Última modificação em 19 de janeiro de 2021

O que é Índice de Energia Elétrica (IEE)?

O Índice de Energia Elétrica (IEE), desenvolvido em 1996, é responsável por analisar o desempenho médio de todas as ações disponíveis na Bolsa de Valores, referentes ao respectivo setor.

Ou seja, empresas que atuam com o fornecimento de energia elétrica e disponibilizam ações na B3 são constantemente avaliada pelo índice - mais precisamente, a cotação dessas ações é analisada pelo IEE.

A partir dessa analise é possível visualizar qual é a performance geral do setor de energia elétrica. 

Os critérios que a instituição utiliza para aplicação desse índice estão descritos no Manual de Definições e Procedimentos dos Índices. As empresas precisam estar devidamente regulamentadas e atender alguns padrões pré-estabelecidos.

Ah! É importante esclarecer que companhias em processo extrajudicial, recuperação legal ou regime especial de administração temporária, precisam de uma autorização a parte para fazerem parte da carteira, e consequentemente, terem suas ações avaliadas pelo IEE.

Quais são as empresas que compões a carteira do Índice de Energia Elétrica (IEE)?

Algumas das empresas que compõem a carteira do Índice de Energia Elétrica (IEE) são: ALUPAR, CESP, COELCE, ELETROBRÁS, ENGIE BRASIL, EQUATORIAL, LIGHT S/A, NEOENERGIA, OMEGA GER, TAESA, TRAN PAULIST, AES TIETE, CPFL ENERGIA, entre outras.

Além dessas, as principais companhias que detém mais de 50% das ações desse setor são a CEMIG, a COPEL, ENERGISA, ENEVA E ENEL - sendo essa última a líder mundial no fornecimento de gás e energia elétrica.

Falando nisso - momento curiosidade! - você sabe a história da energia elétrica no Brasil?

Em 1879, o Imperador Dom Pedro II solicitou ao cientista americano Thomas Edison que trouxesse parte de sua tecnologia ao solo brasileiro. Assim, os primeiros experimentos começaram no Rio de Janeiro - até então, capital do nosso país.

Alguns anos depois, em 1883, a primeira hidroelétrica foi instalada em Minas Gerais, no município de Diamantina. No mesmo ano, o estado do RJ inaugurou o primeiro serviço de iluminação pública de toda américa do sul.

Em 1990, o crescimento do setor elétrico atraiu investidores dos Estados Unidos e Canadá. Eles foram os principais incentivadores dos transportes públicos movidos a eletricidade, além de serem fundamentais para a expansão do setor no nosso país.

Até então, era relativamente fácil construir usinas pelo Brasil, pois o governo não se opunha e não existiam decretos legais para controle. O Grupo Light em conjunto com a empresa estrangeira AMFORP, dominavam cerca de 80% da distribuição de energia elétrica em solo nacional.

Entretanto, as coisas mudaram em 1934, quando o governo brasileiro instituiu o Decreto Nº 24.643. Nele, haviam exigências específicas quanto a exploração de energia hidráulica e outras atividade do setor, além da imposição de novas taxas e tributações sob o serviço.

Com isso, o investimento de empresas estrangeiras caiu consideravelmente, enquanto a demanda por energia elétrica só aumentava - principalmente porque o mundo passava pelos piores períodos de guerra da história!

A fim de solucionar diversos problemas causados pela alta demanda, o governo passou a desenvolver e investir em empresas estatais do setor elétrico, após a década de 60.

A ideia não deu muito certo, e só mais tarde, na década de 90, o Brasil pode voltar aos eixos com a privatização de algumas dessas companhias. E assim seguimos ao longo de todos os acontecimentos até os dias atuais.

Como o Índice de Energia Elétrica (IEE) pode ser consultado?

O Índice de Energia Elétrica (IEE) pode ser consultado através da plataforma da B3. Ao entrar no site, existe uma aba específica para índices: o IEE se encontra na modalidade "setoriais".

Além dele, também há diversos outros índices que podem ser consultados. Nós temos artigos específicos sobre cada um, vale a pena dar uma olhada!

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