Última modificação em 7 de janeiro de 2021

O que é o Índice Brasil 100?

O Índice Brasil 100, também chamado de IBrX 100, é um indicador do desempenho médio dos 100 ativos mais representados e mais negociados no mercado brasileiro de ações. Ele é resultado de uma carteira teórica de ativos que é reformulada a cada quatro meses.

Por ser composto com exclusividade por ações e units, esse índice não inclui os BDRs  ou sequer os ativos de companhias que estão em recuperação extrajudicial ou judicial. Ainda em relação às exclusões, as companhias em regime especial de administração temporária e por intervenção também ficam de fora do IBrX 100.

Para figurar no Índice Brasil 100, o ativo precisa, necessariamente estar entre as 100 primeiras posições do Índice de Negociabilidade (IN) — como o próprio nome sugere — no período de vigência das 3 carteiras anteriores. Esses mesmos ativos também devem ter presença em pregão de 95% nesse mesmo período. Os ativos considerados como penny stock, aqueles que sejam cotados abaixo de R$1, estão excluídos do índice.

Do que o Índice Brasil 100 é composto?

O IBrX 100 é composto, basicamente, por um percentual pré-definido de ações que é ponderado pelo seu número de ações em uma negociação no mercado de ações. O índice tem em sua composição, então, um número fixo de 100 ativos que são classificados em ordem decrescente — de acordo com a sua liquidez.

É preciso notar, também, que as ações precisam estar nas posições mais altas de negociabilidade nos 12 meses anteriores ao período em questão. O índice, então, muda seus ativos com o tempo para representar as ações que se enquadram nesses critérios.

A ponderação dessa carteira é feita com base em valores de mercado do free float — ou seja, no valor dos ativos que se encontrem em circulação no mercado no momento. Em outras palavras, são aqueles que não pertencem aos controladores.

Como funciona e qual é o objetivo do Índice Brasil 100?

O objetivo do Índice Brasil 100 é, de forma bem simples, indicar a média do desempenho das cotações de ativos com maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações no país. A diferença entre ele e a Ibovespa está na composição da carteira. Isso porque, apesar das duas buscarem representar a economia brasileira, a segunda opção tende a ser mais concentrada.

Em um índice como a Ibovespa, as empresas grandes tendem a apresentar uma grande porcentagem na composição dele. Já o IBrX 100 apresenta uma carteira um pouco mais diversificada e, sendo assim, é menos dependente de um grupo pequeno de ativos. Como a economia no Brasil ainda é dependente de empresas cíclicas, é preciso pontuar que ambos os índices costumam ter uma volatilidade bem elevada.

Apesar de, na teoria, o IBrX 100 ser um índice muito mais justo, ainda não conseguiu substituir o índice Ibovespa. Isso porque esse segundo ganha em importância, já que continua sendo o maior referencial do mercado de ações do país.

É possível investir no Índice Brasil 100?

Como muitos investidores preferem tomar uma postura mais passiva em relação a um índice de referência, o Índice Brasil 100 passa a ser uma consideração e muitos se perguntam se é possível utilizar um ativo desse tipo. A resposta curta e objetiva é: sim.

Para esses casos, existe um ETF específico do IBrX que é negociado diretamente na bolsa com o código BRAX11. Por meio desse ativo, o investidor consegue acompanhar o IBrX 100 com grande riqueza de detalhes. Assim, é possível que ele se preocupe menos com a tomada de decisões e consiga focar mais em outras atividades do seu trabalho.

Investir apenas em ETFs, no entanto, pode não ser uma ideia muito lucrativa. Isso porque o retorno garantido é apenas o da média, algo que poderia ser potencializado por meio de stock pickings.

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