Última modificação em 1 de março de 2021

O que é correção monetária?

Correção monetária é o reajuste financeiro que reequilibra o valor do real em relação a moedas estrangeiras e à inflação. O objetivo é compensar a desvalorização econômica da moeda nacional devido perda inflacionária em um determinado período.

Também chamada de Princípio da Atualização Monetária, a correção de preços pode ser ativa, quando gera receitas, ou passiva, quando representa uma despesa. É um princípio fundamental da contabilidade e foi instituída no final da década de 1960 com a criação da Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional (ORTN), indexador que servia de referência para créditos específicos. 

Embora o país não viva um momento de hiperinflação, os ajustes econômicos fazem parte de todo contrato financeiro devido à alta taxa de juros praticadas pelos bancos e demais instituições financeiras e em decorrência do “Câmbio Flutuante”, que faz com que o valor do real sofra oscilações mercadológicas com relação ao dólar.

É comum confundir juros com correção monetária, no entanto, esses conceitos são bem diferentes.

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Qual a diferença entre correção monetária e juros?

Juros é um valor adicionado ao parcelamento de uma dívida ou ao pagamento de parcelas em atraso. Corresponde a um percentual do valor pago. Já a correção monetária, além de modificar o valor original de uma dívida, incide sobre os juros contratuais e pode variar de acordo com os índices jurídicos anteriormente acordados. 

No entanto, tanto os juros como a correção monetária devem ser analisados com cuidado sempre que um interessado assinar um contrato de aluguel ou solicitar um empréstimo bancário, uma vez que o valor pago ao término das prestações pode acabar onerando demais o contratado. 

Vale observar que taxa SELIC, que representa o juros básicos da economia brasileira, não é uma correção monetária

A SELIC foi criada em um período marcado por grandes reformas monetárias e o Banco Central decidiu desvincular os indexadores financeiros para garantir que os investidores não tivessem perdas financeiras.

A atualização monetária equivale ao aumento salarial?

Empresas públicas e privadas ajustam anualmente o salário dos seus funcionários em 5% ao ano. Esse número, no entanto, não representa um acréscimo salarial, mas sim um alinhamento da perda causada pela inflação do período.

Esse aumento, portanto, é uma atualização monetária e não representa uma melhoria salarial e nem possibilita o aumento do poder aquisitivo do consumidor. No entanto, esse reajuste garante que o trabalhador não sofra prejuízos financeiros ao perder o seu poder de compra e o status financeiro conquistado.

A correção monetária também exerce um papel importante nos investimentos financeiros, sendo que aplicações que rendem menos que a inflação resultam em perdas financeiras.

O que é perder poder de compra?

Poder de compra é um conceito que pode ser facilmente compreendido. Imagine que no início de outubro um cliente foi ao supermercado e fez uma compra de R$ 100,00. Em novembro, esse mesmo consumidor fez uma nova compra e, embora escolha os mesmos produtos, a mesma quantidade e a mesma marca, pague um valor mais alto que no mês anterior.

Essa diferença entre os valores pagos ocorre devido à inflação — alguns produtos são reajustados todos os meses, o que faz com que o preço se altere. A perda do poder de compra ocorre porque a inflação altera o preços de todos os setores da economia, o que inclui alimentos, serviços e contratos de aluguel.

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