Última modificação em 17 de maio de 2021

O que é Expurgo?

Se você é fã de filmes com gênero de suspense, certamente já deve ter ouvido falar sobre o termo expurgo na coletânea "Uma Noite de Crime", de James DeMonaco. Nas obras cinematográfica, o expurgo é tratado como um ritual de purificação - levemente bizarro e assustador!

Entretanto, de um modo geral, um expurgo tem a ver com limpeza, sim. Esse termo também é muito utilizado em instituições de saúde, onde os profissionais realizam a esterilização de seus materiais, como pinças, tesouras, bisturis, lâminas e assim por diante.

Além disso, muitos religiosos também adotaram esse termo dentro de suas doutrinas e rituais, representado por atos de purgação espiritual, tais como a confissão ou qualquer "sacrifício" em prol da própria alma.

Dentro do mercado financeiro existe aquilo que chamamos de expurgo inflacionário. Seguindo na mesma linha de raciocínio apresentada pela definição da palavra, o expurgo inflacionário representa a ausência da correção monetária sobre a caderneta de poupança.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

O que é Expurgo Inflacionário?

O expurgo inflacionário possui relação direta com a caderneta de poupança. Esse tipo de investimento é baseado na correção monetária sobre o saldo base aplicado, bem como o acréscimo de juros remuneratórios sobre o valor já corrigido.

Em outras palavras, é assim que um poupador pode lucrar com essa modalidade de investimento. Entretanto, houveram algumas épocas específicas (1987 - 1992) onde essa correção monetária não aconteceu da maneira certa, e as pessoas que possuíam aplicação na poupança acabaram saindo no prejuízo.

Portanto, chamamos de expurgo inflacionário a quantia financeira que foi tirada - ou melhor, sequer foi paga - da poupança de milhares de brasileiros entre os anos citados, aos quais teriam direito garantido por lei a correção monetária de maneira correta.

Essa falha aconteceu durante o Plano Bresser e Plano Verão, instituídos no governo de José Sarney, comandados por Luiz Carlos Bresser Pereira e Maílson Ferreira da Nóbrega, respectivamente. 

Ambos os planos tinham o objetivo de reduzir a inflação do país e reequilibrar a economia nacional, mas não obtiveram sucesso.

Um exemplo de expurgo inflacionário foi a correção monetária de 1987, que pagou apenas 18,05% aos investidores quando na verdade deveria ter pago 26,06%, segundo a tabela disponibilizada na época pela Justiça Federal.

Como se não bastasse, os juros remuneratórios também foram calculados com base na correção monetária errada, fazendo com que o prejuízo no lucro dos investidores fosse ainda maior!

Outras falhas iguais a essa aconteceram até o fim do Plano Collor, presidido pelo próprio Fernando Collor de Mello, entre 1990 e 1992.

Muitos economistas atribuem os expurgos inflacionários a essas mudanças de planos econômicos e medidas provisórias de contenção, que ao invés de funcionar, acabaram por bagunçar a economia nacional ainda mais.

Os investidores prejudicados entraram com ações legais para reverter o caso e recuperar o dinheiro que já deveria te sido pago, e muitos seguem nesse briga judicial até os dias de hoje. 

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