Última modificação em 27 de maio de 2021

O que é FGV100

O FGV100 é um índice calculado pelo IBRE – Instituto Brasileiro de Economia, da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Ele é formado pelas 100 ações mais negociadas, com exceção de bancos e estatais, da Bolsa de Valores de São Paulo – B3.

O índice FGV100 considera os critérios de volume financeiro, liquidez e qualidade da empresa. Ele é uma referência de desempenho de papéis de segunda linha que são negociados no mercado brasileiro.

Característica do FGV100

O FGV100 é formado por empresas que atingem um critério de excelência, que inclui:

Além disso, para obter o índice agregativo das 100 ações que compõe a carteira, o FGV100 tem como referência o patrimônio líquido (PL) de cada companhia.

Origem do FGV100

Desde sua criação em 1951, o IBRE tem como principal atividade realizar pesquisas e estudos para obter indicadores econômicos confiáveis. Naquele período, o IBRE estimava o Balanço das Contas e Pagamentos Nacionais. Anos depois, essa atividade foi transferida para órgãos governamentais.

A partir daí, o Instituto se dedicou a criar e acompanhar indicadores econômicos, realizar sondagens conjunturais e calcular índices de preços.

O FGV100 foi criado a partir de um específico convênio entre a FGV e a Bolsa de Mercadoria de Valores. Os primeiros cálculos e os testes de metodologia tiveram a participação da empresa Enfoque Gráfico.

Atualmente, o FGV100 tornou-se uma das fontes de referência quantitativa e moderna da economia brasileira.

Metodologia do FGV100

O principal objetivo do FGV100 é calcular as variações dos preços dos papéis de empresas privadas, não financeiras, que são negociadas nas bolsas de valores de São Paulo e Rio de Janeiro. Esse índice reflete o posicionamento de mercado das principais empresas brasileiras, conforme determinados critérios:

Critério para selecionar as empresas

As empresas que vão compor a carteira teórica do FGV100 serão aquelas companhias que possuem melhor classificação de acordo com os critérios de liquidez e excelência no mercado.

Critério de liquidez

Como o FGV100 é um índice de preços de papéis que são negociados na Bolsa de Valores, o critério de liquidez em mercado é justificado. Dessa forma, é fundamental verificar a quantidade e volume de títulos e o número de negócios pela empresa.

O critério da liquidez em mercado tem duas fases:

Fase 1 - cálculo da liquidez utilizando uma fórmula própria, que considera: número de pregões que a empresa participou, número de negócios fechados, quantidade de títulos negociados e o volume de negócios dentro de um período de referência.

Fase 2 – Exclusão de empresas que possuem presença inferior a 60% nos pregões realizados, dentro do período de referência.

Critério de excelência

O principal objetivo desse critério é ordenar os resultados das companhias, de acordo com os resultados da suas demonstrações financeiras. A partir daí, são selecionadas as empresas consideradas excelentes de acordo com dois aspectos: desempenho e dimensão.

O cálculo do desempenho leva em consideração a rentabilidade, liquide e endividamento das empresas.

Para calcular a dimensão, é fundamental os seguintes valores: patrimônio líquido, receita operacional líquida, capital realizado, lucro líquido e imobilizado líquido.

De posse dos resultados, a seleção final das companhias para formar o índice FGV100 é obtida combinando os critérios de liquidez em mercado e excelência, sendo que o de liquidez tem peso 4 e o de excelência tem peso 6.

Principais índices do mercado financeiro

Além do FGV100, há outros índices que servem como indicadores do mercado de ações. Eles acompanham e apresentam o comportamento de segmentos específicos ou de todo mercado. São eles:

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