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Índice de Bom País

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:11/11/2021 às 03:05 - Atualizado 18 dias atrás
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O que é Índice de Bom País?

O Índice de Bom País mede o quanto uma nação contribui positivamente para o planeta e para os seus habitantes.

Um “bom país”, nessa nomenclatura, se refere a países que não são “maus” e não países onde seja bom de se viver, necessariamente. Existe, porém, uma clara correlação entre ambas as definições.

O que o Índice de Bom País considera?

O Índice de Bom País avalia um país segundo 7 critérios: 

  • Ciência e Tecnologia;
  • Cultura;
  • Paz Internacional e Segurança;
  • Ordem Mundial;
  • Planeta e Clima;
  • Prosperidade e Igualdade;
  • Saúde e Bem-estar.

A ideia é entender, por meio de determinados parâmetros, o quanto um país contribui para o bem do planeta nessas áreas. 

A Alemanha, por exemplo, encabeça os critérios de Ordem Mundial e Saúde e Bem-estar, porém peca na Paz Internacional e Segurança, ficando na terceira posição geral.

O Brasil ocupa, em 2021, a 55º posição no ranking. Mesmo não indo muito bem em nenhum critério, destacam-se os desempenhos satisfatórios em relação à Ordem Mundial e ao Planeta e Clima.

Qual é a relação do Índice de Bom País com o IDH?

Suécia, Dinamarca, Alemanha, Holanda e Noruega: esses cinco países estão na lista de ambos os índices entre os 10 primeiros colocados. 

De fato, pode-se perceber que, apesar de algumas mudanças na ordem, existe grande semelhança nos nomes de países que aparecem nas altas posições em cada lista. Um índice não está diretamente relacionado ao outro, mas podemos traçar paralelos. 

Países ricos e com alta qualidade de vida parecem performar bem nos índices, o que pode indicar que melhores condições de vida privada resultam em maior contribuição para o bem estar mundial, ou vice-versa.

Outra consideração viável é a de que, uma vez que a população tem seus desejos mais urgentes atendidos, conforme a Pirâmide de Maslow, é possível que um país dedique seus esforços e recursos a políticas mais voltadas para o bem comum.

Apesar dos índices não serem diretamente relacionados, o Índice de Bom País e o Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH, compartilham características que tendem a aumentar os níveis de prosperidade de uma sociedade, como boa cultura e saúde.

Vale citar também que, apesar de não ser uma regra entre os melhores países, dos cinco mencionados, todos são europeus e quatro são reinados - a exceção é a Alemanha.

Como o Índice de Bom País pode afetar os investimentos?

Não há uma correlação direta entre o volume de investimentos que os países recebem e sua posição no ranking, mas os “bons” parecem ter empresas mais saudáveis e reconhecidas.

Talvez, como já citado, isso não se deva a esse índice em específico, mas a tudo o que a excelência dessas nações traz em benefícios.

É possível, porém, que empresas que estejam diretamente relacionadas com os “maus” países estejam mais vulneráveis a ataques políticos e comerciais.

Em 2020, a pauta das queimadas na Amazônia atingiu o governo brasileiro, por exemplo. O esforço, que carregou consigo a pauta ambiental, pareceu direcionado a atacar o potencial agropecuário do país, colocando o Brasil como um “mau” para o planeta.

Acusações desse calibre, desde que bem fundamentadas, podem incentivar sanções da comunidade internacional, reduzindo os investimentos que o país recebe e prejudicando suas políticas nacionais e empresas.

Ou seja, não é apenas uma questão de posicionamento no índice. O mais importante é a percepção internacional sobre as atitudes de um país. 

Um exemplo recente foi o protecionismo que Donald Trump promoveu nos EUA em relação à China, abalando mercados no mundo todo. Apesar de muito desenvolvida, a China aparece em posição inferior no Índice de Bom País, até mesmo ao Brasil.

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