Última modificação em 22 de março de 2021

O que é alocação estratégica?

Em uma estratégia de investimentos, nós podemos selecionar diversas formas para fazer o aporte do nosso capital. Uma delas é conhecida como alocação estratégica.

Antes de entrarmos nas características dessa técnica de investimentos, precisamos relembrar o funcionamento de um processo de alocação, assim como a sua importância para qualquer perfil de investidor.

O que é alocação de ativos?

A alocação de ativos consiste na montagem de uma estratégia de investimentos. Isto é, estamos falando aqui da definição da forma pela qual o dinheiro de um investidor será utilizado na composição de um portfólio.

Vale lembrar que, no mercado financeiro, existem inúmeras classes de ativos com produtos completamente distintos entre si. Desta maneira, cabe ao investidor a compreensão de qual é a melhor forma de alocar o seu dinheiro pensando nos seus objetivos pessoais.

Outro ponto fundamental é lembrar de diversificar os investimentos. Esse é o nome do conceito de distribuir o risco dos seus ativos e, consequentemente, mitigar a influência de eventos negativos ao seu capital.

Em termos de estratégia, existem várias técnicas para selecionar os ativos que farão a composição da sua carteira de investimentos. Uma delas é justamente a alocação estratégia, que vamos entender melhor a partir de agora.

Como funciona a alocação estratégica?

A alocação estratégica funciona com base em uma avaliação sobre a rentabilidade das classes de ativos, distribuindo os investimentos em dois grandes grupos: renda fixa e renda variável.

Para isso, essa estratégia se baseia em dois aspectos fundamentais. O primeiro, é a expectativa de retorno com cada classe de ativo. Além disso, você pode levar em consideração o seu próprio histórico como investidor.

Suponha que, na média pessoal, você tenha retornos próximos a 12% ao ano com seus investimentos no mercado de ações, enquanto consiga, também em média, um retorno anual de 7% com títulos de renda fixa.

Desta forma, a alocação estratégia sugere uma divisão simples de 50% do seu capital em renda variável e 50% do capital em renda fixa, de modo a equilibrar as rentabilidades. Ou seja, por meio desta abordagem, buscamos um retorno próximo de 9,5% ao ano.

Quais são as vantagens da alocação estratégica?

O grande benefício da alocação estratégica é a sua simplicidade operacional. Como não há uma grande análise a ser feita, basta distribuir de maneira igualitária os investimentos entre renda fixa e renda variável. Portanto, é uma ótima abordagem para o investidor iniciante.

Outro aspecto que pode ser considerado como positivo é a redução ao risco da renda variável. Em uma eventual baixa do mercado acionário, o impacto no seu patrimônio acaba limitado uma vez que a exposição de 50% do seu capital está em outra classe de ativo.

Por fim, caso o investidor tenha um bom tempo de mercado financeiro, geralmente fica mais fácil projetar os ganhos ao longo do tempo. Para uma estratégia de longo prazo, esse cenário é positivo na medida em que permite monitorar o crescimento patrimonial.

Quais são as desvantagens da alocação estratégica?

Por outro lado, também existem riscos na escolha da alocação estratégica. O primeiro deles é assumir que a rentabilidade passada irá se verificar no futuro, algo que não acontece no mercado financeiro como regra. No Brasil, por exemplo, temos um cenário bem diferente para as taxas de juros, algo que pode afetar os ganhos de renda fixa.

Outro ponto que a técnica deixa a desejar está na escolha dos ativos. Em alguns momentos podemos ter maior atratividade na renda variável do que na renda fixa (e vice-versa). A alocação estratégica ignora essas assimetrias, pois se trata de um modelo estático. A simplicidade, portanto, pode ter um efeito negativo em termos de rentabilidade.

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