternativas relacionadas à sustentabilidade. Aqui, surgem opções como os Green Bonds. O mercado automobilístico, por exemplo, vem migrando suas linhas de mais alto padrão para a eletrificação, seja para se antecipar a regulações, por questões de desempenho energético, ou para atingir os consumidores mais conscientes e engajados. No fim das contas, assim como muitas outras mudanças de tendência de consumo, a popularização da sustentabilidade só virá quando os custos de implementação (inicial e de manutenção) se mostrarem mais atrativos que o modelo atual. Assim, para os desbravadores, existe muito espaço para investir na busca por soluções menos agressivas ao meio ambiente. Imagina quanta grana tem hoje quem investiu na produção de lâmpadas de LED? Ou seja, os empreendedores, de modo geral, têm potencial de fazer dinheiro com novos produtos, ao tentarem fugir do imposto de carbono. 

    12/11/2021
  • IGP-10

    O que é IGP-10? O IGP-10 é a sigla que designa o Índice Geral de Preços, sendo que o período de coleta de informações é feito entre os dias onze (11) do mês anterior e dez (10) do mês referente. Este é um dos índices criados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1947 e utilizados para mensurar as variações de preços de produtos, mercadorias e matérias-primas variadas. Há três tipos de índice IGP, sendo eles o já mencionado IGP-10; IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado; e o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna). A análise e cálculo desses índices são feitos pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), uma instituição ligada à FGV. Como se pode observar os títulos, os três índices são diferenciados por basicamente períodos que analisam, ou seja, o IGP-10 com aquele já especificado; o IGP-M coleta dados entre os dias vinte e um (21) do mês anterior e vinte (20) do mês referente; e o IPG-DI é coletado entre o dia um (1) e o último dia do mês referente. Qual é a composição do IGP-10? O IGP-10 é composto por três índices: IPA, IPC e INCC. A seguir, entenda melhor sobre como funciona e quais as características de cada índice que compõe o IGP-10. IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) Este índice representa a maior parte da porcentagem com 60% de peso. Ter uma abrangência em nível nacional e pode ser analisada de acordo com os seguintes grupos: Produtos agropecuários: produtos advindos de lavouras e da pecuária;Produtos das indústrias de extração: produtos advindos da mineração;Produtos das indústrias de transformação: produtos advindos das indústrias alimentícias, metalurgia, componentes químicos, entre outros;Bens finais: produtos de utilização geral como alimentos, combustíveis, máquinas, equipamentos diversos;Bens intermediários: produtos de uso da manufatura como embalagens, suprimentos, entre outros;Matérias-primas brutas: agropecuária e mineração. IPC (Índice de Preços ao Consumidor) O peso do IPC é de 30% no cálculo do IGP-10 e consiste na análise e cálculo das despesas de famílias que recebem mensalmente entre 1 e 33 salários mínimos. Suas principais categorias são: Habitação;Alimentação;Vestuário;Saúde;Educação;Transporte;Comunicação;Despesas diversas. INCC (Índice Nacional de Custos de Construção) Como o próprio título indica, o INCC analisa os valores dispendidos na construção civil e tem o peso de 10% no IGP-10. Há duas categorias nesse índice: Materiais, equipamentos e serviços;Mão de obra. Para que servir o IGP-10? Os índices IGP são formas de medir e analisar os preços das mercadorias em suas áreas mais diversas. Esses índices se independem da inflação, ou seja, não obedecem a flutuações de mercado. É mais uma compilação de dados que uma interferência direta. Desta forma, o IGP-10 é um desses índices que medem bens de produção, de capital e de consumo. É uma análise ampla que visa informar aos setores da economia sobre os preços das mercadorias. Os índices IGP servem para auxiliar os órgãos responsáveis por reajustes de tarifas públicas, reajustes em contratos de aluguel ou compra e venda de imóveis, planos de saúde, seguros de saúde, entre outras áreas. Qual é a parcela da população a qual o IGP-10 se refere? Sendo um índice de análise de mercadoria com alcance muito amplo, o IGP-10 é direcionado para toda a população. Não há restrição de renda ou classe social, afinal, a precificação independe dessas diferenciações. Além disso, os índices IGP não são conectados ao governo ou a empresas, ou seja, não existe nenhuma correlação entre um determinado governante e as oscilações de preços do índice. O IGP-10 é uma das categorias do índice IGP que se ocupa da compilação de dados.

    15/10/2021
  • Imunização (nos Investimentos)

    O que é imunização? Desde a explosão da pandemia causada pela COVID-19, o termo imunização ganhou muita relevância. Em especial pelas perspectivas de melhora da economia, as quais se tornaram dependentes de uma retomada da "vida normal". No entanto, o termo imunização também tem a sua lógica para o mercado financeiro, apresentando um conceito bem diferente em relação ao que temos na área de saúde. A ideia aqui é de proteção, assim como no contexto da vacinação, mas aplicada a uma carteira de investimentos. Ela é mais comum em aplicações de renda fixa, como entenderemos na sequência deste texto. Como funciona a imunização de investimentos? No mercado financeiro, investidores e empresas podem tanto tomar dívida, como realizar investimentos visando um retorno. Neste caso, o mais comum é o uso da renda fixa, que na prática funciona como um formato de "empréstimo". Isto é, uma parte cede seu capital para outra que demonstra a necessidade do dinheiro para uso no curto prazo. Nesta transação, existe a aplicação de uma taxa de juros — afinal, ninguém faria esse empréstimo sem nenhum tipo de benefício. Para quem só investe, o conceito de imunização pode fazer pouco sentido. No entanto, ele é importante para aquelas empresas que também tomam dívida na medida em que o capital (cedido e tomado) está exposto às variações nas taxas de juros. Desta forma, o objetivo da imunização consiste em equilibrar os ativos e os passivos com exposição aos juros de forma que a carteira não fique desbalanceada no longo prazo. Quais os elementos que permitem a imunização? A estrutura de imunização de investimentos precisa combinar alguns elementos básicos para que ela funcione de maneira adequada. São eles: Montante total: o valor dos ativos e passivos expostos às taxas de juros é o primeiro elemento que deve ser analisado. Se eles foram muito diferentes, será mais difícil conseguir equilibrar as oscilações;Prazo: outro ponto extremamente relevante é a duração dos títulos. Isso porque, se o montante de ativos e passivos for igual, mas o tempo pelo qual eles ficam expostos não pode haver um descasamento de rentabilidade. Assim, é necessário atentar-se à duration dos títulos no uso da estratégia de imunização;Taxas de juros: por fim, claro, não se pode ignorar o comportamento das taxas de juros. São elas, afinal, quem ditam o ritmo de crescimento dos rendimentos ou da dívida, de modo que é justamente esse o objetivo da técnica de imunização. Portanto, a estratégia de proteção de uma carteira de uma empresa precisa equilibrar esses três fatores. Sem atentar-se a eles, um gestor de recursos pode deixar o capital exposto às variações econômicas sem necessidade. Vale a pena usar a estratégia de imunização? De um modo geral, o uso da imunização de investimentos é mais comum entre empresas ou então fundos de pensão, responsáveis pela gestão de recursos que serão pagos apenas no longo prazo. Com essa técnica, as empresas podem mitigar os efeitos do aumento das taxas de juros sobre as suas dívidas, de modo que o passivo não venha a comprometer o desempenho financeiro e operacional do negócio. Vale destacar, contudo, que não é mandatório que os investimentos sejam equivalentes às dívidas com instituições financeiras ou fornecedores. O ideal, aliás, é que o capital investido seja superior (com alguma folga) em relação ao nível de endividamento. Portanto, a base da estratégia de imunização consiste em proteger a parte da dívida que está associada às taxas de juros de modo que, no caso de elevação da mesma por parte do Banco Central, o impacto seja anulado pelos investimentos que também estão indexados aos juros — seja via Taxa Selic, seja via CDI.

    21/06/2021
  • Imunização Clássica

    O que é imunização clássica? A imunização clássica é uma estratégia que garante que uma mudança nas taxas de juros não afetará o valor total de uma carteira. Da mesma maneira, pode ser utilizada para garantir que o valor dos ativos de um fundo de pensão ou de uma empresa aumentará ou diminuirá exatamente no valor oposto de seus passivos. Dessa forma, o valor do excedente permanece inalterado — independentemente das mudanças nos juros. A imunização clássica pode ser realizada por vários métodos, como a volatilidade, duração correspondente, correspondente de fluxo de caixa e pela convexidade correspondente. Além disso, também pode ser negociada a termos de títulos — sejam eles futuros ou de opções. Uma curiosidade sobre a imunização clássica é que ela foi descoberta de forma independente por vários pesquisadores entre as décadas de 1940 e 1950. Na época, todo esse trabalho foi amplamente ignorado antes de ser totalmente reintroduzido no início dos anos 1970, quando se tornou bastante popular. Como a imunização clássica funciona? Na prática, a imunização clássica pode ser feita em uma carteira de um único tipo de ativo — como os títulos do governo — e, dessa forma, cria posições tanto curtas quanto longas no decorrer da curva de rendimentos. Geralmente, é possível imunizar uma carteira contra os fatores de risco mais prevalentes. Com o conhecimento gerado pela prática desse tipo de estratégia, uma carteira imunizada pode ser formada ao criar posições longas com durações nas pontas — longa e curta — da curva. Da mesma forma, é possível criar uma posição curta combinada com uma duração no meio da curva. Todas essas posições protegem o investidor e o investimento contra deslocamentos paralelos e mudanças de inclinação em troca dessa exposição às mudanças de curvatura. Qual é a importância e os riscos da imunização clássica? Quando bem executada, a imunização clássica pode oferecer retornos fantásticos aos investidores. Ela não é, todavia, isenta de riscos. Essa estratégia exige que os investidores calculem e cronometrem os passivos futuros — o que nem sempre é preciso ou mesmo fácil de ser feito. A imunização clássica também supõe que, quando as taxas de juros mudam, a mudança acontece no mesmo valor para todos os tipos de vencimentos de títulos, o que pode ser chamado de mudança paralela na curva de juros. É preciso pontuar que isso raramente acontece no mundo real e, automaticamente, faz com que a correspondência por duração seja mais difícil. Com isso, a estratégia não consegue garantir o retorno esperado quando as taxas de juros mudam. Uma forma de controlar esses riscos é investir apenas em títulos de cupom zero com vencimentos que sejam correspondentes ao horizonte de tempo do investidor. As carteiras que oferecem alto risco de imunização, por outro lado, incluem títulos de alto cupom que vencem em intervalos regularmente espaçados ao longo do horizonte de tempo da própria carteira — o que é chamado de escada. Quais são as maiores dificuldades da imunização clássica? A imunização clássica, se possível e completa, pode proteger contra a incompatibilidade dos prazos, mas não contra outros tipos de riscos financeiros, como a inadimplência do tomador — ou emissor do título. Nessa estratégia, também pode ser difícil encontrar ativos com estruturas de fluxo de caixa que sejam adequadas e necessárias para garantir um determinado nível de volatilidade geral dos ativos — para que, assim, consiga ter uma correspondência adequada com os passivos. Uma vez que haja uma mudança na taxa de juros, por menor que seja, toda a carteira precisará ser reestruturada para que seja possível imunizá-la novamente. Esse processo de reestruturação contínua nas carteiras torna a imunização uma tarefa que pode sair cara — e tediosa.

    19/04/2021
  • Imunização de múltiplos períodos

    O que é imunização de múltiplos períodos? A imunização de múltiplos períodos é uma estratégia de mitigação de risco que combina a duração dos ativos com a dos passivos para minimizar o impacto das taxas de juros sobre o patrimônio líquido ao longo do tempo. Com ela, os grandes bancos, por exemplo, podem proteger o seu patrimônio atual ao mesmo tempo em que os fundos de pensão têm a obrigação de pagar após alguns anos. Esse tipo de imunização ajuda essas grandes empresas a proteger suas carteiras da exposição às flutuações das taxas de juros. Ao utilizar uma estratégia perfeita, elas conseguem praticamente garantir que os movimentos nas taxas de juros não tenham nenhum impacto sobre o valor de suas carteiras. A imunização de múltiplos períodos pode ser considerada como uma estratégia de mitigação de risco quase ativa. Isso porque apresenta características tanto de uma estratégia ativa quanto de uma passiva. Como são exemplos na prática de imunização de múltiplos períodos? Na prática, a imunização de múltiplos períodos pode funcionar de duas formas distintas. A seguir, comentamos sobre cada uma delas. Correspondência de duração Para imunizar uma carteira de títulos utilizando o método de correspondência de duração, o investidor precisa combiná-la com o horizonte de tempo do investimento em questão. Suponha que ele tenha uma obrigação de R$ 10 mil em 5 anos. Nesse caso, é possível comprar um título de cupom zero com vencimento nesse período que seja equivalente a esse valor. Outra possibilidade é comprar vários títulos com cupom, cada um com duração de 5 anos e que totalizem R$ 10 mil. Por fim, também pode comprar vários títulos com cupom que totalizem o mesmo valor e que tenham uma duração média desse mesmo período quando vistos juntos. Correspondência de fluxo de caixa Já nesse caso, vamos supor que um investidor precise pagar uma obrigação que também vale R$ 10 mil no mesmo período que o exemplo anterior, de 5 anos. Para se imunizar contra essa saída de caixa definitiva, ele pode comprar um título que garanta uma entrada com esse valor nesses mesmos cinco anos. Além disso, outra possibilidade, a de um título de cupom zero de 5 anos com valor de resgate de R$ 10 mil também seria bastante adequado. Ao adquirir essa última opção, o investidor iguala a entrada e a saída de caixas esperadas. Além disso, qualquer alteração nas taxas de juros não afetaria a sua capacidade de pagar a obrigação dentro do vencimento. Qual estratégia de imunização de múltiplos períodos escolher? Tanto a imunização que utiliza correspondência de duração quanto a que usa fluxo de caixa são tipos de estratégia que tem o intuito de assegurar o financiamento de passivos quando eles já estão vencidos. Sendo assim, a opção por meio de correspondência visa equilibrar os efeitos opostos das taxas de juros sobre o retorno do preço e do reinvestimento de um título com cupom. Essa estratégia de imunização compensa melhor quando as mudanças notadas nas taxas de juros não são muito arbitrárias. Além disso, exige um investimento menor do que o outro tipo de imunização, mas ao mesmo tempo traz o risco de reinvestimento em casos de mudanças não paralelas que podem ocorrer nas taxas. Já a correspondência de fluxo de caixa, por sua vez, depende exclusivamente da disponibilidade de títulos com princípios, vencimentos específicos e cupons para funcionar de maneira eficiente. Isso pode ser considerado como rebuscado na maioria dos casos práticos e, portanto, requer mais investimento de caixa e corre o risco de acúmulo de saldo de caixa e reinvestimento a taxas muito baixas entre os passivos. Por esse motivo, escolher a melhor imunização de múltiplos períodos depende de todos esses fatores.

    06/04/2021
  • Impairment

    O que é Impairment? Impairment é um termo em Inglês. Em tradução livre para o Português, esse conceito representa "deterioração". Em outras palavras, trata-se da verificação, por parte das empresas, sobre a desvalorização dos seus ativos. Geralmente, esse é um termo aplicável especialmente aos ativos físicos e imobilizados. Eles, afinal, passam por um natural processo de depreciação conforme o uso é feito de modo que o valor de mercado é afetado negativamente. Assim, o teste de Impairment nada mais é do que uma verificação, geralmente anual, dos efeitos do tempo sobre esses ativos de uma companhia. É um processo necessário para avaliação contábil e fechamento de demonstrativos financeiros como o Balanço Patrimonial. Como funciona o teste de Impairment? O teste de Impairment, portanto, representa uma verificação periódica da desvalorização dos ativos de uma empresa. O objetivo é compreender os efeitos do uso dos materiais antes de lançá-lo no Balanço Patrimonial, de modo que seu valor contábil apresente a realidade do negócio. É natural que, com o passar do tempo, ativos imobilizados percam seus valor. Conforme as empresas utilizam máquinas e equipamentos, por exemplo, eles tendem a ter alguma perda de qualidade, algo que afeta a intenção de revendê-los posteriormente. Consequentemente, também refletem no valor total da organização em questão. Ao mesmo tempo, é justamente por meio deles que as atividades operacionais são permitidas. O objetivo, em outras palavras, é que as receitas geradas pelo negócio sejam superiores e suficientes para garantir a lucratividade para a companhia. Caso a desvalorização dos ativos seja superior às receitas obtidas pelas atividades, teríamos um cenário de sério problemas financeiros. Assim, o teste de Impairment também funciona como uma medida de avaliação dos resultados. Qual é o prazo para o teste de Impairment? Não há, de maneira objetiva, um prazo determinado para a realização do teste de Impairment. Contudo, há uma obrigatoriedade de que ele seja realizado periodicamente, de modo que a prática de mercado é que ele ocorra ao menos anualmente. O teste de Impairment obedece às Normas de Contabilidade Brasileira (CPC 01) de modo que contribui com a padronização do mercado. A obrigatoriedade também é mais cobrada entre empresas e sociedades de grande porte que atendam ao menos uma das seguintes condições: Faturamento anual superior ao valor de R$300 milhõesValor atualizado dos ativos totais superando a marca de R$240 milhões Existem ainda casos específicos que tornam o teste de Impairment obrigatório para as empresas além dessas duas regras. Podemos citar, por exemplo, uma companhia em processo de liquidação ou a verificação de uma depreciação com velocidade acima do normal dos seus bens. Quais são os tipos do teste de Impairment? Existem, em resumo, duas metodologias mais comuns na aplicação de um teste de Impairment. São elas: Valor em uso: neste modelo, as empresas costumam aplicar o Fluxo de Caixa Descontado, sugerindo um fluxo de caixa com entradas e saídas para o ativo em questão. Com base nisso, chega-se a um valor corrente para o bem. É mais utilizado para bens intangíveis.Valor justo líquido de despesa de venda: aqui o teste de Impairment é feito com base no lucro que seria obtido com a venda do ativo. Isto é, além do valor de mercado, há descontos de eventuais custos como comissão da comercialização ou transporte. Observe, portanto, que há uma definição para cada tipo de ativo nessas duas metodologias. Enquanto que o valor em uso é mais aplicado em ativos intangíveis, especialmente pela dificuldade de precificação em função de maior subjetividade, o modelo de valor justo líquido de despesa de venda é mais pertinente para os ativos tangíveis. Assim, cabe a cada empresa usar dos métodos adequados para os seus ativos e garantir a atualização do teste de Impairment periodicamente, cumprindo a lei determinada.

    31/03/2021
  • Ilan Goldfajn

    Quem é Ilan Goldfajn? Ilan Goldfajn é um importante economista da história brasileira. Embora tenha se notabilizado profissionalmente por aqui, a sua origem é israelense. Ele nasceu em Haifa, em março de 1966. Apesar da origem estrangeira, ele veio ainda jovem para o Brasil. Ao longo da sua carreira profissional atuou em diversas instituições financeiras, sendo diversas delas de grande porte e com influência internacional. Notabilizou-se pelo cargo de presidente do Banco Central do Brasil entre os anos de 2016 e 2019. Foi sucedido por Roberto Campos Neto após mudanças no conturbado cenário político. A formação de Ilan Goldfajn Conforme destacado, Ilan Goldfajn dedicou a maior parte de sua carreira ao mercado financeiro. Não por acaso, suas formações indicam um apreço pela área da Economia, justamente a disciplina em que se formou pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). A sua infância teve relação com seu país de origem. Goldfajn estudou no Colégio Israelita Brasileiro, uma instituição de educação focada justamente em crianças israelitas, mantendo costumes e tradições da nação. Além da formação em Economia, ele seguiu buscando aprimorar seus conhecimentos dentro da área de atuação. Assim, obteve mestrado dentro da própria PUC-RJ e doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos. Como podemos ver, ele sempre se interessou muito pela área acadêmica. Desta forma, acabou se tornando também professor da própria PUC-RJ, cargo que veio a manter por dez anos. A carreira de Ilan Goldfajn O feito mais notável, pelo que Ilan Goldfajn acabou ficando famoso no Brasil, foi assumir a presidência do Banco Central do Brasil. Antes disso, porém, ele teve atuações importantes em empresas financeiras que acabaram o preparando para tal função. Tudo começa, aliás, como professor assistente na Brandeis University, ainda durante o seu doutorado realizado nos Estados Unidos. Em 1996, o primeiro cargo de destaque: Goldfajn se tornou economista do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele também foi consultor de organizações internacionais pela entidade global. Após retornar ao Brasil e começar a carreira acadêmica pela PUC-RJ, sua primeira passagem pelo Banco Central do Brasil foi como Diretor de Política Econômica, cargo que ocupou por três anos até se tornar sócio do Banco Gávea Investimentos. Um dos seus pontos altos na carreira como economista veio com o convite do Itaú Unibanco, nosso principal banco do mercado privado, para ser economista-chefe da instituição. Isso ocorreu em abril de 2009 e o cargo foi ocupado por sete anos quando então foi convidado para atuar no Bacen. Ilan Goldfajn no Banco Central No ano de 2016, Ilan Goldfajn foi convidado pelo então Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para assumir a presidência do Banco Central do Brasil. Ele aceitou e se desligou totalmente do Itaú Unibanco. O cenário era bastante desafiador. O país passava por uma séria crise econômica que se iniciou em 2014 e culminou, inclusive, com o impeachment da então Presidente da República, Dilma Rousseff, no mesmo ano em que ele assumiu o cargo no Bacen. Apesar do ambiente desafiador e da incerteza (e até desconfiança) por parte dos especialistas que não viam em Goldfajn o melhor nome para o momento, podemos dizer que sua atuação foi amplamente positiva, especialmente no que diz respeito ao controle inflacionário do país. O economista foi fundamental na recuperação econômica brasileira, algo que envolve a retomada da confiança de investimentos estrangeiros e uma melhoria do rating de crédito do Brasil durante a sua gestão. Um fator importante para estabilização financeira. Não por acaso, Ilan Goldfajn acabou eleito o melhor banqueiro central do mundo pela revista inglesa The Banker. Um prêmio merecido e que marcou o auge da sua carreira profissional através do reconhecimento global.

    12/03/2021
  • In the Money

    O que é In The Money (ITM)? In The Money é um tipo de classificação, no mercado de opções, que, em tradução livre, significa ‘dentro do dinheiro’. Em uma opção de compra ITM, o seu ativo objeto é negociado no mercado à vista a um preço superior ao preço de exercício da opção.Já na opção de venda ITM, o preço do ativo no mercado à vista se encontra abaixo do preço de exercício da opção. Chamamos essa relação de moneyness e ela ajuda o investidor a identificar se vale a pena, ou não, comprar uma opção, baseado no seu exercício. Como funcionam as opções in the money? Na prática, estas são as duas situações em que um investidor pode lidar com as opções ITM: Call ITM Em uma opção de compra In The Money, compra-se um ativo cujo strike (preço de exercício) está menor que o preço de mercado, e vende-se por esse preço maior — lucrando, portanto. Suponhamos que um investidor tenha as seguintes opções na carteira: SUZBC580;SUZBC590;SUZBC600. São opções de call referentes ao ativo SUZB3 (Suzano) com vencimento em março. Observe que a primeira opção tem um strike de R$ 58, a segunda de R$ 59 e a terceira de R$ 60. Além disso, o ativo tem um preço de mercado a R$ 62,93. A pergunta é: qual das três opções está in the money? Em outras palavras: já que é uma opção de call, qual delas tem o strike menor que o preço de mercado? Todas. Qualquer uma das três, quando compradas, podem gerar lucro. A mais barata, SUZBC580, é a mais lucrativa, veja: 62,93 - 58 = R$ 4,93 de lucro por opção.62,93 - 59 = R$ 3,93 de lucro por opção.62,93 - 60 = R$ 2,93 de lucro por opção. Como, no mercado de opções, o lote mínimo é de 100 unidades, o lucro máximo da operação seria de R$ 493. Put ITM Na opção de venda ITM, a opção deve ser comprada a um preço de mercado menor, para ser vendida ao preço de exercício, que é maior, gerando lucro. Retomando o exemplo anterior, para que uma opção de venda de SUZB3 seja ITM, ela deve ter um strike maior que R$ 62,93. Neste caso, o investidor precisa se atentar ao fato de que, à medida que a data de vencimento se aproxima, o strike tende a zero. Afinal, é improvável que as ações da Suzano sejam valorizadas faltando poucos dias para o exercício das suas opções. Contudo, cada uma dessas opções pode deixar de ser ITM para ser at the money (ATM) ou out of the money (OTM) antes do vencimento, a qualquer momento, então é necessário acompanhamento e agilidade na estratégia. Isso quer dizer que os strikes podem se igualar (ou variar em até 2%) ao preço no mercado (ATM) ou mesmo ultrapassá-lo (OTM). Vale a pena operar opções in the money? Em termos gerais, as opções ITM: de call tem muito Delta;de put tem muito Delta Negativo;ambas têm alto VI (valor intrínseco) com um baixo VE (valor extrínseco). Logo, imagine que SUZB3 subiu 0,10 centavos e as opções de call que você tem possuem 80% de Delta. Esperamos que ela suba 0,08 centavos, em consequência disso. Portanto, essa alta no papel é favorável para o investidor. Por outro lado, já que o Delta é negativo, para a put ITM, o cenário é igualmente vantajoso. Por fim, tanto uma call quanto uma put in the money, que têm alto VI e baixo VE, também proporcionam vantagens pela baixa expectativa de desvalorização do papel no tempo.

    11/02/2021
  • IBRX

    O que é o IBrX? Também conhecido como Índice Brasil ou IBX, o IBrX é um indicador de desempenho que avalia o retorno de uma carteira composta pelos ativos de melhor desempenho na bolsa. É muito relevante, embora não seja muito usado pelos investidores e analistas econômicos do país.  É composto, exclusivamente, por ações e units de empresas brasileiras. Isso quer dizer que BDRs e fundos imobiliários (FIIs) não são considerados nessa medição. Além disso, empresas em recuperação judicial ou em regime especial de administração também não entram na composição do índice. A ponderação da carteira é baseada no valor dos ativos de maior circulação da bolsa de valores, ou seja, que não pertencem aos controladores naquele momento. É divido em duas subcategorias: o IBrX-100 composto por ações de 100 empresas e o IBrX-50 composto por ações de 50 empresas. O que é o IBrX-50? Concentra ações das 50 empresas brasileiras mais negociadas na bolsa, selecionadas em função do volume financeiro. É calculado pela média ponderado dos ativos mais negociados, o que resulta em um índice menos concentrado que o Ibovespa, por exemplo. Como é facilmente replicado, é mais utilizado no mercado do que o IBrX-100. O que é o IBrX-100? Inclui títulos das 100 empresas de maior representatividade e negociabilidade. Esses dados são apurados nos 12 meses anteriores à avaliação.  Além disso, as empresas que compõem o índice devem ter participado de pelo menos 70% dos pregões ocorridos nos 12 meses que antecederam a formação da carteira. É calculado pela média ponderada dos ativos mais negociados. Qual a diferença entre o IBrX e o Ibovespa? O índice tem o objetivo de indicar o desempenho dos ativos mais negociados no país. Assim como o Ibovespa, busca representar a economia brasileira, no entanto, o IBrX tende a ser menos concentrado. Como se sabe, o índice Ibovespa é composto por empresas de grande porte, como a Vale e a Petrobrás. Já o IBrX apresenta uma carteira mais diversificada, ou seja, é menos dependente de um pequeno grupo de empresas. Vale observar, que como o mercado nacional é dependente de empresas cíclicas, ambos os índices tendem a ser bastante voláteis. Apesar de o IBrX ser um mais abrangente, o Ibovespa continua sendo o índice mais importante e usado como uma referência do mercado nacional. Qual a composição do índice? O índice é composto por títulos de empresas de grande participação no mercado de ações. Esses ativos são classificas em ordem decrescente, de acordo com a sua liquidez. Além disso, as ações devem estar entre as mais negociadas na bolsa nos 12 meses que antecederam a formação da carteira e precisam ter sido negociadas em, pelo menos, 95% dos pregões que ocorreram no mesmo período. Isso significa, portanto, que os ativos desse índice podem variar de tempos em tempos, uma vez que as empresas participantes precisam se enquadrar nesses critérios.  Empresas em recuperação judicial ou administradas em regime especial não podem entrar no índice. É possível investir nesse índice? Muitos investidores analisam índices de forma passiva antes de escolher quais ativos comprar. Assim, muitos se perguntam se podem investir no IBrX em ETFs (Exchange Traded Fund). Nesse índice, um ETF exibe o código BRAX11, que permite acompanhar o IBrX-100. No entanto, para potencializar esse tipo de investimento é preciso utilizar a técnica do stock picking, ou seja, selecionar as ações que irão render acima da média do mercado. 

    17/12/2020