Fundo DI
O que é Fundo DI?
Fundo DI, cujo nome completo é Fundo de Renda Fixa Referenciado a Depósito Interbancário (DI), é um tipo de investimento em que pelo menos 95% dos seus recursos se destinam aos títulos públicos vinculados à Selic.
Geralmente, esse fundo tem tanto a liquidez quanto a rentabilidade diária, com baixo risco. Por isso, é uma excelente alternativa à poupança e é até mesmo um investimento apropriado para a Reserva de Emergência.
Como funciona o Fundo DI?
O fundo acompanha 100% da taxa DI, que está sempre orbitando a Selic. Os investidores compram o produto a um preço acessível, aproximadamente R$ 100, fazem os aportes, um gestor gerencia e as despesas dele são divididas entre os cotistas.
Em certos momentos, esse investimento pode ser mais interessante que outros, da Renda Fixa, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e o Tesouro Direto.
Todavia, um dos maiores princípios dos investimentos — e da vida mesmo — é não cair na ganância, achando que o ativo só traz pontos positivos.
Veja alguns fatores que podem comprometer a rentabilidade do Fundo DI:
- taxa de administração: é o valor rateado entre os investidores para pagar as despesas relacionadas à administração do fundo, que varia de 0,3 a 3,5%. Mas muitas corretoras já zeraram essa taxa;
- come-cotas: é a cobrança antecipada de 15% da rentabilidade no Imposto de Renda, nos meses de maio e novembro, já descontado no resgate;
- Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): imposto que incide a cada 30 dias.
Outro ponto negativo é que o Fundo DI não tem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Se a instituição falir, pode haver calote do emissor.
É um ponto que acaba favorecendo o CDB e o Tesouro que, embora não tenham FGC, investem em apenas papéis do governo.
Rendimentos superiores a 100% do CDI
Algumas instituições financeiras oferecem CDBs que rendem de 120 a 150% do CDI. Será que é interessante colocar a reserva de emergência nesses investimentos já que eles rendem mais que o esperado em cima da taxa DI?
Comparando com outros CDBs: depende da inflação. Para não errar, estude a rentabilidade líquida do investimento, não a bruta.
Um título a 120%, em agosto de 2021, por exemplo, está rendendo menos que a inflação. Isso porque, mesmo com a Selic a 5,25%, a inflação acumulada dos últimos 12 meses está em 8,35% — detalhe, estava nos históricos 2%, por isso o boom de títulos com rendimento superior aos 100% do CDI.
Já o mecanismo do Fundo DI é diferente, já que os rendimentos vêm de um fundo coletivo sob a custódia do gestor.
Qual o melhor Fundo DI?
O “melhor” fundo DI hoje pode não ser o “melhor” amanhã. Isso porque a rentabilidade, que é um fator que pesa muito para a satisfação do investidor, está sempre mudando devido às taxas incidentes, bem como a própria taxa DI.
Por esse mesmo motivo, evite deixar o seu dinheiro no fundo por mais de um ano. Ele não foi feito para investimentos de longo prazo, na faixa dos 10 anos, por exemplo. É importante diversificar em outros produtos de Renda Fixa para ter mais segurança com a sua Reserva de Emergência.
A forma mais adequada de escolher um fundo DI é consultar o histórico do fundo nos sites da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Anbima e simular o seu rendimento na calculadora do Tesouro Direto.
Além disso, mesmo que você compare exaustivamente o Fundo DI com CDB, Tesouro etc., as variações não serão tão significativas. São opções para investimentos conservadores. O mais importante é poupar e, de fato, alimentar a reserva financeira.
Tributação do Fundo DI
Além do come-cotas, que já introduzimos, o lucro do fundo também sofre a incidência do Imposto de Renda.
Mas essa tributação do Fundo DI ocorre pela tabela regressiva, ou seja, quanto mais tempo investido, menor os impostos.