Última modificação em 25 de março de 2021

O que é Alpha?

Você já ouviu algum investidor do mercado financeiro compartilhar a sua análise em relação ao "Alpha" que poderia ser gerado pelo ativo? Pois essa é uma expressão muito comum na análise de rentabilidade.

Em resumo, o Alpha de um investimento é a sua potencial capacidade de gerar um "excesso de rentabilidade". Geralmente, para encontrar esse resultado, nós precisamos de um indicador referencial.

Quando um produto do mercado financeiro superar o seu referencial (benchmark), isso significa que a diferença a maior é o Alpha gerado pelo investimento. Por outro lado, quando a performance é abaixo deste, representa que não houve esse retorno adicional.

O que é benchmark?

Para o bom entendimento do conceito de hoje, é muito importante que você compreenda que o benchmark é um indicador referencial utilizado para fazer uma análise relativa de um investimento.

No entanto, quando você analisa a capacidade de entrega do ativo em relação a um "excesso de retorno", não representa necessariamente vencer um indicador (como CDI, IPCA ou Ibovespa), mas sim superar a expectativa média do mercado em relação ao produto.

Uma ação de uma empresa com problemas estruturais, por exemplo, oferece um altíssimo risco. Sendo assim, não basta que ela vença o Ibovespa para dizer que a ação da companhia gerou Alpha. Essa entrega deve ser superior ao que o mercado esperava do investimento, já contemplando essas questões subjetivas.

De um modo geral, contudo, na maior parte das vezes a análise é feita mesmo sobre um benchmark, avaliando a capacidade do ativo de superá-lo em termos de retorno financeiro.

Como funciona a geração de Alpha?

Agora fica mais fácil de entender o que falam os analistas do mercado financeiro, certo? A famosa geração de Alpha, portanto, nada mais é do que a entrega de resultados acima da expectativa de mercado.

Isso é muito positivo para o investidor, pois representa que o ativo entregou lucros acima da própria expectativa. No entanto, é sempre essencial analisar o risco do produto também.

Em resumo, portanto, um investimento pode gerar Alpha positivo, quando o resultado verificado supera essa expectativa inicial, como pode gerar Alpha negativo, quando o resultado verificado fica abaixo da expectativa inicial.

Fundos de investimentos geram Alpha?

Um debate muito comum no mercado financeiro está sobre os fundos de investimentos. Não há dúvidas de que eles são uma ótima forma do investidor iniciante utilizar de uma equipe de especialistas no seus investimentos, mas para isso existe uma cobrança de taxas — como administração e performance.

Essas taxas, embora façam sentido na medida em que remuneram o trabalho da gestão, acabam por afetar o retorno obtido com os investimentos. Ou seja, há um desconto da rentabilidade total, de modo que dificulta a obtenção de Alpha da categoria.

É claro que a capacidade de superar o benchmark está diretamente ligada à qualidade de um fundo. Assim, não podemos generalizar, exigindo uma análise individualizada para cada gestora na busca pelas melhores oportunidades.

Alpha vs. Beta: qual é a diferença?

O uso das letras gregas como conceitos do mercado financeiro acaba gerando alguma confusão. Enquanto o Alpha é utilizado para avaliar a performance e o desempenho de uma estratégia, o Beta é uma referência para o risco sistêmico do ativo. O objetivo é entender qual é a volatilidade deste em relação ao seu mercado. Quanto maior o Beta, maior o seu risco sistêmico — e vice-versa.

Os dois indicadores são muito utilizados na avaliação de preço justo de um ativo, em especial no mercado de ações. Assim, avaliando o potencial retorno (capacidade de gerar Alpha) e o seu risco sistêmico (Beta), o investidor pode avaliar se aquela é uma boa oportunidade de investimento ou não.

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