Fundo PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa – 50)

Última modificação em 13 de Maio de 2021 às 11:02

O que é o fundo PIBB?

O fundo PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa - 50) é uma modalidade de fundo de investimento que busca replicar um índice do mercado de ações brasileiro. No entanto, ao contrário da maioria dos produtos com essa característica, o seu referencial não é o Ibovespa, mas sim o IBrX-50. Ao longo do artigo, nós vamos entender melhor essa dinâmica.

Como talvez você já saiba, os fundos de índice são configurados como ETFs. Essa é uma sigla para Exchange Traded Funds, que significa "fundos negociados em bolsa", em tradução para o Português.

O seu nome não é mero acaso, mas sim uma função técnica dessa modalidade de fundo de investimento. O fundo PIBB, afinal, é negociado na B3, a nossa bolsa de valores, com o ticker PIBB11.

Como funciona o fundo PIBB?

Como explicamos, um ETF é um fundo de investimentos com gestão passiva. Isto é, uma estratégia que visa replicar um determinado indicador para investir o dinheiro do seu cotista.

É exatamente o que acontece no fundo PIBB. Com base na carteira teórica do IBrX-50, a gestão vai tentar replicar o pacote de ativos e a sua proporção para que o investidor possa investir no índice. Vale lembrar que, em tese, não conseguimos realizar investimentos diretamente em índices, mas sim em fundos que oferecem um comportamento muito similar.

É o caso do próprio Ibovespa, outro índice do mercado de ações mais popular que o IBrX-50. Você não investe no Ibovespa, mas sim em ETFs que replicam a sua carteira — como o BOVA11, por exemplo. O PIBB11 tem essa mesma função, mas utilizando outro índice de referência.

Qual é a composição do fundo PIBB?

Embora seja menos popular do que os ETFs do que os fundos passivos que acompanham o Ibovespa, o PIBB11 foi o primeiro ETF da categoria lançado na bolsa brasileira, no ano de 2004.

Desde o seu início, o fundo PIBB tem por objetivo replicar a carteira do índice IBrX-50, que tem uma metodologia um pouco diferente do Ibovespa. Entre os critérios para composição da carteira teórica estão os seguintes fatores:

  • O ativo deve marcar presença em ao menos 95% dos pregões da B3, listando assim aqueles ativos com maior índice de negociabilidade. Também é considerado o valor de mercado das ações em free-float (livre circulação);
  • Os ativos da carteira teórica são listados em função do seu índice de negociabilidade. No caso do IBrX-50, são válidos os 50 ativos com maior liquidez do mercado. No índice IBrX-100, a lista passa para 100 empresas;
  • Exclusivamente composto por ações. Fundos imobiliários e BDRs (Brazilian Depositary Receipts) não são considerados, embora também sejam negociados dentro da bolsa de valores;
  • Companhias em processo de recuperação judicial não podem ser contempladas pelo índice. O mesmo vale para ações classificadas como "penny stocks", aquelas cujo preço é inferior a R$1,00.

Veja, portanto, que temos um cenário levemente diferente do Ibovespa, que tem critérios que acabam concentrando o índice em segmentos específicos — em especial nos setores de commodities e financeiro.

Vale a pena investir no fundo PIBB?

O fundo PIBB é uma forma de se expor ao mercado acionário brasileiro utilizando de outro índice que não o Ibovespa. Embora a metodologia seja similar, existem diferenças como a concentração, que vimos no tópico anterior, ou mesmo na quantidade de ativos.

No entanto, em relação ao tipo de investimento, o cenário é similar. Afinal, estamos falando de renda variável e do que se chama de Risco Brasil. A diversificação que o IBrX oferece não é algo que vai mudar completamente o resultado, mas pode promover um incremento de rentabilidade no longo prazo pela melhor distribuição das companhias.

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