Última modificação em 18 de janeiro de 2021

O que é Arbitrage Princing Theory (APT)?

A Arbitrage Pricing Theory (APT) é uma teoria desenvolvida para o mercado financeiro a qual consiste em um novo formato para precificação dos ativos dentro de uma nova abordagem.

Podemos dizer que ela surgiu como forma de dar aos investidores uma nova ferramenta de precificação em relação ao CAPM (Capital Asset Princing Model), método esse que busca avaliar a taxa de retorno de um ativo com base no risco oferecido.

Embora extremamente popular, o CAPM traz algumas limitações importantes que geram questionamentos sobre a sua eficácia. Assim, é natural que economistas busquem alternativas, algo que acabou por desenvolver a Arbitrage Pricing Theory.

Como funciona a APT?

Arbitrage Pricing Theory defende a ideia de que os retornos oferecidos pelos ativos pode ser analisada com diversas variáveis econômicas, mas dá maior foco ao risco sistêmico, isto é, aquele que afeta todo setor. Ela foi elaborada por Stephen Ross.

Um ponto importante da APT é que a teoria assume que pode existir um erro de precificação por parte do mercado. É justamente o oposto do que se vê na metodologia CAPM, onde parte-se do pressuposto de que os mercados são totalmente eficientes na sua precificação.

Essa é, aliás, uma das principais críticas geradas ao modelo CAPM. Sabemos que o preço dos ativos é composto, basicamente, pela negociação entre os investidores e o momento econômico, sendo estes amplamente influenciados pelas questões emocionais.

Em resumo, portanto, a Arbitrage Pricing Theory  busca encontrar essas distorções do mercado, as quais podem significar uma excelente oportunidade de investimento em razão do erro de precificação por parte dos investidores.

Quais são as vantagens da Arbitrage Princing Theory (APT)?

Em função desse detalhe de metodologia, podemos dizer que a APT oferece algumas vantagens aos seus investidores quando aplicada da maneira correta. É o caso, por exemplo, de ter um embasamento mais real, em que não há a premissa de que os mercados se ajustam perfeitamente.

Outro ponto importante, com base nesta primeira vantagem, é que a Arbitrage Princing Theory  permite que, com base nesses desajustes do mercado, existam oportunidades para lucrar com os erros de precificação. É uma teoria importante e que converge com outros teóricos do mercado, como a estratégia de Value Investing.

Essa tese tem como base a busca de erros de precificação do mercado, comprando ações abaixo do preço justo e lucrando conforme o mercado ajusta esse erro. É justamente o que busca a APT: preços desajustados em relação ao cenário macroeconômico existente.

Por fim, o modelo da Arbitrage Princing Theory  também utiliza de critérios com risco sistêmico, algo que torna a análise mais apurada e acrescenta uma série de fatores da economia para reduzir as chances de falha no cálculo.

Quais são as limitações da Arbitrage Princing Theory (APT)?

Se por um lado oferece diversas vantagens ao investidor, a APT também traz limitações. Uma delas é a maior complexidade de calcular. Por melhor que seja a sua premissa, ela leva em consideração uma série de critérios. E isso exige um maior conhecimento de economia.

Ademais, esses critérios aumentam a subjetividade dos resultados. Isso significa que você precisa ter maior tempo para estudar o mercado e, ainda assim, caso tenha algumas ideias previamente concebidas sobre ele, corre o risco de não avaliar todos os fatores da maneira correta.

Finalmente, assim como outros modelos, a APT traz uma certa lentidão na análise de novas variáveis. Uma reestruturação de uma empresa, por exemplo, não é fácil de ser percebida em um modelo matemático.

Vale a pena usar a Arbitrage Princing Theory (APT)?

Arbitrage Princing Theory (APT) é um modelo para avaliação de ativos. Desta forma, é mais uma ferramenta de apoio ao investidor que busca encontrar distorções no mercado financeiro.

No entanto, assim como outras metodologia, a APT também traz suas limitações. É preciso, portanto, trabalhar com diferentes métodos de precificação para mitigar os riscos de uma análise incorreta na seleção de ativos para investir.

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