Última modificação em 23 de fevereiro de 2021

O que é Clearing?

A Clearing, também chamada de Clearing House, é um serviço de compensação e liquidação de ordens de compra e venda eletrônicas. Em outras palavras, é uma forma de organizar as negociações dos investidores.

Esse é um processo muito importante no contexto do atual cenário de investimentos. Com a chegada da tecnologia, foi essencial permitir que os clientes das corretoras tivessem acesso aos produtos de maneira online, facilitando o acesso aos ativos.

No entanto, como não poderia deixar de ser, esse cenário também exige maior controle para que as operações não se percam no meio de tantas ordens emitidas pelos investidores. É neste ponto que entra a importância da Clearing na Bolsa de Valores.

Ela atua justamente nessa organização entre as negociações e transações realizadas. Assim que você emite uma ordem de compra para um título de renda fixa ou uma ação de uma empresa, por exemplo, a Clearing fica responsável pela compensação e pela liquidação dessa ordem.

Como funciona a Clearing?

O funcionamento de uma Clearing é relativamente simples, uma vez que tudo ocorre de maneira automática com o apoio da tecnologia. Ela possui uma série de objetivos visando o bom funcionamento do mercado de capitais. Veja alguns exemplos:

Veja, portanto, que basicamente o que faz uma Clearing é permitir que o mercado financeiro tenha seu funcionamento de maneira adequada e transmita credibilidade aos seus participantes — algo fundamental em termos de crescimento.

Clearing no mercado brasileiro

No Brasil, existem diferentes mecanismos de Clearing atuando no país. Elas são divididas em dois grupos, sendo cada um deles responsável por uma categoria de ativos especificamente.

Vamos conhecê-las na sequência para que você possa entender com maior facilidade a atuação de cada formato de Clearing no contexto dos investimentos em território brasileiro.

Selic 

Imagino que o nome "Selic" seja bem familiar para você, certo? Esse é, afinal, o nome da nossa taxa básica de juros e que influencia a cobrança realizada em diversos tipos de produtos financeiros (como empréstimos e financiamentos).

Essa taxa, contudo, deriva diretamente do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que é uma Clearing brasileira. Esse sistema é responsável pela liquidação e pela custódia dos títulos públicos — isto é, aqueles títulos emitidos pelo nosso governo. Esse processo ocorre em tempo real.

Abaixo estão alguns exemplos de títulos gerenciados pelo SELIC:

Clearing da B3

O restante do mercado financeiro (isto é, aquilo que foge do grupo dos títulos públicos) tem a liquidação e custódia por conta da B3, que é a Bolsa de Valores do Brasil. No entanto, nem sempre foi assim. Essa centralização na B3 passou a existir com a fusão da BM&F Bovespa com a CETIP.

CETIP é uma abreviação para Central de Liquidação e Custódia de Títulos. Apesar do nome genérico, a sua atribuição fica por conta dos títulos privados, aqueles emitidos pelas empresas privadas.

Aqui, podemos dividir os produtos em que a CETIP realizava a liquidação e a custódia em dois grandes grupos:

A velocidade do processo depende do tipo de produto selecionado. Alguns ativos possuem o processo em tempo real, assim como ocorre com os títulos públicos. Outros, contudo, podem exigir maior período temporal.

Já a BM&F Bovespa cuidava do mercado acionário, registrando as transações realizadas na Bolsa de Valores. Naturalmente que, com a fusão mencionada, tanto títulos privados, como as ações, passaram a ser responsabilidade da Clearing da B3.

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